O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/03/26

À MODA ANTIGA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:56

Aos 8 anos de idade Hannah Brencher já dizia à mãe que o mundo precisava de mais cartas de amor.
O mundo girou, Hannah cresceu e aos 23 anos de idade as cartas de amor entraram de vez em sua vida – e na de outras pessoas.
Em outubro de 2010 Hannah estava no trem, indo para o trabalho, quando notou uma mulher que parecia sozinha. “Eu realmente queria alcançá-la e ter uma conversa franca com ela”. Em vez disso, Hannah escreveu uma carta e a deixou discretamente para a moça. “Eu me senti ótima, como se eu tivesse feito aquilo minha vida inteira e decidi que nunca mais pararia”.
Depois disso ela começou a deixar cartas de amor em vários lugares de Nova York – bolsos de casacos, bancos de igreja, dentro de livros e cafeterias – e a narrar essas experiências.
Hannah nunca esperou uma carta-resposta. Pelo contrário. Expandiu sua experiência de escrever para estranhos num blog. Nele, ela prometia mandar uma carta escrita a mão para qualquer um que se cadastrasse. Dentro de nove meses ela enviou 250 cartas para pessoas de vários lugares do mundo.
Quando alcançou a marca de 400 cartas enviadas, em setembro do ano passado, ela fundou o site e a organização “The World Needs More Love Letters” (“O Mundo Precisa de Mais Cartas de Amor”). Em quatro meses o número de cartas quadruplicou: 1.600.
Para Hannah, uma carta de amor é “uma carta-agradecimento por estar viva e algo do fundo do coração. Algo que me inspirou a escrever também para as minhas melhores amigas”.
Logo que começou com o site, Hannah surpreendeu-se ao receber uma carta com um “obrigado” e um pacotinho com selos.
Hannah gosta de se dirigir às pessoas que se sentem solitárias na cidade grande. Uma das que ela mais gostou foi a de um garoto que solicitou uma carta porque estava se mudando para Nova York para fazer faculdade. Além da carta, ela mandou um guia de sobrevivência na cidade, cheio de dicas e macetes que ela gostaria de ter recebido.
A carta mais difícil que ela teve de redigir foi para uma pessoa que ela conhecia havia muitos anos. “Eu não esperava, mas ela estava passando por um período muito difícil. Eu fiquei nervosa e percebi que é mais fácil escrever para um estranho do que para uma pessoa que você conhece bem”.
Atualmente Hannah não escreve as cartas sozinha. Ela conta com uma equipe de 12 pessoas e mais de mil voluntários que, por email, representam todos os continentes.
Sua ideia é estender o envio das cartas para “sem-tetos, povos pouco representados, crianças que nunca sentiram ou não conhecem o amor”. Segundo ela, “há uma profunda pobreza – mais interior do que física – dentro daqueles que não sabem como é uma palavra de carinho”.
Quem se interessar por ajudar Hannah a mandar cartas – ou mesmo se cadastrar para receber uma –, é só visitar o site: http://www.moreloveletters.com

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3 Comentários »

  1. Apesar dos tempos em que vivemos, a urgência que nos impõe a tecnologia, nada substitui a emoção de receber uma carta em mãos…ainda mais sendo uma carta de amor…vou me inscrever e colaborar, pois amo escrever e ajudar os que precisam. Bernadeth Rocha

    Comentário por bernadethrochaernadeth Rocha — 2012/03/26 @ 09:59

  2. Nossa, que grande idéia! O mundo precisa mesmo de mais palavras de amor… sejam escritas, faladas ou representadas.
    Valeu divulgar.
    Beijo no coração

    Comentário por Valéria — 2012/03/26 @ 10:05

  3. Interessante. Semana passada descobri uma carta de uma ex-amada-amante. Tinha um poema que me comoveu. Também peguei uma carta de um compositor que morreu ano passado. As duas repletas de sentimentos. Guardei-as, pois quem ficar depois de mim vai poder ler com tranquilidade. As declarações via e-mail ou mensagens se perdem assim que postamos. Vai que o CPU dá uma pane daquelas? Gravar num CD? Se acaba também devido ao tempo. A carta do Pero Vaz de Caminha quem tem interesse leu. É…Que saudade de escrever uma bela carta, colocar uma pétala dentro do envelope e molhar, de leve, com o perfume favorito.

    Comentário por wildeportella — 2012/03/26 @ 13:19


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