O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/08/27

O SANTO MAIS OCUPADO DO MUNDO

Filed under: Diário de bordo — trezende @ 09:00

Quatro municípios compõem a ilha de São Luís do Maranhão: Paço do Lumiar, Raposa, a capital, São Luís, e São José de Ribamar.
São José de Ribamar é a terceira cidade mais populosa do Estado – perde para São Luís e para Imperatriz – e é o destino de inúmeros devotos do padroeiro do Maranhão que empresta o nome ao município.
Praticamente todos os filhos da terra levam José ou Maria de Ribamar no nome.
A cidade só pensa “naquilo”: no padroeiro. Coitado, esse deve trabalhar muito para dar conta de tanto descaso.
A preparação para o Festejo 2012 – que acontece entre 31 de agosto e 9 de setembro – está a todo vapor. As barraquinhas e as bandeirinhas coloridas já estão instaladas. Nessa época, a cidade chega a receber mais de 300 mil visitantes por dia.
Além da Basílica de São José, há uma réplica da gruta de Lourdes, uma concha acústica em forma de Bíblia aberta usada em eventos como missas campais e uma espécie de presépio a céu aberto, “As 8 Estações de São José”, que mostra a vida do santo nos mesmos moldes da via crúcis de Aleijadinho, em Congonhas (MG).
Mas o que mais chama a atenção na cidade é a estátua gigante do santo, a 4ª maior do país – atrás do Cristo Redentor, do Padre Cícero e de São Francisco de Canindé.
A estátua tem mais de 17 metros de altura e está acompanhada de um Menino Jesus de 12 metros. A obra é do artista goiano Sinval Veloso.
Não muito distante de toda essa agitação religiosa está a cidade de Raposa. Fundada por pescadores cearenses, é supertranquila e oferece paisagens belíssimas.
Num dos passeios, o barco navega por um dos braços de mar e leva os turistas à deserta Praia de Carimã, na Ilha de Curupu. É na ponta de Curupu que está localizada a mansão de outro Ribamar, José Ribamar Ferreira Araújo da Costa Sarney. Sarney, para os chegados.
Em contraste com as belezas naturais – que misturam mar, dunas e igarapés – está a rua principal da cidade, por onde circulam de forma caótica motos, bicicletas, ônibus e pessoas.
No trânsito, um comentário frequente entre os ludovicenses (os nativos de São Luís) quando estão na traseira de um mau motorista é: “Esse deve ser do Piauí. Não sabe se dirige ou se abana”.
Na rua principal de Raposa também estão as lojinhas e as moradias (sobre palafitas) das mulheres que fazem artesanato de renda de bilro.
Portanto, quem for ao Maranhão já sabe: vá pagar os pecados em São José de Ribamar, espreguiçar-se em Raposa, exercitar-se nos Lençóis e até caçar fantasmas em Alcântara. O importante é passar longe de São Luís.

Vejam fotos AQUI

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