O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/06/16

NOSSOS FILHOS AINDA SÃO OS MESMOS

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:00

Apesar da evolução tecnológica, dos avanços da Ciência e de tudo o que inventam para facilitar nossa existência na Terra, nossos grandes problemas não evoluíram: drogas, aborto, celibato… Além de continuarem os mesmos, recorremos a soluções do passado na tentativa de resolvê-los.
Queimar pessoas na fogueira é um hábito que parece ter sido deixado de lado, mas outra prática comum na Idade Média continua ativa: abandonar um recém-nascido nas chamadas “caixas para bebês” – com a garantia do anonimato.
A Alemanha foi o primeiro país da Europa a tirar a ideia das telas do cinema instalando a “babyklappe” numa instituição em Hamburgo. Depois disso, a prática se espalhou aos poucos entre os outros dez membros a União Europeia.
Cerca de 400 bebês abandonados depois, a ONU começa a dar sinais de preocupação.
Nesta semana, durante a reunião do Comitê de Direitos das Crianças das Nações Unidas, uma das psicólogas da organização, Maria Herczog, disse ao site da revista “Time”: “Esta é definitivamente uma prática crescente na Europa. Muitas instituições têm usado isso como uma maneira barata e populista para resolver a questão do abandono de crianças”.
Maria tem razão. Por volta de 200 caixas já podem ser encontradas em igrejas, prefeituras e outras instituições de cidades da Áustria, República Tcheca, Suíça e Polônia.
Elas são fixadas na parede e têm uma abertura de vidro transparente. Dentro, um colchão, uma câmera e um alarme que deve ser acionado pela pessoa que coloca o recém-nascido. Uma vez virado para dentro, o mecanismo não pode ser mais acionado. O alarme avisa o hospital mais próximo sobre a presença de um bebê à espera de socorro.
Os defensores das “caixas para bebês” argumentam que elas ajudam a prevenir o infanticídio protegendo as crianças. Já os críticos da ideia dizem que elas não têm nenhum impacto sobre as taxas de infanticídio.
A matéria da “Time” informa que entre 30 e 40 bebês morrem todos os anos na Alemanha vítimas do abandono. Segundo a “StemiPark”, a instituição em Hamburgo que já conta com três caixas, são esses também os números de bebês que foram deixados nas caixas.
Em janeiro deste ano a Rússia também implantou suas caixas – lá elas têm a aparência de uma porta de forno. As três primeiras foram instaladas nas cidades de Sochi, Novorossiysk e Armavir.
A iniciativa russa, no entanto, espelhou-se não nas da Europa, mas da África do Sul.
O futuro dos bebês varia de acordo com o país, mas na maioria deles os pais têm até oito semanas para voltar atrás. A identificação da mãe ou do pai é feita através das digitais colhidas na criança assim que ela é retirada da caixa.
Na Suíça, o prazo de arrependimento pode ser estendido em até dois anos. Neste período, a criança permanece sob a tutela do Estado e depois é submetida à adoção.
Sem dúvidas, estamos diante de um problemão. Live and let die? Já pensaram se a moda pega na China? No Brasil? Vai faltar espaço – e dinheiro do Estado. Não é à toa que a ONU está com dores de cabeça.
As “caixas para bebês” têm origem nos tempos medievais da Itália onde as “rodas do abandono” eram comuns.

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