O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/12/19

UM EXEMPLO A SER SEGUIDO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:07

No ano passado, mais ou menos nesta mesma época, fomos apresentados a um incrível personagem natalino da região da Catalunha, na Espanha: o “Caganer”. Colocado no presépio e tão indispensável quanto o Menino Jesus na manjedoura, ele é símbolo de fertilidade e boa sorte.
Hoje é dia de conhecer as excentricidades do Natal holandês.
Quem nos conta é Jessica Olien, do site “Slate”.
Na Holanda, o Papai Noel é chamado de “Sinterklaas” e, em vez de renas, ele conta com a ajuda dos “Zwarte Piet” (“Black Pete”) que agradam às crianças distribuindo cookies e “pepernoten” – que são biscoitinhos típicos da Holanda feitos à base de especiarias.
Além disso, a data é celebrada no dia 5 de dezembro, ou seja, na manhã anterior à festa de São Nicolas. Enquanto as crianças aguardam a entrega dos doces, os adultos vão para a frente do espelho passar maquiagem preta e pintar os lábios de vermelho – algo bem parecido com nossas “negas malucas”.
Segundo a tradição, vestidos de “Zwarte Piet”, eles tomam a rua central de Amsterdã e adjacências para comemorar a chegada do “Sinterklaas”.
Apesar de vestir-se com roupas vermelhas, o Papai Noel holandês é magro, usa um chapéu de bispo e segura um cajado. Em vez de trenó, faz uma espécie de parada pelas cidades andando num cavalinho branco. Durante o desfile, seus escravos jogam doces típicos e brincam com as crianças, fazendo malabarismos.
Nesta noite a criançada deixa os sapatinhos na porta de casa com uma cenourinha dentro (para o cavalo do “Sinterklaas”) e canta uma canção tradicional antes de ir para a cama. Na manhã seguinte, a cenourinha desapareceu. Em seu lugar há doces deixados pelos “Zwarte Piete” – que podem ser os “pepernoten” ou a letra do primeiro nome da criança feita de chocolate.
A história do Papai Noel holandês vem de 1845, quando o livro “Saint Nicholas e Seu Servo” foi publicada por um professor chamado Jan Schenkman.
Na história original, lá pelo meio de novembro, o “Sinterklaas” desembarca em Roterdã de seu navio a vapor vindo da Espanha junto com seus escravos de origem africana. Hoje sua chegada é transmitida ao vivo pelas televisões.
Já passou da hora de termos um Papai Noel livre das pesadas roupas vermelhas. Assim como os holandeses e os espanhóis, deveríamos dar um basta ao “bom velhinho” versão americana.

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1 Comentário »

  1. Completa razão, Tati. Dê uma espiadinha no sofrimento de Santa (lá e cá) no sítio desta amiga.

    Beijocas!

    Comentário por Selma Barcellos — 2011/12/19 @ 19:40


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