O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/09/06

REHAB DE CASAL

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:50

Arnold (Tommy Lee Jones) e Kay (Meryl Streep) estão casados há 31 anos – casados, mas não juntos. Eles dormem em camas separadas e praticamente não conversam e não têm contato físico.
Arnold é um homem de poucas palavras. Prefere assistir aulas de golfe pela TV. Kay é a dona de casa padrão – solitária e reprimida – que procura a ajuda do Dr. Bernie, um terapeuta de casais (Steve Carell) que vai ajudá-los a superarem as dificuldades do casamento.
Esta é a história de “Um Divã Para Dois”, uma mistura de drama e comédia dirigida por David Frankel (o mesmo de “O Diabo Veste Prada” e “Marley e Eu”).
Quem viu o trailer imagina que vai assistir a mais uma comédia romântica com uma trilha sonora “bonitinha”, mas o filme está mais para as lágrimas do que para a gargalhada.
“Um Divã Para Dois” não é um filme fácil. Vai direto ao ponto, cria constrangimentos e procura a verdade dos sentimentos.
Durante o “rehab” de uma semana, as perguntas do terapeuta causam embaraços ao casal – principalmente porque se trata o sexo de forma clara e direta: do que gostam, do que não gostam, as fantasias, se sentem-se atraídos um pelo outro, quando foi a última vez que tiveram uma relação sexual – “há uns cinco anos, em setembro”, relembra Kay.
Portanto, as cenas que poderiam render situações de riso têm uma boa dose de drama e tensão.
Mas o que faz o filme realmente valer a pena é Meryl Streep. Com apenas um olhar ela consegue transmitir melancolia, ternura, alegria ou otimismo. Como é prazeroso assistir à atuação dela – outro dia mesmo nos convencia de que era Margareth Tatcher. Em “Um Divã Para Dois” ela novamente mostra sua versatilidade.
Seu parceiro de cena, Tommy Lee Jones, a acompanha à altura sem cair no estereótipo do marido ranzinza.
Steve Carrell, acostumado à comédia, contém-se ao interpretar o terapeuta bem-intencionado – até porque cara de psicólogo ele já tem.
Além do talento de Meryl Streep, chama a atenção em “Um Divã Para Dois” o fato de os três personagens respeitarem o silêncio, a pausa (e aí entra uma qualidade conquistada com a idade) o exercício da tolerância.
Não percam.

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2 Comentários »

  1. Você viu Intouchables? Seria bem legal uma crítica sobre, o filme é realmente acima das expectativas também.

    Comentário por Henrique — 2012/09/08 @ 02:19

  2. Sim! Sensacional!

    Comentário por trezende — 2012/09/08 @ 09:26


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