O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/03/16

BIG GIRLS DON’T CRY

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:47

Cleópatra: a “Serpente do Nilo”; Agrippina: “Atroz e Feroz”; Mary Tudor: “Bloody Mary” (“Maria Sangrenta”); Catherine de Medici: a “Rainha Negra”; Maria Antonieta: “Madame Déficit”; Cixi: a “Imperadora do Dragão”.
Com os grandes poderes vêm não tão nobres apelidos.
Mas essas mulheres merecem essas alcunhas? Elas foram julgadas de forma diferente por causa da época em que viveram? Foram condenadas por características que são perdoadas ou louvadas nos homens poderosos?
Essas questões vêm à tona em “The Thinking Girl’s Treasury of Dastardly Dames”, uma coleção de livros sobre as mulheres mais fascinantes da História dedicada a crianças entre 9 e 13 anos. A edição é de Shirin Yim Bridges.
“Se um homem é poderoso e entrou para a História, acreditamos que nossas crianças devem aprender sobre ele. Mas em relação às mulheres as histórias não são contadas porque elas não são boas o bastante”, diz Shirin.
A série começa com Cleópatra, que se tornou extremamente rica e com uma coleção extravagante de jóias. Ela fazia seus seguidores acreditarem que ela era a encarnação da deusa egípcia Ísis.
Apesar de não ser considerada um modelo de beleza, Cleópatra era tão inteligente e charmosa que conseguiu seduzir homens influentes de sua época, como Julio Cesar e Marco Antônio.
Cleópatra expandiu o controle de seu governo a quase toda a costa leste mediterrânea, mas também foi conivente com o assassinato de dois de seus irmãos e de uma irmã.
Agrippina, a imperatriz romana, teve ligações com diversos homens poderosos da época. Irmã de Calígula, esposa (e sobrinha) de Claudio, mãe de Nero (que tentou matá-la), ela sempre foi vista com desprezo e tida como arrogante e rude. Sobre ela pesam suspeitas de ter matado seus rivais políticos, pessoas que invejava e até seu marido, o imperador Claudio.
“Encontrar humanidade nela foi difícil. Não há muito que tenha sobrado a respeito de sua vida, especialmente porque o que está escrito foi registrado por testemunhas hostis a ela. Mas encontrei indícios de que ela foi sim admirável”, diz Shirin.
Shirin conta que a maioria dessas mulheres foram condenadas porque terminaram do lado errado da História. Como exemplo, ela cita outra estrela da série, Mary Tudor.
Conhecida como “Bloody Mary”, ela reinou a Inglaterra no período de intensas brigas entre católicos e protestantes. Ela acreditava que o Catolicismo era a única fé verdadeira e queria que fosse a religião da nação. Durante seu reinado mandou diversos protestantes para a fogueira.
Já sua irmã e sucessora, Elizabeth, executou milhares de católicos. Como ela era protestante, o Protestantismo se tornou a religião dominante no país.
Shirin diz às crianças que geralmente os vencedores tornam-se os autores da História. Seu objetivo é fazer com que os pequenos leiam os livros e se perguntem: “Há algo mais que eu possa descobrir em vez de ficar na superfície do estereótipo?”.

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