O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/09/08

EQUILÍBRIO PERFEITO

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:07

Olha aí o filme do ano. Demorou, mas ele veio. E da França.
“Intocáveis” não é destaque porque estamos num ano fraquíssimo de estreias cinematográficas, mas porque é excelente.
Já é o segundo filme mais visto da história da França – com cerca de 20 milhões de espectadores. “Intocáveis” só fica atrás de “A Riviera Não É Aqui” (2008) na preferência dos franceses.
A história é linda e emocionante, mas o grande ímã é Omar Sy. Grande em todos os sentidos. O ator, que tem quase dois metros de altura, é um achado. É muito carisma para uma pessoa só. Por este papel, ganhou o César (considerado o Oscar francês) este ano.
Baseado numa história real, “Intocáveis” é inspirado no documentário “A la Vie, A la Mort”, feito em 2004, quando os diretores conheceram os protagonistas.
O filme se passa em Paris e narra a amizade entre Philippe, um tetraplégico viúvo e milionário, e Driss, um jovem problemático da periferia parisiense de origem senegalesa. Cada um engessado às suas limitações.
Desempregado, Driss vive da grana do auxílio-desemprego. Philippe, que se movimenta apenas do pescoço para cima, tem poucos prazeres na vida: ouvir música clássica, colecionar obras de arte e corresponder-se com uma estranha.
O destino dos dois dá uma guinada quando Philippe contrata, por pura empatia, Driss como acompanhante / enfermeiro.
Driss compensa sua pouca cultura e ignorância com humanidade e humor – através de muitos comentários politicamente incorretos. Graças à sua espontaneidade, ele conquista a simpatia e a confiança de Philippe, que percebe ser tratado como um homem comum. É aí que reside toda a magia de “Intocáveis”.
Driss faz o diabo com a cadeira de rodas do patrão, carrega-o no colo de maneira estranha e não tem papas na língua.
Phillipe apresenta a ele compositores famosos – Vivald, Bach – e Driss devolve com “Kool & the Gang” – a cena da festa de aniversário de Philippe, em que Driss tenta dar alguma interpretação à música clássica, é divertidíssima.
Depois de assistir à “Intocáveis” tem-se a sensação de que é tão simples fazer um bom filme… Não é preciso explosões, efeitos especiais, figurinos de época, locações majestosas ou elenco famoso mundialmente. Só queremos uma história bem contada que nos divirta e surpreenda. Não é pedir muito.
No final, enquanto aparecem os créditos, conhecemos os verdadeiros Philippe e Driss (Abdel, na vida real). Vem também a informação de que Philippe vive no Marrocos, casou-se novamente e tem dois filhos. Abdel também é casado e tem três filhos. Os dois são amigos até hoje.
Vocês não vão querer perder o filme do ano, vão?

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3 Comentários »

  1. Filmaçoooooooooo! Também amei, Tati querida!

    Saudade de girar com essa roda…

    Beijocas!

    Comentário por Selma Barcellos — 2012/09/09 @ 15:23

  2. DE novo:indicação que é uma ordem rs
    Preciso procurar por aqui,os dois filmes recem indicados. valeuuu!!

    Comentário por picida ribeiro — 2012/09/12 @ 17:18

  3. Esse eu vou ver.

    Comentário por joao luiz — 2012/10/07 @ 04:20


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