O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/08/30

RISO NERVOSO

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:44

Mesmo sem ser convidado, Sacha Baron Cohen apareceu no tapete vermelho da cerimônia do Oscar este ano para divulgar seu mais recente filme, “O Ditador”. Vestido a caráter, ele derramou as supostas cinzas do coreano Kim Jong-il em cima de um dos repórteres que fazia a transmissão e foi retirado às pressas pelos seguranças.
Nenhuma novidade para quem conhece Sacha Baron Cohen, o ator, humorista e comediante inglês cujas principais armas são o choque e a ironia. Desta vez não é diferente.
Sacha vive Aladeen, um ditador da República de Wadiya, no Oriente Médio, que atrai a atenção internacional quando seu programa nuclear de armas é descoberto. Aladeen vai para os Estados Unidos para discursar em uma assembleia da ONU e defender a soberania de seu país. Um dos grandes pontos de discussão entre o ditador e o cientista encarregado da construção da bomba é a forma do artefato. Aladeen quer que ele tenha a extremidade pontuda e não arredondada. Teme que seus inimigos achem que ele mandou um vibrador gigante – e não uma bomba.
A diferença de Aladeen para os ditadores que servem de inspiração para Sacha é que ele quase se rende à América. Além de tentar o suicídio numa ponte em Nova York calçado num par de “Crocs”, ele se apaixona por Zoey (Anna Faris, de “Qual Seu Número?”), uma ativista política, vegetariana, feminista e dona de uma loja de produtos orgânicos. Zoey é tão riponga que os pelos de suas axilas são praticamente uma selva. Aladeen a chama de “Hairy Potter”.
“O Ditador” não é tão surpreendente quanto “Borat”  e não tão escatológico e constrangedor quanto “Bruno”. Não provoca exatamente gargalhadas, mas um riso tenso porque Sacha continua associando humor politicamente incorreto e escatologia.
Ele encontrou um meio-termo ao misturar momentos infantis – como o parto que ajuda a fazer ou o degolamento de um defunto para roubar-lhe a barba – com outros que são ininteligíveis para boa parte da plateia – como o discurso sobre a Democracia.
O que nos conquista é a inteligência e a sonsice de Sacha Baron Cohen, capaz de comparações do tipo: “Mulheres que estudam são como macacos de patins: ambos não servem para nada, mas são adoráveis”.
Destaque para as versões de músicas americanas (como “Everybody Hurts”).

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1 Comentário »

  1. Não gosto desse cara,não consigo achar graça num humor assim..

    Comentário por picida ribeiro — 2012/09/01 @ 10:54


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