O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/04/25

LARICA TOTAL

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:51

Jonathan Gold, crítico gastronômico do jornal “Los Angeles Times”, descreve uma experiência inusitada: um jantar com pratos à base de maconha fresca.
“Restaurantes secretos estão em alta em Los Angeles. Você não consegue uma mesa se não conhece alguém ali”, começa o artigo.
Além de conseguir uma mesa, no restaurante comandado pelo chef francês Laurent Quenioux os clientes têm de preencher um questionário que tem o propósito de afastar clientes indesejados. Entre as perguntas, “Se você pudesse ressuscitar ou trazer alguém para esse jantar, quem seria?”.
Se o formulário é aceito, o aspirante a cliente recebe uma resposta por email que inclui uma senha para um site. Lá há uma lista com sugestões de vinho, um alerta para não trazer ninguém, nenhuma substância ou equipamento ao jantar e uma série de instruções.
Segundo Jonathan, o coquetel de entrada era uma espécie de infusão de maconha com óleo de gergelim nada agradável.
Ele diz que, ao convidá-lo para o jantar, o objetivo do proprietário era menos louvar os efeitos psicotrópicos e mais mostrar como os sabores da maconha podem combinar bem com as ervas chinesas tradicionais. “O chef usaria pouca erva fresca para preparar nove pratos para cerca de 30 pessoas”, conta ele.
Jonathan escreve ainda que o perfil dos frequentadores era o que a mídia chamaria de “jovens criativos”. “Na minha mesa estavam um cineasta, um designer que tem um blog de gastronomia, um consultor de restaurantes e Elise McDonough, colunista de um jornal chamado ‘High Times’ e escritora que publicou um livro com receitas à base de maconha”.
“Ninguém sabia exatamente o que esperar, talvez por isso as pessoas estivessem cutucando o peito de pato curado, o peixe e a melancia comprimida tentando compreender se a maconha estava presente na marinada de melão, na guarnição de ervas ou se estaria escondida na mistura de papaia, na perdiz assada ou no porco do mato refogado”, descreve Jonathan.
Segundo ele, a maconha parecia não estar presente em nenhuma das guarnições dos pratos de camarão – cujas cabeças eram fritas à maneira tempurá e o corpo cozido. O sabor aparecia num purê à base de mastruz e numa tigela de mingau de arroz com urtiga e “monkfish” (tipo de peixe).
A sobremesa era uma “panna cotta” com toques cítricos e notas de ervas chinesas com óleo de maconha.
“É engraçado. Mal é possível sentir o gosto da maconha. Geralmente acontece o contrário porque ela tem um sabor forte e adocicado que mascara até os sabores do chocolate. Ou ele é um bom chefe ou eu perdi alguma coisa”, diz a especialista no assunto, a colunista Elise McDonough.
Fica a dica para Paulo Tiefenthaler, do programa “Larica Total”.

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1 Comentário »

  1. Se o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso frequentasse o restaurante mencionado no post de hoje, ao ser indagado sobre o prato com maconha, responderia: “mastiguei, mas não engoli”.

    Comentário por Joubert — 2012/04/26 @ 15:48


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