O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/07/19

CAVALO DE TROIA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:44

Em São Paulo há uma van de hot dog em praticamente toda esquina movimentada. O “dogão”, como é conhecido, é o almoço de muita gente. Afinal, é tudo, menos um cachorro-quente.
Além dos itens tradicionais – salsicha, maionese, catchup e mostarda – é incrementado com batata palha, lascas de bacon, milho verde, estrogonofe, molho vinagrete, cheddar, catupiry, frango desfiado, cenoura ralada, ervilha, azeitona e queijo ralado.
No entanto, é provável que a maioria dos fãs do “dogão” pensaria duas vezes antes de comê-lo se soubesse como uma salsicha é feita.
Uma matéria do “The Daily Mail” conta que em resposta ao processo tradicional de fabricação, alguns gourmets no Reino Unido lançaram um movimento a favor dos hot dogs genuínos – os “frankfurters” ou “haute dogs”, feitos com salsichas alemãs.
A “nova geração” de salsichas seria feita a partir de cortes de carne de qualidade, defumada do jeito alemão e com condimentos de primeira linha.
Originais da cidade de Frankfurt, no início dos tempos os hot dogs eram simples salsichas de carne de porco no pão repartidos fora do olhar público, de graça, durante as coroações imperiais.
Vários imigrantes alemães alegam que foram eles os responsáveis pela introdução do sanduíche na América no século 19. Depois disso o lanche sofreu inúmeras mutações e se transformou no que conhecemos hoje.
“Eles são uma das coisas menos naturais que posso pensar”, diz Charlie Powell, do grupo alimentício “Sustain”.
De fato. Em grandes tonéis de metal, toneladas de aparas de carne de porco são misturadas a carcaças de frango ou peru. As carnes são trituradas até virarem uma pasta e depois recebem água, conservantes, aromatizantes e corantes.
O processo foi banido para carne vermelha depois do episódio da doença da vaca louca, mas é permitido para porcos e aves. A carne produzida a partir desse processo é dez vezes mais barata do que a normal. E, surpreendentemente, não é prejudicial à saúde. Mas recebe no rótulo a indicação de que se trata de “carne recuperada mecanicamente”.
Além da água, acrescentada para que a pasta chegue à consistência exata, são adicionados amido – fécula de batata, farinha de trigo ou farinha de rosca torrada – para que a salsicha ganhe volume. Outros ingredientes são a proteína do leite – que também ajuda na consistência do produto – nitrato de sódio – para evitar que escureçam –, aromatizantes – ervas, temperos, aipo, pó de alho, glutamato de sódio – inúmeros aditivos e estabilizantes e corantes carmin e extrato de páprica.
Além de não serem saborosas, se comidas em excesso as salsichas podem ser disastrosas à saúde.
Já existem evidências científicas de que os hot dogs – assim como toda carne processada – aumentam o risco de câncer no intestino.
A dra. Rachel Thompson, do “The World Cancer Research Fund”, diz: “Se todo mundo comesse menos de 70 gramas por semana – dois hot dogs – teríamos 4 mil casos a menos de câncer de intestino no Reino Unido todos os anos”.
Carne de cavalo? Antes fosse.

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