O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/04/18

O BAFO DE CADA DIA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:55

Listerine, Cepacol, Colgate Plax, Periogard, Oral-B, Colgate Luminous White… Na seção de higiene pessoal do supermercado encontramos diversas marcas de enxaguantes bucais com uma promessa dois em um: o sorriso fresco e a alegria de viver do comercial de TV.
Alguns deles pegam emprestado frases dos rótulos dos protetores solares e desodorantes e oferecem “12 horas de proteção” contra a placa bacteriana e as bactérias que causam o mau hálito. Outros juram que os dentes ficam 50% mais fortes.
Mas deixando de lado todos os milagres oferecidos pelos especialistas em marketing: os enxaguantes bucais são realmente essa Coca-Cola toda? Ou tudo não passa de uma falácia de uma indústria que movimenta 689 milhões de dólares por ano só nos Estados Unidos?
Um artigo do site “The Atlantic” volta no túnel do tempo e explica que a nossa obsessão pelo hálito fresco tem uma história que remonta séculos. Ainda que a conclusão sobre a eficácia dos enxaguantes seja frustrante, o artigo é interessante.
Os chineses antigos eram conhecidos por enxaguarem a boca usando urina de criança para deixarem a gengiva limpa. Já estudiosos gregos como Hipócrates e Pitágoras sugerem uma solução à base de sal, alume (tipo de mineral) e vinagre.
Em alguns lugares, livrar-se da halitose significava mastigar substâncias naturais em vez de enxaguar a boca: “A Bíblia (Gênesis) menciona a ‘mástique’, uma resina aromática usada em países mediterrâneos por milhares de anos que talvez tenha dado origem ao chiclete. Outros costumes incluem salsinha (Itália), dentes de alho (Iraque), casca de goiaba (Tailândia) e casca de ovo (China). O Talmud (“Livro Sagrado dos Judeus”) sugere grãos de pimenta”, conta o artigo.
Com o Renascimento as pessoas “evoluíram” para o álcool e passaram a enxaguar a boca com vinho ou cerveja. Cinco séculos depois o álcool permanece como o principal ingrediente da maioria das marcas disponíveis no mercado.
Acredita-se que o Listerine original – “cor de ouro” – tenha 26,9% de álcool na fórmula.
Os enxaguantes à base de álcool são constantemente relacionados às altas taxas de câncer de boca, mas os fabricantes afirmam que nada está clinicamente comprovado.
Os especialistas dizem que o álcool sozinho não provoca câncer, mas uma enzima do organismo o transforma numa substância que pode eventualmente alterar as células da boca e causar tumores.
Desde a metade da década de 80 experiências têm demonstrado que o enxaguante bucal realmente tem efeito sobre a placa bacteriana e a gengivite – ainda que em diferentes graus.
Conclusão: ninguém sabe, ninguém viu. Pode ser, pode não ser. Pode ser que sim, pode ser que não. Depende. Ou não.
Na dúvida, escove os dentes, passe o fio dental e imagine que sua vida é um comercial da Kolynos.

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2 Comentários »

  1. Ou faça como um conterrâneo meu, enxague a boca com solução de bateria de automóvel. É tiro e queda, literalmente, queda…

    Comentário por Joubert — 2012/04/18 @ 16:37

  2. – Aaaaaaahhh! (fazendo aquele sonzinho de ar fresco saindo da boca).
    Amei a conclusão, portentosa Tati.

    Beijocas!

    P.S.: Eu vi , eu juro que vi uma gatinha dando tchau…

    Comentário por Selma Barcellos — 2012/04/18 @ 19:20


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