O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/09/22

DA SÉRIE “GRANDES MISTÉRIOS DO JORNALISMO”

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:43

O destaque que o Brasil tem recebido da imprensa internacional – especialmente da americana – ultrapassa o entendimento.
Nesta terça-feira o jornal “The New York Times” dedicou uma página inteira ao trabalho do artista plástico Bel Borba.
Bel não é exatamente um nome conhecido em todo o Brasil. Sua projeção restringe-se a Salvador, onde o artista trabalha com sucata, materiais descartados ou encontrados nas ruas, como telhas quebradas, pedaços de madeira, azulejos, metal enferrujado, garrafas pet. Por isso tem sido chamado de “Picasso do Povo”.
Pois Bel Borba está em Nova York há um mês participando de intervenções nas ruas da cidade. No sábado passado ele criou uma pintura de um lagarto e um astronauta no asfalto de Roosevelt Island e durante a semana fez um mosaico no bairro do Queens. Estão previstas intervenções em Red Hook, no Brooklyn; em Howard Beach e em outros bairros da cidade.
“Foi uma visão estranha para uma rua industrial de Ridgewood, no bairro do Queens, mas caminhoneiros, trabalhadores das fábricas e transeuntes se sentiram na obrigação de parar, olhar e fazer perguntas sobre o que acontecia com uma parede marrom de uma fábrica de móveis – era o artista brasileiro Bel Borba fazendo um grande mosaico de azulejo branco retratando um mundo cercado de objetos que pareciam um cruzamento entre girassóis e ventiladores mecânicos”, escreve o jornal.
“Foram raras as vezes na vida que tive uma oportunidade como essa. Não sei se vou encontrar outra cidade com essa variedade de etnias e com bairros que mudam de cara de uma rua para outra. De um lado podem existir caribenhos, do outro, judeus”, diz Bel Borba ao “The New York Times”.
A matéria é só elogios ao trabalho de Borba. Ele é chamado de “artista em ebulição”, citado como “força da natureza” por um dos entrevistados e definido como “brilhante” por outro.
“O sr. Borba, 55, é de Salvador, no estado da Bahia, a terceira maior cidade do Brasil, onde ruas, muros, praças e praias foram suas telas desde o início dos anos 70. Ele é uma figura bem conhecida e amada por lá, regularmente saudado pelos moradores e convidado para mostrar seu trabalho no bairro”, diz o jornal.
A publicação também divulga a exibição do documentário “Bel Borba Aqui: A Man and a City”, com direção do fotógrafo e cineasta americano André Costantini e Burt Sun, um artista de Taiwan que conheceu Borba numa viagem ao Brasil.
O mistério de tanto destaque talvez se explique pelo autor da matéria: Larry Rother, aquele mesmo que disse que Lula gostava de uma cachacinha.
A louvação a Borba seria um pedido de desculpas – atrasado – de Larry?

Leiam a matéria completa AQUI

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