O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/04/10

SHAVE THE WORLD

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:04

Nos últimos anos, salões de beleza e clínicas no Paquistão encontraram um mercado promissor nas maiores cidades do país e têm contribuído para alimentar uma indústria poderosa: a de beleza masculina.
Como em qualquer outra cidade do mundo, a indústria da beleza se dedica às mulheres, mas na segunda maior cidade do Paquistão, Lahore, a correspondente do site da CCTV (Televisão Central da China), Farzana Fiaz, descreve uma realidade um pouco diferente. Aparência é algo que preocupa – e muito – os homens paquistaneses.
Segundo ela, “o senso comum diz que Lahore é a capital de estilo do país”.
Aamer Bhukari, dono de um dos salões visitados pela reportagem, conta que os tratamentos capilares mais pedidos são os para caspa e para queda de cabelos. Depois vêm os de pigmentação e problemas para a pele escura seguidos dos liftings faciais. “Mas a mais procurada atualmente é a depilação para peito. Se você tem músculos mas seu torso é peludo você não pode mostrar seus contornos”.
Esses cuidados com a aparência não saem barato.
Os preços chegam às milhares de rúpias para tratamentos médios – ou quatro vezes o que ganha um paquistanês por dia. No entanto, a maioria dos homens acha que vale a pena.
Segundo alguns especialistas ouvidos pela reportagem, o mercado dos salões de beleza no Paquistão vale mais de 400 milhões de dólares e cresceu 300% nos últimos seis anos.
Grande parte dos clientes são noivos e convidados para festas de casamento.
No Paquistão, a maioria dos cerimônias dura alguns dias e geralmente leva as economias de uma vida inteira, o que faz a indústria de beleza milionária.
A beleza pode ser inclusive um assunto de vida ou morte. Uma matéria publicada ontem pelo jornal “The Telegraph” conta a história de Amir Muhammad Afridi, que foi obrigado a deixar a cidade em que morava para salvar seu bigode.
Amir – que cultivava um bigodão havia 18 anos – foi capturado por um grupo de extremistas e, cercado por homens armados, viu seu objeto de adoração ser reduzido a algo “ordinário”, como ele descreve.
Na época, seu bigode tinha cerca de 30 centímetros e era o orgulho dele e de toda a tribo. Ele até recebia uma quantia mensal das autoridades para fazer a manutenção do bigode.
Para não correr risco de vida, Amir se mudou com a família para a cidade de Peshawar, onde vive anonimamente.
“Prometi a mim mesmo que rezaria até a morte, mas nunca entregaria meu bigode”, diz Amir ao jornal.

Leiam a matéria do “The Telegraph” AQUI

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