O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/06/27

O FIM DO TESTE CEGO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:12

Hoje conheceremos um bom truque para desmascarar enólogos, enófilos e “entendidos” em vinho em geral.
O que é mais caro? Uma garrafa de “Fat Bastard” ou uma de “Tselepou”? E que tal um cupcake versus outro nome que seja difícil para os americanos pronunciarem?
Quando o assunto é vinho, uma pesquisa sugere que o nome pode afetar o quanto o consumidor estaria disposto a pagar por ele.
De acordo com uma pesquisa de marketing feita pela professora Antonia Mantonakis, da Universidade Brock, em Ontário, vinhos com nomes mais complicados dão mais dinheiro aos vinicultores dos que os de pronúncia simples.
Segundo ela, os participantes não apenas reportaram terem gostado mais do sabor do vinho com nome mais difícil como também demonstraram disposição de pagar mais por ele.
A parte curiosa é que quanto maior o conhecimento do voluntário sobre vinhos, mais facilmente ele era enganado no sentido de pensar que rótulos com nomes simples eram mais baratos.
Segundo Antonia, isso porque os “entendidos” sempre buscam por alguma diferença sutil, nem que seja um nome que soe diferente. “Se algo é raro e único talvez ele tenha maior valor e seja algo mais especial”, diz ela ao site “NPR”.
“Pegue por exemplo os vinhos de Christopher Tracy, o jovem vinicultor por trás da ‘Channing Daughters Winery’, em The Hamptons. Todos os seus barris, enfileirados como soldados, serão engarrafados e o trabalho de Christopher será batizá-los com um nome. Nesse caso, ‘Blaufrankisch’”, diz o site.
Christopher conta que a ideia não era dificultar a vida de ninguém. Ele escolheu esse nome por causa da conexão com a história da uva – “blaufrankisch” significa uva azul na Alemanha. É austríaca de nascimento e produz um vinho picante e complexo.
Christopher tem outros vinhos com nomes trava-língua: “Tocai Friulano” e “Refosco dal Paduncolo Rosso”, rótulos que custam entre 20 e 40 dólares a garrafa.
Segundo Antonia, no caso do consumidor comum, nomes bonitinhos ou engraçados chamam mais a atenção. “Parece interessante? Se sim, talvez seja o tipo de vinho que eu esteja procurando”, diz ela sobre o comportamento dos “não-entendidos”.
Depois dessa, quem precisa de teste cego?

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