O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/04/14

A VIDA É UM DOCE

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 09:48

E lá se vão 100 anos que o “inaufragável” naufragou. No dia 14 de abril de 1912 o noticiário só tinha páginas para o Titanic.
Cem anos depois, as notícias e curiosidades do dia parecem ter afundado junto com ele. Na maré da falta de assunto de hoje, só sobra espaço para um pouco de cultura inútil. Portanto, nos afundemos nela.
Segundo um estudo publicado pelo “Journal of Personality and Social Psychology”, pessoas que gostam de doce têm predisposição para serem mais agradáveis, amigáveis e prestativas – açucaradas, enfim – do que os que preferem outros tipos de sabores, como comidas apimentadas ou ingredientes amargos.
“Nossos resultados sugerem que há uma forte relação entre sabores doces e comportamento social”, diz Michael D. Robinson, da Universidade de Dakota do Norte.
As conclusões foram tiradas a partir de cinco testes envolvendo universitários.
Uma das experiências comparou pessoas que comeram um tipo de chocolate com um grupo que comeu um biscoito salgado ou não comeu nada. Aqueles que comeram o doce se mostraram mais dispostos a ajudar os outros.
Quem simplesmente desconsidera, ignora ou acha óbvio demais o estudo americano, o jornal “Baltimore Sun” elaborou um guia divertido – e verdadeiro até. “O que seu doce favorito revela sobre sua personalidade”.
De acordo com o jornal, gostar de “Snickers” é sinal de indecisão: “Você quer chocolate? Ou as castanhas? Você não sabe. Ou sabe?”. Já os amantes do torrone são fazendeiros frustrados. “No fundo você é uma alma doce que ama cultivar ervilhas e fazer xarope de ‘maple’ (bordo)”.
Os demais chocolates citados no guia não são tão populares por aqui, então elaboremos nosso próprio guia personalidade x chocolate:
– Suflair: convence-se fácil por comerciais e compra tudo o que vê na TV. O sonho de todo publicitário;
– Bis: típica pessoa esforçada. Pretende comer só um, mas devora quase a caixa inteira;
– Amandita: distraído. Não sabe, mas gosta mesmo é de manteiga com sabor;
– Confeti: metódico. Tem toda uma técnica para comer o pacotinho. Primeiro os amarelos, depois os verdes, os brancos e assim por diante;
– Sonho de Valsa: o eterno apaixonado;
– Chocolate com barra de cereal: o que se engana que está sendo saudável;
– Diamante Negro: tradicional ao extremo, é o mesmo tipo que come Prestígio e Sensação;
– Kit Kat: come para dizer que é chique, já que só de uns tempos para cá apareceu nas nossas prateleiras;
– Chocolates amargo e meio amargo: chato de galocha. Sua frase típica é: “não gosto de doce muito doce”;
– Chocolate Surpresa: quem comprava o Surpresa na infância estava mais preocupado em completar o álbum dos animais do que em comer o chocolate;
– Talento: liberal, gosta de novas experiências;
– Toblerone: bon vivant. Gasta R$ 30 numa barrinha de 30 gramas porque tem dinheiro para tanto.

Novas sugestões?

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2012/04/08

ASSUNTO DE ESTADO

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 10:30

A Páscoa é uma data meio negligenciada. Mais importante do que o Natal, tem seu significado diluído entre cacaus e coelhos.
No Brasil, o dia de hoje é marcado por ovos de chocolate e muita comilança. Nos Estados Unidos a tradição é um pouco diferente da nossa – um achado que envolve ovos cozidos e técnicas de cozimento (!).
Há 134 anos acontece nos jardins da Casa Branca a “Easter Egg Roll” (“Corrida dos Ovos de Páscoa”), que é uma disputa na qual as crianças empurram ovos coloridos com a ajuda de uma colher grande. Este ano o evento acontece na segunda-feira, dia 09, junto com a campanha de promoção do esporte e alimentação saudável realizada por Michelle Obama.
A tradição vem desde o início de 1870, quando crianças brincavam no gramado do Capitólio, em Washington. Elas levavam ovos cozidos e os rolavam na grama para ver quem conseguia mandar o ovo mais longe. Hoje a competição (gratuita) tem ingressos colocados à disposição de crianças entre 3 e 6 anos acompanhadas dos pais.
Mais interessante do que rolar ovos na Páscoa é descobrir que ovo cozido é um assunto sério para eles.
Uma matéria publicada pelo jornal “Chicago Times” dá uma noção do valor de um ovo cozido na América. Segundo a reportagem, uma pesquisa online com 1.074 mães da cidade de Park Ridge (Illinois) concluiu que 8 entre 10 mulheres consideram seu conhecimento na hora de cozinhar ovos como “excelente” ou “bom”. Mas quando a questão é sobre o método de preparo, menos de 3 entre 10 cozinham o ovo de forma correta.
A pesquisa, realizada em fevereiro de 2010 pelo site da “American Egg Board” (“Conselho Americano dos Ovos”), concluiu que duas pessoas nunca têm o mesmo método para cozinhar um ovo.
Páscoa também é um momento de cultura (in) útil.
O chef Jeffrey Saad, porta-voz do Conselho, diz que o certo é cozinhar os ovos lentamente – fervê-los com displicência faz com que eles fiquem com um anel esverdeado ao redor da gema e a clara fique muito dura.
O “eggspert” Howard Helmer – que está no “Guinness Book” como o preparador da maior omelete do mundo – tem a mesma opinião. As dicas de Howard para o correto cozimento dos ovos são: 1) colocá-los numa panela grande numa camada única com água fria o suficiente para cobri-los; 2) aquecê-los até começar a fervura; 3) tirá-los do fogo e cobrir a panela; 4) deixá-los descansando na água por 15 minutos (ovos grandes); 5) resfriá-los completamente em água corrente ou num recipiente com gelo; 6) guardá-los na geladeira sem descascá-los por até uma semana.
Segundo os especialistas, a casca sai mais facilmente se os ovos forem deixados na geladeira entre meia e uma hora. Mas a melhor dica para garantir que as cascas saiam sem esforço é comprá-los com uma semana de antecedência ao uso – ovos frescos têm o conteúdo mais preso à casca.
Quem disse que Páscoa é só coelho e cacau?

Confiram AQUI como acontece o evento no site da Casa Branca

Boa Páscoa a todos!

2011/10/12

TUDO NA VIDA É PASSAGEIRO

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 10:22

O tema de hoje pode até parecer infantil. Mas só para quem nunca precisou ter um dia de gado num Corinthians-Itaquera às seis da tarde de uma sexta-feira.
Para milhões de pessoas, ir e voltar do trabalho é uma guerra. Para um homem é: Brendan Nelson.
Em seu site, o inglês se define como “estrategista digital e designer experiente que analisa mais do que o necessário assuntos comuns e cria diagramas sobre eles”.
Tanto que Brendan inventou um guia online para transmitir seus segredos sobre uma missão quase impossível: um assento num metrô na hora do rush.
Após horas e horas de análises, Brendan concluiu que posicionamento e estratégia são a chave na busca pelo assento.
Suas teorias foram tema de uma reportagem do jornal “The Guardian”.
“Alguns dias atrás, na linha Highbury-Kensington, tive uma experiência chocante: falhei. Acreditem, eu era bom nisso. Fiquei longe por apenas algumas semanas e minhas habilidades de aquisição de assento se foram. Então, como forma de terapia, decidi elaborar algumas ‘regras’”, conta ele.
Brendan criou um vocabulário específico para tratar o assunto. Ele se refere ao vagão como “teatro do conflito” e à hora do rush como “situação de combate”.
Quanto aos passageiros, ele fala em três tipos: os “aspirantes” (os que querem sentar), os “civis” (os que não pretendem conseguir lugar) e os “ocupantes” (os que já estão sentados).
Segundo Brendan, ficar no corredor central – longe da parte sem assentos – e desenvolver uma percepção camaleônica de 360º é fundamental para ser bem-sucedido no “jogo da aquisição de assento”.
Ele aconselha que todos os passageiros conheçam seus inimigos no momento do embarque. Outra regra básica é não ficar perto de grávidas ou doentes, “a menos que o subsolo tenha apagado completamente seu senso ético”.
Primeira dica: “Quando você entra no trem, a tendência é olhar ou se dirigir para a parte de separação entre dois vagões. Não! As chances de vitória são remotas. Lá é um pântano. Como Napoleão na Rússia, sua campanha vai chegar à derrota, ao fim prolongado, se você se arriscar por aí”.
Ele aconselha os passageiros a permanecerem no corredor central, o “vale fértil do vagão”, onde está a maior parte dos assentos. No entanto, “é fundamental que os aspirantes ajam como se não quisessem sentar”.
O terceiro passo é escolher um bom lugar para se camuflar sem parecer muito entusiasmado. Nunca é uma boa ideia pairar sobre quem acabou de se sentar, mas sim tentar adivinhar para onde os outros se encaminharão.
Outra dica é manter a sagacidade e não olhar os “ocupantes” fixamente quando eles demonstram sinais de que estão prestes a se levantar. “Não se engane com os que colocam um livro dentro da mochila. Eles não estão saindo, estão apenas te confundindo”.
Desenvolver uma percepção camaleônica de 360º e olhar para as fileiras de trás é mais importante do que se concentrar nas mesmas três ou quatro pessoas que estão à sua frente.
No caso de dois “aspirantes” terem a mesma probabilidade de se tornarem “ocupantes”, o ideal é sempre se mover de maneira “orbital”, aquele tipo de deslocamento que as pessoas fazem em lugares cheios: colocando-se entre o assento e seu inimigo.
“Faça do jeito certo e você vai conseguir, sem esforço, se sentar parecendo uma pessoa educada e prestativa – e não a maquinadora e calculista que no fundo é”.

2011/07/07

MÃO INGLESA

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 09:57

Kate Middletown conseguiu o que parecia impossível: ocupar o vazio deixado pela sogra no coração – e nos tabloides – ingleses. A duquesa espirrou, virou notícia. Se não tiver espirro, inventa-se alguma coisa.
Caso deste artigo do jornal “The Daily Mail” desta semana: “As linhas do amor de Kate e William são compatíveis?”.
A publicação convidou a quiromancista Amber Garnet para analisar a palma da mão do casal de pombinhos.
Vamos à análise de Amber sobre William:

1. Mão quadrada: homens com mão desse tipo gostam de ter estrutura na vida
2. Polegar forte: tem um rígido código moral e sabe o que se passa em sua cabeça
3. Monte de Vênus (aquele “gordinho” perto do polegar e que indica a habilidade para amar): o de William é bem avantajado, o que mostra que é um homem amável e apaixonado
4. Linha da cabeça: pendendo em direção à área da Lua, significa que é imaginativo e que tem uma personalidade melancólica
5. Indicador menor do que o anelar (pausa para piadinhas): apesar de o estudo da semana relacionar a altura desses dedos ao tamanho do pênis, segundo a quiromancista, é sinal de alguém que sabe controlar suas emoções
6. Montinhos:  indica pessoa ligada à natureza
7. Espaço pequeno entre a linha do coração e da cabeça: pessoa introspectiva e que não mostra seus sentimentos facilmente
8. Linha do destino: próxima à linha da vida, indica que tem forte noção de responsabilidade
9. Ângulo de destreza: sugere um homem prático e com excelente timing

Sobre Kate:
1. Dedos compridos: pensamento exato
2. Monte de Vênus: o de Kate é pequeno e reto, sinal de que ela é reservada e demora um pouco para confiar nas pessoas
3. Mão estreita: perspicaz e ligeiramente cética
4. Marca do peixe: formada pela junção da linha da vida e a do destino, indica a afinidade de Kate com a água
5. Dedos agrupados: sinal de pessoa que cai facilmente na rotina
6. Anel familiar: a linha formada na planta do polegar indica que Kate é ligada à família
7. Linha do destino: essa marca – menos visível depois dos 30 – é a de alguém que deixou suas ambições de lado (claro, né?)
8. Espaço pequeno entre a linha da cabeça e do coração: recatada e que sabe guardar segredos
9. Falange da ponta do polegar grande a arredondada: sinal de pessoas proativas e de personalidade entusiasmada

2010/11/16

DANÇA DOS PSICÓLOGOS

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 09:56

Tenham muito cuidado ao dançarem “Adocica” de sunga de crochê na ilustre companhia de Beto Barbosa num churrasco. Seus passinhos podem revelar muito mais sobre sua intimidade além de seu gosto duvidoso para se vestir.
Cientistas acreditam que o jeito com que uma pessoa se move na pista de dança revela segredos de sua personalidade.
Dr. Geoff Luck, da Universidade de Jyvaskyla, na Finlândia, diz que a música provoca fortes emoções nas pessoas, que podem ser expressadas através do movimento do corpo. Segundo ele, o corpo é um indicador mais do que confiável – inclusive robôs demonstraram isso.
Dos 900 voluntários inscritos para o estudo, os pesquisadores escolheram 60 para participarem de testes de personalidade. Após os resultados, eles foram divididos em cinco tipos e cada um foi convidado a dançar 30 faixas de seis gêneros musicais – rock, tecno, latino, jazz, funk e pop.
Através do uso de uma tecnologia capaz de capturar movimentos, os pesquisadores gravaram as performances e analisaram tudo com a ajuda de um programa de computador.
O rock, em especial, provocou estereotipados movimentos de cabeça – principalmente entre os extrovertidos –, e foi o único estilo que levou os neuróticos a se soltarem – apesar de eles tenderem a movimentos mais contidos e nervosos.
Os resultados foram:

– Os mais simples de serem identificados são os extrovertidos, que balançam bem o corpo – geralmente com movimentos enérgicos e exagerados com a cabeça e os braços
– Neuróticos dançam com passos espasmódicos – estilo que baladeiros e convidados de casamento reconhecem como “shuffle”
– Pessoas de personalidade agradável tendem a ter movimentos suaves e a se moverem de um lado a outro da pista de dança balançando as mãos
– Os mais liberais gostam de fazer passos ritmados de sobe-e-desce e não circulam tanto pela pista de dança como os demais
– Pessoas cumpridoras de seus deveres se movem bastante pela pista e usam as mãos mais do que os outros dançarinos

Michelle Groves, reitora-associada da Royal Academy of Dance, explica que quando bailarinos profissionais são treinados para expressarem suas emoções durante uma apresentação, eles tendem a esconder traços de sua personalidade. Isso é mais óbvio em leigos.
Ou em bêbados, eu me arriscaria a dizer.

2010/10/01

YABA DABA DOO!

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 10:24

Quem acessou o Google em algum momento do dia de ontem deve ter notado a ilustração dos Flintstones na página principal.
Como geralmente faz em algumas datas comemorativas e ocasiões especiais, o site de buscas criou um logo – ou um “Doodle” – para celebrar o aniversário de 50 anos de um dos desenhos animados mais criativos de todos os tempos.
Na ilustração apareciam Fred, Barney, Wilma, Betty, Bam-Bam, Pedrita e seus respectivos animais de estimação: Dino e Hoppy.
Ontem também o jornal “Telegraph” publicou uma matéria sobre “15 coisas que você não sabia sobre os Flintstones”.
Confiram:

1) Originalmente o desenho tinha como alvo o público adulto. Tanto, que as duas primeiras temporadas contaram com o patrocínio da marca de cigarros “Winston”. Apenas na terceira temporada começou a se dirigir às crianças e, com isso, ganhou um novo patrocinador: a “Welch’s”, fabricante de suco de uva e jujuba.

2) O tema original da série, “Meet the Flintstones”, também surgiu na terceira temporada. Nos dois primeiros anos o tema era “Rise and Shine”.

3) Fred e Wilma foram o primeiro casal dos desenhos animados a aparecerem na cama no horário nobre da TV quando o programa foi exibido pela primeira vez pela rede ABC (entre 1960 e 1966).

4) Fred e Barney protagonizaram a campanha publicitária da marca de cigarros “Winston” – algo impensável para as personagens infantis de hoje.

5) Alguns críticos consideram o desenho uma paródia da Idade da Pedra de uma sitcom americana chamada “The Honeymooners”. O programa mostrava a vida de dois casais recém-casados que moravam em Nova York. William Hanna, um dos criadores dos Flintstones, chegou a confirmar os rumores, mas o outro, Joseph Barbera, manteve o mistério.

6) William Hanna também produziu desenhos como o de Tom e Jerry, Scooby Doo e Yo Yogi.

7) “Os Flintstones” conseguiram o cobiçado título de desenho animado que mais tempo foi exibido na TV em horário nobre. Só passariam a faixa muito mais tarde para “Os Simpsons”.

8) Em 1959 um piloto do desenho chamado “The Flagstones” não chegou a ir ao ar. Outro nome – “The Gladstones” – também foi discutido antes de finalmente se decidirem por “The Flintstones”.

9) O desenho se passa em Bedrock, mas nos episódios iniciais o nome da cidade era Rockville.

10) Os móveis dos Flintstones eram diferentes de um episódio para o outro.

11) A cor do Dino variou durante as temporadas, mas a cor principal era o roxo.

12) Em suas primeiras exibições, os Flintstones eram em preto-e-branco.

13) O desenho também criou vários times da liga esportiva, como “The Bedrock Giants”, “Bedrock Dodgers” e “Green Bay Pachyderms”.

14) Algumas “celebridades” do showbiz moravam nos arredores de Bedrock–Hollyrock, como Cary Granite, Alvin Brickrock e Stony Curti. A banda favorita de Fred e Barney era “Mick Jadestone and the Rolling Boulders”

15) Há vários parques temáticos dos Flintstones nos Estados Unidos, como o “Flintstones Bedrock City”, na Dakota do Sul, e o “Flintstones Bedrock Town”, no Arizona.

2010/08/18

14 MIL E UMA UTILIDADES

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 09:27

Mesmo quem não sofre de hipertensão ou os que têm cuidados mínimos com a saúde conhecem o estrago que o sal pode causar ao organismo.
Apesar de importante para equilibrar algumas funções do metabolismo, ele disputa com a gordura e o açúcar o posto de malvado favorito.
O sal é um vilão muito discreto. Nem precisa ser acrescentado à comida para ser consumido, afinal, estima-se que mais da metade do sal que consumimos seja proveniente de alimentos processados industrialmente.
Em meio a esta “caça ao sal”, uma boa notícia. A seção “Green” do site “Yahoo!” publicou uma lista com 46 usos do ingrediente – dentre os 14 mil que o “Salt Institute” atribui a ele.

 Confiram alguns:
– Testar a frescura dos ovos
Coloque duas colheres de chá num copo com água e acrescente o ovo. O que estiver fresco, afunda. O estragado (ou em vias de) vai boiar

– Prevenir que frutas escureçam
Após descascar maçãs e peras, muita gente usa limão ou vinagre para evitar que elas fiquem pretas. Mas uma solução de água com um pouquinho de sal tem o mesmo efeito

– Aumentar a durabilidade do queijo
Basta enrolá-lo num pano umedecido com água salgada antes de levá-lo à geladeira

– Poupar o fundo do forno
Se, durante um assado, algum caldo cair na parte de baixo do forno, jogue um bocado de sal sobre a lambança. Isso vai inibir a formação de fumaça e de cheiro ruim e tornar a limpeza posterior mais fácil

– Conservar a escova de dente
Antes do uso, mergulhá-la por alguns minutos numa solução salgada. Ela durará mais tempo

– Aliviar picadas de abelhas e mosquitos
Aplicar sal imediatamente após o ataque. Reduz a dor e o inchaço

– Espantar formigas
Espalhe sal por janelas, portas e onde mais houver sinal de caminho. Formigas não andam sobre o sal

– Diminuir o pinga-pinga da vela
Se antes de uso as velas forem mergulhadas numa solução salgada por algumas horas e depois enxugadas, pingarão menos quando forem acesas

– Manter flores frescas
Acrescentar um pouco de sal à água das plantas faz com que elas durem mais (aspirina ou açúcar têm a mesma função)

– Limpeza geral
Misturado à água, é ótimo para limpar geladeiras, panelas engorduradas e outros utensílios

– Retirar manchas de vinho da toalha
Drene o excesso de vinho e espalhe o máximo de sal por cima. Deixe de molho por meia hora em água gelada antes de lavar a toalha (para manchas de sangue a dica é a mesma)

– Realçar as cores das roupas e evitar o desbotamento
Use sal em pouca quantidade entre a lavagem e o enxague (o excesso resseca as roupas)

– Limpeza de metal, cobre ou sinais de ferrugem
Misture partes iguais de sal, farinha, vinagre e faça uma pasta. Espalhe sobre os objetos, deixe agir por uma hora e limpe com um pano seco

Nós, brasileiros, temos de acrescentar mais um uso: banho de sal grosso.
Xô uruca!

Leiam a lista completa AQUI

2010/08/13

MALDITO ABRIDOR DE LATAS

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 09:52

Hoje é um dia sinistro. Não por ser Sexta-Feira 13 ou porque se comemora o aniversário de Fidel Castro. Graças ao “Jornal de Notícias”, de Portugal, um novo mundo da cultura inútil se abriu. Hoje é o Dia Internacional dos Canhotos.
A característica – geralmente relacionada à criatividade e à inteligência – já foi vista com certa desconfiança. No passado, os canhotos estiveram associados a influências satânicas e bruxaria. Até na Bíblia, os abençoados estão sempre sentados ao lado direito de Deus, nunca do esquerdo.
O estigma foi superado, mas a palavra “esquerda” carrega uma forte conotação negativa. Em francês, “gauche” significa também estranho, desastrado, inculto. E já justificando o “sinistro” acima: “sinistrofobia” é o medo de coisas que ficam do lado esquerdo.
À parte a origem desonrosa, os cientistas já provaram que os canhotos podem sofrer mais de enxaqueca, dislexia, autismo e gagueira.
Estima-se que entre 7% e 10% da população mundial seja de canhotos. Dentre os ilustres, Paul McCartney, os atores Ben Stiller, Julia Roberts, Robert De Niro, Keanu Reeves, Sarah Jessica Parker, Angelina Jolie, Robert Redford, Morgan Freeman, Nicole Kidman e Tom Cruise, os pintores Michelangelo, Raphael, Leonardo da Vinci, e os presidentes Ronald Reagan, George W. Bush, Bill Clinton e Barack Obama. Sim, Bart Simpson também.
O Dia Internacional dos Canhotos vem sendo celebrado desde 1976 com o objetivo de chamar a atenção para algumas inconveniências na vida de quem precisa se adaptar a um mundo feito para destros.
Segundo eles, mouses, tesouras, teclados de computador e abridores de lata são instrumentos para os “direitos”. Além de difíceis de serem encontrados, os objetos para canhotos são mais caros. Será que é por esses motivos que muitos pais forçam os filhos a serem destros?
Mas a dúvida mais cruel é: como os canhotos jogam bumerangue?

2010/04/09

(INCO) MODA

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 11:26

Fidel Castro não tira seu uniforme Adidas. Nosso ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, não sai de casa sem seus coletes e Kim Jong-Il aposta no visual à la Dr. Evil, de “Austin Powers”. São inúmeros os exemplos fashion entre os poderosos.
Esta semana o jornal oficial da Coréia do Norte (“Rodong Sinmun”, o “Jornal dos Trabalhadores”) publicou que a marca registrada de Kim Jong-Il é a última moda. Virou até sensação em lojas de Milão a Los Angeles.
O jornal se gaba de que pessoas em todo o mundo estão desesperadas atrás do inconfundível terninho cinza. “A imagem respeitável do Grande General deixa uma forte impressão na cabeça das pessoas. Por isso a imagem dele como grande homem é tão proeminente”.
Provavelmente preocupados com o fato de que os norte-coreanos talvez não acreditassem na história, o jornal lançou mão de um artifício mágico: citou a declaração de um especialista francês de moda (imaginário) que disse que Kim Jong-Il é um revolucionário fashion.
Entre os “fashionistas” reais, as opiniões são variadas. “Ele parece um faxineiro”, diz Stefanie Novik, roteirista de programas de humor e integrante do “US Weekly´s Fashion Police” (algo como os policiais da moda americana). “Esse modelo mostra que ditadura e elegância fashion estão bem longe uma da outra”.
Já Danica Lo – editora da “Racked.com”, outra “polícia da moda” – crê que o look de Kim Jong-Il é cool: “Uniforme, sob medida e com óculos absolutamente modernos. De qualquer forma, o que seria de um ditador cruel sem uma assinatura fashion? Lembram-se dos óculos Porsche de Qaddafi nos anos 90? E dos ternos Hugo Boss do Hitler?”.
Theunis Bates, colunista do AOL, brinca dizendo que “Robert Pattinson é tão estação passada…”. E se pergunta: “O que é exatamente esse look de Kim Jong-Il? Pensem no encontro entre Mao Zedong e um suburbano porcalhão. Os alfaiates de Kim pegaram o terno tradicional de Mao, trocaram os botões da frente do blazer por um zíper e o bom algodão por um tecido de fácil limpeza. Também aumentaram o conforto adicionando elásticos nas laterais do casaco. Ao contrário de outros ditadores, Kim não usa medalhas, o que o retrata como um verdadeiro comunista – livre de desejos materiais”.
Theunis Bates identifica a vantagem mais importante do modelito usado por Kim: o terno sem formas tem espaço suficiente para esconder um colete à prova de balas.

2010/04/02

NÃO SABE BRINCAR, NÃO DESCE PRO PLAY

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 08:51

Amanhã, sábado, acontece a segunda edição do Dia Mundial da Guerra de Travesseiros. Só no Brasil, mais de 30 cidades estão cadastradas.
Para participar, o interessado deve seguir algumas regras: chegar no horário (às 17 horas, em ponto); levar almofada ou travesseiro escondidos dentro de um saco grande ou de lixo para não despertar a atenção de policiais; somente retirar o travesseiro da sacola na hora marcada; não usar travesseiro de pena de ganso (eles são ecologicamente corretos); não rechear o travesseiro com objetos pesados; fingir-se de despercebido para a imprensa diante de qualquer pergunta e ajudar a limpar a bagunça no final.
O evento – que é invenção de canadenses – é mais um da espécie dos “flash mob”, um tipo de ajuntamento urbano que reúne pessoas “secretamente” pela Internet e se tornou febre ao redor do mundo. Atualmente os “flash mob” viraram até assunto para um programa de TV homônimo no Multishow.
Em São Paulo intervenções do tipo têm sido normais. Além da Guerra de Travesseiros de 2009 que levou cerca de mil pessoas ao Parque do Ibirapuera, já ocorreram “flashmobs” de gente só de calcinha e sutiã dentro de vagões do metrô e a “Silly Walk” no vão livre do Masp em 2008 – a “Silly Walk” é uma esquete do grupo “Monty Python” em que um um dos integrantes se movimenta através de passos engraçados e descoordenados.
Talvez o “flash mob” mais famoso tenha ocorrido no ano passado. O programa de “Oprah Winfrey” mostrou o “Black Eyed Peas” montando uma coreografia de “I Gotta Feeling” com a ajuda de mais de 20 mil pessoas. O vídeo está disponível no Youtube.
No site oficial, os organizadores do Dia Mundial da Guerra Mundial de Travesseiros classificam o evento como “movimento de playground urbano”. Um dos objetivos “é fazer com que esses acontecimentos únicos se tornem parte significativa da cultura popular, parcialmente substituindo experiências de consumo como assistir televisão e rejeitando a deterioração causada pelos anúncios que tomam conta do espaço público”.
Talvez este seja o maior problema do evento: travestir-se com uma meta. Seria muito mais interessante se o objetivo fosse apenas o da simples diversão.

2010/02/22

MUITO ALÉM DO LEITE

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 07:48

Na terra de ninguém que é a web, a segmentação de sites e blogs é mais do que natural. Mas em meio a essa divisão, há quem crie territórios tão específicos que despertam a atenção pelo ineditismo – não exatamente pela relevância do conteúdo.
Um universitário canadense que utiliza o codinome “Phronk” inventou o “Putting Weird Things in Coffee” (“Colocando Coisas Estranhas no Café”), cujo fim é apenas o informado no título.
A explicação também é simples: “Eu tomo café todo dia, mas já estou enjoado de creme e açúcar”.
Então, desde abril do ano passado “em nome de toda a humanidade” ele vem experimentando ingredientes doces, salgados, azedos e amargos em seu café: bacon, sorvete, cream cheese, ovo (“eggspresso”), iogurte, salmão defumado e até curry.
Ele pede que seus leitores enviem sugestões de consumo e avisa que há uma regra: ele só misturará ao café ingredientes que ele possa comer. “Portanto, não vou por cocô de cachorro – apesar de achar que seria realmente bizarro”.
A descrição das experiências é surpreendente. O que parecia nojento não foi e vice-versa.
Bacon, curry e ovo não foram problema para “Phronk” – tanto em termos de paladar quanto de textura. A alquimia com ovo, por exemplo, faz com que o sabor do café permaneça por mais tempo na boca porque gruda-se à língua e ao céu da boca. Dentre as desagradáveis, a de “blue cheese”, engolida com muito sacrifício.
A maior surpresa foi a de banana. “Phronk” simplesmente não conseguiu beber a mistura até o final e não recomenda ninguém acrescentá-la ao café.

Sugestões para “Phronk”? Visitem o site AQUI

2010/01/07

DANDO UMA ESPIADINHA

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 08:40

Uma boa e uma má notícia para quem não suporta reality shows. A boa: os valores dos prêmios aumentaram. A ruim: eles vieram para ficar.
Dez anos após sua invenção – o primeiro foi “Survivor” –, eles têm conseguido manter um público fiel e apresentar novas versões a cada ano e a cada país que passam.
O bebê cresceu e já virou um pré-adolescente, mas grande parte dos telespectadores continua dizendo que ignora sua presença em casa.
Na próxima terça-feira começa a décima edição do “Big Brother Brasil” – apesar de “A Fazenda 2” continuar no ar. Um dia antes da estreia de BBB 10, o SBT terá transmitido seu novo “vida ao vivo show”. A exemplo de “Casa dos Artistas” deve causar polêmica.
Trata-se de “Solitários”, cujo objetivo não é testar a boa convivência entre os confinados, mas pôr à prova seus limites físicos. Eles ficarão totalmente isolados num cubículo sem janelas durante sete semanas. No local, só um compartimento para depósito de refeições, uma ante-sala e um banheiro químico.
O reality do senhor Abravanel passará do voyeurismo ao sadismo. Ou à selvageria?
Além desses, há uma infinidade de programas semelhantes na grade de programação mundial: “Esquadrão da Moda”, “Supernanny”, “Brazil´s Next Top Model” (e outros filhotes pelo planeta), “Simple Life”, “O Aprendiz” (agora com João Doria Jr.), “Ídolos” e todo tipo de “Namoro na TV”.
Tão ou mais bizarro do que “Solitários” é o que chega às TVs holandesas em junho: “Prisioneiro do Amor”.
O título é divertido, mas o resultado, tão arriscado quanto o produto de Silvio Santos.
No programa, exibido pela NCRV, um bando de mulheres desesperadas para subir ao altar terão encontros às cegas com detentos recém-saídos da prisão.
Roy Aalderink, diretor da produtora responsável pelo formato, admite que a atração é controversa, mas acredita que o público reconhecerá que os ex-presidiários são pessoas normais e têm o direito de encontrar o amor.
Ele também declarou: “O Ministro da Justiça da Holanda disse que três coisas são fundamentais para um ex-preso começar uma nova vida. Uma nova casa, um novo trabalho e o mais importante: uma esposa”.
O romantismo será reservado para poucas – somente para as três que forem selecionadas pelos novos “positivos e operantes”.
O programa acompanhará o convívio do trio e, no fim da temporada, as participantes terão de adivinhar por que seus príncipes estiveram engaiolados. Se acertarem – e sobreviverem –, ganham um prêmio. A dúvida é se o troféu é o marido.
O medo de ficar pra titia é maior do que considerar a hipótese de encontrar um Hannibal Lecter pela frente. No mínimo.
Nós, telespectadores, assistimos a tudo – ou não – da poltrona. Será que esse pré-adolescente chega à maioridade ou vai para o paredão?

2009/08/31

BELEZA EXTERIOR

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wheregg

galinhaUm dos assuntos mais polêmicos na área da saúde alimentar é se o ovo faz bem ou mal ao coração. Há médicos que não veem problema em omeletes, gemadas ou ovos quentes no café-da-manhã, mas há os que consideram a gema uma entupidora de artérias.
Se não há consenso quanto ao conteúdo, o site “The Daily Green” resolveu deslocar a discussão para a forma e publicou 12 usos para a casca. Confiram a lista que MacGyver consultaria se estivesse aprisionado numa granja:

1. Fertilizante natural
A casca do ovo se decompõe rapidamente e fornece uma boa dose de cálcio e outros minerais ao solo;

2. Controla pestes do jardim
Espalhe cascas moídas ao redor de plantas e flores. Elas ajudam a combater pestes como lesmas, caracóis e taturanas sem o uso de pesticidas artificiais. Além disso, veados odeiam o cheiro de ovo. As cascas manterão todos os Bambis longe das begônias;

3. Café gostoso
Adicione cascas ao filtro ou ao coador e o seu café ficará menos amargo. O pó usado, misturado às cascas e ao filtro biodegradável é um ótimo adubo;

4. Mudas perfeitas
Na hora de iniciar o processo de germinação de alguma planta, encha as metades das cascas com terra preparada para plantio em vez de usar aqueles pequenos recipientes que têm a mesma finalidade;

5. Produto de limpeza “eco-friendly”
Use cascas de ovos trituradas e um pouco de água com sabão para limpar superfícies difíceis de serem alcançadas, como garrafas térmicas ou jarras fundas;

6. Artesanato
Esvazie um ovo cru e utilize a casca oca. Pinte ou decore seu ovo de Fabergè. Pedaços de cascas (naturais ou tingidas) também são usadas em mosaicos;

7. Molde culinário
A casca oca também pode ser usada para moldar sobremesas – gelatina ou mousse de chocolate – com um formato diferente. Depois de fria, retire a casca antes de servir ou leve à mesa com a casca para que os convidados tentem adivinhar o que há lá dentro;

8. Desentupidor natural
Sempre deixe uma porção de cascas moídas no filtro do sifão da pia. Os sólidos que porventura descerem se grudarão às cascas com facilidade;

9. Membrana-remédio
A membrana finíssima que se prende à casca também pode ser usada como solução caseira para alguns tipos de desconforto, como pequenos cortes ou unha encravada;

10. Tratar irritações cutâneas
Dissolva uma casca de ovo num pequeno vidro com vinagre de maçã e use a mistura para tratar pequenas irritações ou coceiras na pele;

11. Máscara barata
Num pilão, triture bem as cascas até obter um pó branco. Misture às claras e espalhe sobre o rosto. Deixe a máscara secar antes do enxágue;

12. O combustível do futuro?
Pesquisadores da Universidade de Ohio descobriram que as cascas de ovos podem ser a chave para a produção de combustível de hidrogênio. As cascas podem ser utilizadas para a captura de dióxido de carbono durante uma reação que gera hidrogênio.

Recordem-se também dos 12 usos para a mostarda

2009/08/14

ÓDIO NO CORAÇÃO E NA FEIRA

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 09:27

tomatoevil

bandidoPoucos alimentos são tão polêmicos quanto o tomate – a controvérsia vai além da confusão inicial entre ser fruta ou legume, ele ou ela.
Em março, num texto sobre salmonela, a informação de que o tomate é altamente suscetível à bactéria. Basta passar certo tempo sob o sol escaldante e depois ser mergulhado em água fria – e contaminada com salmonela – para absorver o monstro.
Dois meses depois o assunto foi o tomate “Intense”, recém-chegado às prateleiras inglesas. Produzido na Holanda, sua peculiaridade é evitar que o suco liberado pela fruta deixe o sanduíche com gosto e aparência de papelão molhado. A “suculência” virou motivo de discussão entre consumidores e chefs de cozinha.
Agora a descoberta do site “Tomatoes Are Evil” (“Tomates São Maus”), mais uma dose de cultura inútil em nossa vida.
Para provar a tese, o autor selecionou algumas reportagens – como a de uma mulher morta por alergia ao fruto em 2004, na Inglaterra – e fotos. Numa delas, durante jantar entre Obama e Joe Biden, o tomate aparece fora do sanduíche.
A parte interativa traz a enquete “Que outro vegetal é do mal”? Ervilha, couve-de-bruxelas, milho verde, cogumelo, batata, pepino, abobrinha, pimenta, nabo, cebola, alho-poró, berinjela, espinafre, repolho? O páreo é difícil, mas a pimenta é a resposta mais óbvia.
Há ainda uma relação de receitas sem tomate, 23 pôsteres com o fruto inserido em diversas situações e opções para os ociosos de plantão – praticar tiro ao tomate ou criar uma cara para o fruto – como essa versão que criei acima. E, claro, há uma lojinha com camisetas à venda.
Se os frutos são maus é uma questão. Certeza mesmo só a de que eles são ótimos podres, jogados com boa mira na turma do mal que conhecemos muito bem.

Vejam o site AQUI

2009/08/07

PEEP-SHOW

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 08:48

neck

olhoPesquisas são geralmente enganosas. Se há pessoas que mentem a idade ou sua intenção de voto às vésperas da eleição, imaginem o que não são capazes de fazer quando questionadas sobre hábitos comportamentais ou estilo de vida.
Uma pesquisa realizada em Londres a pedido da Kodak ouviu três mil pessoas e deu o veredicto: na média, os homens ingleses entre 18 e 50 anos passam cerca de 43 minutos por dia torcendo o pescoço para olhar uma mulher. Ou seja, num ano, eles ficam 11 dias cobiçando a próxima.
Os lugares perfeitos para a prática, segundo eles, são os supermercados, seguidos de bares, boates e o ambiente de trabalho.
O curioso é que uma vez que encontram seus pares, os homens dão uma acalmada – passam mais tempo se distraindo com joguinhos do que com as namoradas. Mais de um quinto deles dedica cerca de 60 horas por mês ao videogame.
Eles admitem que é a aparência feminina que lhes desperta a atenção e reconhecem também que ficam sem-graça quando são pegos com a boca na botija – 10% deles já terminaram algum namoro por causa desse comportamento.
Mas a pesquisa descobriu ainda que esta característica não é exclusivamente masculina. Nós mulheres gastamos 20 minutos de nosso dia conferindo os machos de nossa espécie – ou seis meses de nossas vidas.
Número semelhante de moçoilas admite que também dá uma conferida por causa do visual, mas a reação ao se sentirem observadas difere da do homem: 16% delas se sentem desconfortáveis e 20% envergonhadas. Já entre os homens, 19% gostam de atraírem um olhar de cobiça.
Seria precipitado dizer se os números estão corretos, mas demonstram uma tendência. Se a pesquisa fosse adaptada à realidade brasileira, é possível que a quantidade de mulheres incomodadas com o assédio seja menor. Mulheres-fruta gostam de ser expostas e apalpadas. Quanto aos homens, talvez os brasileiros sejam machistas demais para se admitirem envaidecidos.

2009/06/19

O JORNAL TÁ CARO

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 09:13

banheiro2

rolopapelHoje, numa homenagem ao Senado, abriremos os trabalhos com 15 fatos interessantes sobre banheiro, vaso sanitário e afins.
Alguns sites dão conta de que o vaso foi criado em 1596 por “sir” John Harrington para a sua avó, a Rainha Elizabeth I.
Confiram outras 15 curiosidades:

1. O filme “Psicose” (1960) foi o primeiro a mostrar um vaso sanitário – a cena gerou reclamações sobre indecência;

2. Romãs recheadas com trevos de quatro folhas foram os primeiros sachês perfumados de que se tem notícia;

3. Hermann Goering, membro do partido nazista, numa recusa em usar papel higiênico, comprou lenços brancos e macios a granel;

4. Mais de 100 mil dólares foram gastos numa pesquisa para determinar se as pessoas colocam a aba do rolo do papel higiênico para a frente ou para trás. A resposta: três em cada quatro pessoas deixam a aba para frente;

5. O rei da Inglaterra George II morreu sobre um vaso sanitário em 25 de outubro de 1760 após sofrer um aneurisma da aorta;

6. Uma pessoa normal passa três anos de sua vida sentada no trono;

7. Geralmente a primeira cabine sanitária é a menos usada (e consequentemente é a mais limpa);

8. Cerca de 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a instalações sanitárias – principalmente em áreas rurais da China e da Índia;

9. Em vez do papel higiênico, o Exército romano usava uma esponja molhada espetada numa vareta;

10. Durante o Super Bowl a descarga é acionada mais vezes do que em todas as outras épocas do ano;

11. Cerca de 90% dos medicamentos consumidos pelas pessoas são eliminados pela urina. Um recente estudo da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelou que vários peixes contêm traços de estrogênio, colesterol, antibióticos, cafeína e anti-depressivos;

12. A falta de condições sanitárias mata aproximadamente 1,8 milhões de pessoas por ano – a maioria crianças;

13. Um banheiro publico pode ter mais de 40 mil germes por metro quadrado;

14. Apesar de não ter inventado a privada, o encanador inglês Thomas Crapper aperfeiçoou o sistema de sifão que conhecemos hoje. Thomas nasceu no povoado de Thorne – anagrama de “throne” (trono);

15. Em uma pesquisa feita em 1992, os banheiros públicos ingleses foram eleitos os piores do mundo – seguidos pelos da Tailândia, Grécia e França.

A provável explicação para o Brasil não aparecer entre os países com banheiros mais sujos do mundo é porque nem sanitários públicos temos a oferecer.

E, encerrando a sessão de hoje, fotos incríveis de privadas AQUI

2009/06/11

TERROR ONLINE

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 10:00

twitter

zumbiO Twitter é a febre do momento.
O site – que permite que os usuários mandem mensagens curtas, de até 140 caracteres, para páginas na Internet ou celulares – abriga perfis bem variados. Há desde padarias avisando a que horas saem mais pães quentinhos até políticos brasileiros seguindo o exemplo de Obama – que tem mais de 1,2 milhão de seguidores.
Delcídio Amaral, César Maia e José Serra já aderiram.
Mal chegou, Serra já se meteu em polêmica. O cantor Roger, do Ultrage a Rigor, aproveitou a presença virtual do governador de São Paulo para fazer um abaixo-assinado. Nele, pede medidas contra roubos e desvios de dinheiro público – e já conta com mais de mil membros.
José Serra respondeu, disse que acha a manifestação legítima, mas colocou a culpa no nosso sistema eleitoral. Melhor um início de diálogo do que nada.
Mas como tudo o que cai na Internet, o Twitter já ganhou uma versão-paródia, o “Twitter Vampire”.
Na seção “Como jogar”,  as explicações são dirigidas às “Criaturas da Internight”:
“Morda aqueles patéticos escravos que você chama de amigos. Mergulhe os dentes em suculentos pescoços, sugue o sangue, ganhe pontos e se transforme num vampiro poderoso. Fique atento, pois há vampiros se escondendo em vários lugares no Twitter. Se for muito mordido, terminará como presa suculenta”.
A pontuação funciona da seguinte forma: a pessoa ganha 20 pontos cada vez que dá uma dentada em alguém e perde 10 quando leva. Só é possível morder uma vez por dia.
Quando você morde um amigo, uma mensagem da sua conta no Twitter é enviada para as suas presas dando conta de que elas tiveram seu sangue chupado.
Para abocanhar alguém é preciso ter energia, que é recarregada uma hora após uma mordida.
Qual a utilidade do “Twitter Vampire”? Nenhuma, é apenas mais uma ferramenta para preencher nossos raros momentos de ócio – ou para descarregar nossa ira contra os políticos.
A escolha é sua. Você pode optar entre fazer parte do abaixo-assinado de Roger, ir à padaria ou morder um político. Mas lembrem-se da fama do Serra.
Conheçam o “Twitter Vampire” AQUI

2009/06/02

A CIÊNCIA DO VIRA, VIRA, VIRA, VIROU

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 10:15

drinkingtipes

ericAs descobertas sobre linguagem corporal já versaram sobre a posição dos cotovelos e dos braços durante uma conversa, o modo com que uma mulher mexe os cabelos para se fazer notar ou ainda se a boca ou os olhos dão pistas de que alguém esteja mentindo.
Nesta semana surgiu mais material nessa área. Segundo o psicólogo Glenn Wilson, do King´s College, de Londres, o jeito com que uma pessoa segura um copo pode revelar muito sobre sua personalidade.
O estudo foi conduzido a pedido da “Walkabout” – uma rede de bares australiana famosa na Inglaterra.
Wilson observou a linguagem corporal de 500 bebedores e os dividiu em oito tipos:

1) O paquerador: geralmente representado por uma mulher. O copo é segurado com dedos delicados e levemente abertos de maneira provocativa. Às vezes o traz sobre os seios para chamar a atenção para seus atributos físicos ou olha por cima da borda enquanto toma um gole da bebida e estabelece contato visual. Pode ainda seduzir passando o dedo ao redor da beirada do copo.
2) O fofoqueiro: também desempenhado por uma mulher. Agrupada com amigos próximos, não recebe bem outros que se aproximam. A taça de vinho é pega pela parte do bowl, que ajuda nos gestos durante a conversa. Tem tendência a se inclinar sobre o copo a fim de conversar confidencialmente.
3) O baladeiro: pode ser homem ou mulher. Sociável e simpático, dá goles curtos e rápidos em bebidas de garrafa – frouxamente mantida na altura dos ombros – para não perder sua parte na conversa. É uma pessoa que está sempre feliz e estende essa alegria ao grupo. A melhor técnica de aproximação é se jogar, ser bem-humorado durante a conversa e fazê-los rir.
4) O que toma chá de cadeira: tímido e submisso, segura o copo de maneira protetora como se temesse que alguém o retirasse de suas mãos. As palmas ficam escondidas e o copo funciona como uma “bengala social”. Na maioria das vezes toma um drinque pequeno através de um canudo – usado para misturar a bebida entre um gole e outro. A abordagem precisa ser gentil e sensível. Talvez alguns elogios funcionem para despertar sua auto-confiança.
5) A fria: na maioria dos casos, mulher. Está sempre na defensiva mantendo firmemente o copo ao lado do corpo numa posição de barreira para intimidar abordagens. É uma perda de tempo tentar uma aproximação porque elas geralmente estão prontas para dar o fora.
6) O playboy: homem do tipo ativo e auto-confiante também conhecido como Don Juan. É normal que ele use seu longo copo ou garrafa como símbolo fálico, movendo-o sugestivamente. Tem tendência a ser possessivo e gosta de tocar em suas companhias femininas.
7) O pedante: este “pavão” é consciente de sua imagem e tende a ser confiante e arrogante. É também exagerado em seus gestos, de forma a ocupar o maior espaço possível. Puxa o copo para si e, quando sentado, joga o corpo para trás. Se estiver com amigos, é improvável que receba bem os novos.
8) O intimidador: normalmente homem, prefere garrafas ou copos grandes. Usa esses objetos como armas simbólicas segurando-os firmemente e gesticulando de um jeito ameaçador. Sabe-tudo, pode ser ligeiramente hostil tanto numa simples conversa quanto ao contar piadas. A aproximação deve ser cuidadosa.

O mais curioso é pensar que enquanto a General Motors anuncia a concordata, uma rede de bares pode se dar ao luxo de patrocinar um estudo tão previsível e picareta quanto esse. Uma ótima jogada de marketing, isso sim.

2009/04/30

SIN CITY

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 10:01

mapas1

chapeuE se pudéssemos mapear a distribuição dos sete pecados capitais pelo Brasil? Que Estado seria o campeão em preguiça? Qual seria o mais guloso? Ou o mais invejoso?
Pois nos Estados Unidos a pesquisa já começou. Geógrafos da Universidade de Kansas divulgaram no fim de março os resultados da pesquisa “A distribuição espacial dos sete pecados capitais no Estado de Nevada”.
O que inicialmente parecia apenas uma diversão erudita de geógrafos se transformou numa convenção disputadíssima durante o “Encontro Anual da Associação dos Geógrafos Americanos”, no Estado de Riviera. Foram cerca de 6 mil espectadores.
Os pesquisadores utilizaram dados estatísticos para quantificar e localizar os pecados e produziram mapas que mostram, distrito a distrito, os níveis de luxúria, gula, avareza, preguiça, ira, inveja e orgulho pelo Estado de Nevada. Através de bancos de dados nacionais sobre taxas de doenças sexualmente transmissíveis (luxúria) ou assassinatos per capita (ira), os geógrafos chegaram a um “índice do pecado”. Os mapas têm sete cores – uma para cada pecado. Quanto mais escuro o tom, mais “malvado” é o distrito.
Para calcular a ira compararam o número de crimes violentos – assassinatos, assaltos e estupros – fornecidos pelo FBI. Já o nível de gula foi medido pela quantidade de restaurantes fast food per capita, enquanto os dados sobre preguiça foram conseguidos relacionando-se gastos com Artes, entretenimento e recreação com a taxa de emprego. Na maioria dos sete pecados o distrito de Clark foi o que obteve os piores índices.
Os pesquisadores levaram quatro semanas para concluírem o estudo, mas eles também conseguiram dados de mais 3 mil distritos pelo país. Os resultados de Nevada tornam-se inexpressivos se comparados aos demais, como o Texas, que ficou bem colocado no quesito gula. Já a Flórida e distritos vizinhos se saíram bem na questão da ira.
Enquanto alguém não decide fazer levantamento parecido no Brasil, mandem seus palpites para o Estado mais: tarado, pão-duro, preguiçoso, guloso, nervoso, invejoso e orgulhoso.

Acima, a distribuição da inveja (à esquerda) e da ira nos Estados Unidos

2009/04/23

MADE IN JAPAN

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 08:53

livrojapa

boneLisa Katayama é autora do blog “TokyoMango” e trabalha como jornalista freelancer escrevendo sobre tecnologia, direitos humanos e cultura japonesa em revistas como “Wired”, “Make” e “PopSci”.
No ano passado Lisa publicou “Urawaza: Secret Everyday Tips and Tricks from Japan” (“Urawaza: Dicas e Truques para o Dia-a-Dia Diretamente do Japão”).
O livro – uma coleção de 108 “conselhos” que resolvem os problemas e divertem os envolvidos – foi inspirado num artigo que ela escreveu para a revista “Wired” em 2006 e que rapidamente chegou à TV.
Segundo Lisa, toda família tem uma receitinha caseira. Esses métodos – cientificamente comprovados ou não – são passados de geração em geração e até acrescentam à doença um senso de segurança e conforto.
Sua avó japonesa sempre tinha um remedinho para tudo. Lisa achava tão gostoso ficar doente na presença dela que algumas vezes realmente queria ter algo quando ia visitá-la.
Os capítulos tratam de temas como saúde, questões alimentares, de higiene, limpeza e traz dicas de como impressionar os amigos. Há cura para quase tudo: dar um jeito no nariz entupido, na dor de garganta, curar dor nas costas, prevenir pé-de-atleta, o mau cheiro corporal, fazer seu parceiro parar de roncar, eliminar soluços, tirar nota alta no karaokê, calar o choro de um bebê, tirar os arranhões de um CD arranhado, deixar as unhas brilhantes, consertar batom quebrado, tirar adesivos de um espelho, recolher cacos de vidro, livrar-se de baratas, remover mancha de café do carpete, prevenir que o espelho do banheiro fique embaçado, desfazer o nó de uma gargantilha, retirar mancha de chá da caneca ou cheiro de cigarro da roupa, remover chiclete do cabelo ou da roupa e até andar na chuva sem escorregar.
Algumas soluções: para o nariz entupido, basta enfiar uma cebolinha verde em cada narina. Para a dor de garganta, usar uma toalha embebida em “shochu” (uma bebida destilada japonesa) ao redor do pescoço. Dores no ombro? Grude um pedaço de durex das laterais dos olhos até as têmporas.
Se o bebê não para de chorar, o segredo está em produzir o mesmo som de quando se está provando vinho. O ruído é parecido ao do útero.
Para se precaver de maus odores, um bom desodorante natural é uma mistura de bicarbonato de sódio e suco de limão. Homens que fazem a barba após o banho e não querem o espelho embaçado podem cortar uma batata ao meio e esfregá-la no espelho. CD arranhado? Limpe-o com pasta de dente.
Para as dores nas costas algo que já descobrimos neste blog: mostarda.
Se as dicas funcionam ou não, só a prática irá nos dizer. Entretanto, várias delas têm efeitos colaterais. O marido se livra do espelho embaçado, mas não da reclamação da mulher por ter emporcalhado o móvel. Pagar o mico de ficar com durex grudado no rosto ou continuar com dor nas costas? A escolha é sua.

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