O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2012/03/10

INSTINTOS MAIS PRIMITIVOS

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:43

Quem já não sonhou com a invenção da pílula emagrecedora? Você come, come, come, toma a pílula e fica pronto pra outra. Ou então da pílula da juventude? A do desaparecimento instantâneo? A que curará o câncer?
Enquanto essas continuam no mundo das ideias, uma droga com efeito inusitado acaba de ser descoberta.
Um medicamento geralmente prescrito para tratar pacientes com pressão alta, ansiedade e enxaqueca talvez tenha o efeito involuntário de calar pensamentos racistas.
Um estudo conduzido pela Universidade de Oxford e publicado no jornal “Psychopharmacology” descobriu que o “Propranolol” afeta a mesma área do sistema nervoso central que regula o racismo inconsciente.
“Preconceito racial implícito pode ocorrer até em pessoas que sinceramente acreditam na igualdade”, diz a chefe do estudo Sylvia Terbeck ao jornal britânico “Telegraph”.
A descoberta levanta questões tanto sobre sua validade – foram apenas 36 “cobaias” – quanto sobre se devemos confiar em medicações que controlam o comportamento.
Por outro lado, tem o mérito de desmascarar hipocrisias. Quem não acreditava que ainda existem pessoas que julgam outras pelo tom da pele, está comprovado cientificamente: racismo existe.
Os pesquisadores acreditam que a droga aja bloqueando a ativação de um sistema nervoso periférico “autônomo” e em áreas do cérebro que envolvam a formulação de respostas emocionais – incluindo o medo – chamadas “amygdalae”.
A experiência envolveu 36 estudantes brancos. Metade tomou 40mg de “Propranolol” e a outra metade, placebo. Duas horas depois eles foram submetidos a um teste chamado “Associação Implícita”, criado para avaliar “comportamentos preconceituosos sutis e espontâneos”. Neste teste, os participantes visualizaram palavras como “alegria”, “mal”, “feliz” e “glorioso”. Ao mesmo tempo, faces negras e brancas.
Os resultados mostraram que os que tomaram “Propranolol” fizeram associações mais “positivas”.
O professor Julian Savulescu, coautor do estudo, diz: “A pesquisa levanta a irresistível possibilidade de que nossas atitudes raciais inconscientes podem ser ajustadas usando medicamentos, mas é uma possibilidade que requer uma cuidadosa análise ética. Estudos biológicos realizados para fazerem as pessoas sentirem-se moralmente melhores têm uma história obscura. O Propranolol não é uma pílula para curar o racismo, mas já que existem pessoas que o tomam e conseguem ‘efeitos colaterais morais’, nós devemos pelo menos entender melhor que efeitos são esses”.

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2 Comentários »

  1. Muito me interessaria uma pilula de emagrecer sem efeitos colaterais.
    Dai, a ter que tomar remedios para melhorar seus conceitos e preconceitos…

    Comentário por picida ribeiro — 2012/03/12 @ 10:43

  2. As pessoas responderam às mesmas perguntas antes de tomar o remédio? Sinceramente, acho que aí está mais um estudo inútil…
    Bjão.

    Comentário por Vaninha — 2012/03/12 @ 11:08


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