O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/06/19

O PREÇO DE UM SUTIÃ

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:22

Maldita a hora em que as mulheres resolveram queimar os sutiãs. Depois desse dia todas nós passamos a pagar o preço da infeliz ideia. Além de conquistarmos o direito de trabalhar fora de casa ganhamos o acúmulo de todas as outras tarefas, como a maternidade, os cuidados com a beleza, os compromissos sociais, financeiros e, claro, a carreira profissional.
O resultado é que os homens têm ocupado – com muito gosto – o posto deixado vago por nós.
“Is Dad the New Mom? The Rise of Stay-At-Home Fathers” (“O Pai é a Nova Mãe? O Aumento do Número de Pais que Ficam em Casa”) é o título de uma matéria que foi ao ar na “ABC News” e que foi publicada pelo site “Yahoo! News”.
De acordo com o mais recente “Census” feito nos Estados Unidos, apesar de ainda serem exceção, o número de pais que ficam em casa triplicou nos últimos dez anos. Eles já estão sendo chamados de “pais-troféu”.
A reportagem mostra a vida da advogada Erica Howard-Potter, do marido Jake Howard-Potter, e da filha Skyler, de 2 anos.
Todos os dias Jake cuida de todas as tarefas envolvendo a filha e se declara um pai muito orgulhoso. Apesar disso, é comum receber olhares críticos – inclusive de membros da família.
A matéria diz ainda que de acordo com um estudo recente, as mulheres têm ocupado postos de trabalho cada vez mais altos e que o salário nesse caso é maior do que o de homens.
Eles confirmam a informação. A maioria dos pais entrevistados diz que tinha um salário menor do que o da esposa quando decidiu pela vida doméstica.
Mas os maridos não ficam apenas esfriando a barriga no tanque e esquentando no fogão. Criaram até uma associação para discutir esportes, política e troca de fraldas: o “NYC Dads Group” (“Grupo dos Pais de Nova York”).
Outro entrevistado, Greg Jobson Larkin, trabalhou na Marinha por 12 anos e atualmente cuida dos quatro filhos enquanto sua mulher é CEO de uma grande companhia.
“Meus parentes acham que eu sou um vagabundo, mas estou bem. Já trabalhei, tive uma carreira. Hoje continuo trabalhando”, conta ele.
O marido de Erica fala que se sente um “sortudo” e um “privilegiado”. “Não vejo isso como um desafio, mas como uma oportunidade”, diz ele. Erica aprova: “Fico muito agradecida. O que ele fornece para a nossa filha não tem preço”.
Atenção, mulheres, não vamos queimar mais nada. Só o arroz.

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