O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/12/02

OPS, I DID IT AGAIN

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:14

Inúmeros especialistas nas áreas de Medicina, Saúde e Ciência têm se dedicado, há décadas, à pesquisa da cura de doenças como a Aids ou o câncer, na busca de soluções para a aplicação das células-tronco e outros mistérios do corpo que vão além de nosso entendimento.
Mas há também quem se dedique a pesquisar assuntos ainda mais inimagináveis. É o caso do médico Guenther von Eye, que lançou “O Pum É Coisa Séria – O Que São os Nossos Gases”.
Chama a atenção a quantidade de novidades que Guenther conseguiu reunir sobre um assunto que a maioria de nós torce o nariz ou trata como piada.
O livro traz curiosidades que vão muito além das já conhecidas – como quais são os alimentos que mais causam gases, o que fazer para evitá-los – e surpreende quem acha que não é um tema que ultrapasse a página dois.
Médico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor aposentado da mesma faculdade, depois que encerrou a carreira, Guenther pode se dedicar ao assunto – recorrente entre pacientes que atendia como clínico-geral.
Segundo Guenther, as pessoas têm diversas fantasias sobre os puns. Acham que são sinais de algum tumor, que são tóxicos. “Qualquer pum atravessado e já entram em pânico”, diz. Entre os mitos mais comuns, que o pum reprimido pode levar à morte e que o pum é um arroto invertido.
Além da motivação profissional, Guenther explica: “Caiu na minha mão um livro escrito em 1751 por um holandês, que era o livro de cabeceira do Salvador Dalí. Chama-se ‘A Arte de Peidar’, com o perdão do termo”.
A lenda de que um pum preso pode matar surgiu na Roma antiga, após um imperador falecer graças a uma obstrução intestinal. A notícia que se espalha é que sua morte teria sido decorrente de um pum não liberado.
O pum é um assunto tão sério que tem até um santo padroeiro: Santo Agostinho.
Segundo Guenther, todas as religiões tratam do tema de alguma forma, exceto a umbanda. Num livro de preceitos dos xiitas, por exemplo, o aiatolá Khomeini diz que nenhum fiel pode soltar pum virado para Meca. Já Maomé acreditava que tanto nós, mulheres, como as fêmeas de animais formam seu leite a partir dos gases da corrente sanguínea.
Diariamente, o corpo produz grande quantidade de gases, mas apenas 10% deles saem em forma de pum. O restante se dilui no sangue. Guenther diz que damos, em média, 17 puns por dia.
Salvador Dalí era surrealista até nesse assunto. O artista tinha um diário no qual anotava, todas as manhãs, a harmonia, a melodia e a sonoridade de seus puns.
Até guerras já foram desencadeadas por causa deles. Quatro, na verdade – tanto na época dos antigos egípcios quanto entre judeus e romanos. No Egito, após ser alvo de um pum, um rei mandou que cortassem o nariz e as orelhas do general que havia soltado o gás da discórdia.
Santo Agostinho, valei-nos!

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