O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/08/28

O MUNDO GIRA, A FILA ANDA

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:18

Aos poucos estamos superando nosso complexo de vira-lata. Não em relação à Educação, Política, Relações Internacionais ou Saúde, mas no que exige talento para além das quatro linhas do gramado.
Nossa estreia em telas estrangeiras foi com Sônia Braga, mas o sentimento de “eu existo” veio à tona quando Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de melhor atriz por “Central do Brasil”. Depois passamos a viver uma alegria atrás da outra ao entrarmos no cinema e darmos de cara com Rodrigo Santoro – desde a participação em que entrou mudo e saiu calado em “As Panteras” até o “semi-protagonismo” em “I Love You Phillip Morris”. E Alice Braga rasgando seu inglês com Will Smith?
À exceção de palhaçadas lamentáveis, como os filmes de Bruno Mazzeo, de uma maneira geral nosso cinema está de dar orgulho – mesmo quando a produção não é exatamente nacional. Caso desse “360”, de Fernando Meirelles. Um filmaço.
Modesto, Meirelles disse numa entrevista que o crédito é “80% do Peter Morgan, 3% da peça” e o resto é dele. Peter, o roteirista, também trabalhou em “A Rainha”, “Frost/Nixon” e “O Último Rei da Escócia”.
Inspirado numa peça do dramaturgo austríaco Arthur Schnitlzer, “360” é uma reunião de diversas histórias sobre relacionamentos amorosos. Mais do que isso: é um filme sobre superação e força de vontade. Sofisticado. Sério.
Cada personagem vive um turbilhão de emoções, mas é tudo contido, velado. Não há afetação. Há interpretação – e de um elenco estelar: Anthony Hopkins, Jude Law e Rachel Weisz. Correndo por fora, Juliano Cazarré – o Adauto de “Avenida Brasil” – exibindo um inglês invejável (natural e sem sotaque).
Escrevendo sobre “360”, um desses críticos que se acham o dono da verdade colocou o seguinte título: “Vá ver filme brasileiro, mas não me convide”.
Além de preconceito no pior grau, o tal crítico revela alto nível de desinformação. “360” não é um filme brasileiro, mas anglo-franco-austríaco.
Falado em inglês, alemão, árabe, francês, russo e português e filmado em cinco países, o filme de Meirelles era forte candidato a virar uma babel, mas é música para os olhos e ouvidos.

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1 Comentário »

  1. Louca para ver o filme. E o que é esse Juliano Cazarre rs???

    Comentário por picida ribeiro — 2012/08/29 @ 23:56


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