O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/06/08

FERMENTO BIOLÓGICO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:17

O tema de hoje é sobre um assunto que tem estado nas manchetes desde a última semana: partes do corpo humano.
Coincidentemente o site “The Huffington Post” trouxe uma matéria e uma galeria de fotos sobre o trabalho do artista tailandês Kittiwat Unarrom.
Filho de padeiros, Kittiwat assa pãezinhos que têm a forma de partes do corpo. O tema do trabalho é “Body Bakery” (algo como “Padaria do Corpo”).
“Minha família trabalha na área de panificação e aprendi a fazer pães aos 10 anos de idade”, contou ele ao site da CNN Ásia há dois anos.
Segundo Kittiwat, a ideia de assá-los com formas humanas é falar sobre suas crenças religiosas. “E a massa pode mostrar ao público como o pão e a vida podem ser transitórios. Além disso, meu pão é sempre pão. Não importa que cara tenha”.
Assistir ao vídeo do artista trabalhando em sua galeria/padaria é o suficiente para perceber que os visitantes parecem entender o que Kittiwat está querendo dizer. Famílias inteiras circulam – inclusive com crianças – e escolhem cuidadosamente um pãozinho bem gostoso para o lanche da tarde.
Os pães são embalados em bandejinhas de isopor com papel-filme e ficam expostos em freezers/vitrines. Todos são cobertos com “sangue” e, segundo a matéria da CNN, deliciosos.
Para conseguir tamanho hiperrealismo, Kittiwat estudou Anatomia e visitou museus de Medicina Legal. Além disso, trabalhou bastante para melhorar o gosto de suas “obras”.
“A primeira série era comestível, mas o sabor não era tão bom. E eu não quero que eles sejam apenas objetos de arte, quero que o público se envolva. Então fiz o possível para que eles fossem saborosos”, diz Kittiwat.
Em 2008, o artista assou pães na hora para o público que esteve presente na exposição “Body and the Dead”.
Atualmente Kittiwat está dando um tempo de seu trabalho artístico – tem se dedicado exclusivamente ao trabalho na fábrica da família, em Ratchaburi, que fica a cerca de uma hora de Bangcoc.
“Quando meu irmão e minha irmã morreram tive que me dedicar mais ao negócio familiar. Pensei que nunca mais ia voltar à minha arte, mas as ideias continuam vindo todo dia. Meus próximos trabalhos não serão relacionados às partes do corpo. Quero fazer algo diferente”, diz ele.

Assistam Kittiwat em ação AQUI

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