O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/06/26

O FATOR ARGH

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:11

A cozinha do futuro estará mais para Flintstones do que para Jetsons.
É o que prevê um artigo do sempre novidadeiro site “Slate”.
Cerca de 200 anos atrás muitos americanos consideravam a lagosta algo sujo e pouco apropriado para o consumo de gente civilizada. Frequentemente usado como fertilizante, o crustáceo era comum na mesa dos pobres. Em algumas colônias, inclusive, a lagosta era assunto de leis – uma delas proibia que ela fosse servida mais de uma vez na semana aos prisioneiros porque se tratava de um tratamento “cruel e incomum”.
Hoje a lagosta é tida como uma iguaria suprema pelos apreciadores da alta gastronomia.
“Estou contando essa história da lagosta porque é um ótimo exemplo do triunfo do fator nojo”, escreve Bee Wilson, autor do artigo “Por que você deve amar tacos de gafanhotos e massa com alga – De que forma superar o fator nojo ajudará a salvar o mundo”.
Muito do que se fala sobre a resolução da crise de alimentos causada pelo aumento da população, pelo esgotamento de recursos e pelo aquecimento do planeta concentra-se em tecnologia, redução de desperdício e a melhora dos métodos de distribuição. Mas, segundo o autor, “urgência igual precisa ser dedicada à ampliação de nosso apetite”.
Bee Wilson diz que duas fontes de comida podem ter um papel fundamental não só na alimentação dos 2,5 bilhões de humanos extras esperados para 2050 como no quesito sustentabilidade: insetos e algas marinhas.
“Com exceção do mel (vômito de abelha)”, diz Bee Wilson, os insetos sempre são personagens do que ele chama de “bug-food phobia” (algo como medo de comida com insetos).
Mas esse preconceito está começando a mudar lentamente. Há um crescente número de pessoas reconhecendo o valor proteico deles. Muitos insetos poderiam até ser chamados de “supercomida”: ricos em proteína, pobres em gordura e colesterol, cheios de vitaminas essenciais e minerais como cálcio e ferro.
“Eles têm a mesma quantidade de proteína do que carne de vaca ou porco. Uma porção de 100 gramas de gafanhoto tem 20,6 gramas de proteína – apenas 7 gramas a menos do que a mesma quantidade de carne de vaca”, diz o artigo.
“Se a quantidade de proteínas não te move a experimentar um gafanhoto grelhado, considere isso: os insetos usam uma fração mínima de água e terra se comparados à criação animal. Além disso, são amigos do clima”.
Quem se anima?

Leiam o artigo completo AQUI

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1 Comentário »

  1. Taí uma boa sugestão de almoço para os participantes da Rio+20.

    Comentário por Joubert — 2012/06/26 @ 10:20


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