O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/11/11

MAS OS CABELOS…

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:20

Pedro Almodóvar definiu “A Pele que Habito” como “uma história de horror sem gritos ou sustos”. Mas não é só isso. É oportuno acrescentar que se trata de um thriller psicológico que une ficção científica e uma leve pitada de humor.
Enfim, um Almodóvar diferente que aborda temas bem atuais, como transgênese, transplante de rosto e cirurgias de mudança de sexo.
Desta vez a ideia para o enredo não brota integralmente da cabeça fantástica e criativa do cineasta. Trata-se de uma adaptação do livro “Tarântula”, do francês Thierry Jonquet.
No entanto, quem é fã do diretor espanhol sabe que muito provavelmente o livro só tenha servido como um sopro de inspiração. Ele não abriria mão de dar seu toque pessoal à história, acrescentando elementos característicos de sua narrativa, como a presença de algum grau de conflito familiar, da figura da mãe, de cenas visualmente bizarras, além de segredos e maluquices que já conhecemos. Os personagens têm uma profundidade psicológica impressionante. Cada um deles renderia outro filme.
Quanto a nós, entramos na sessão cientes de que não sairemos incólumes.
“A Pele que Habito” marca o retorno da parceria de Almodóvar e Antonio Banderas após 21 anos e tem ainda no elenco Marisa Paredes e Elena Anaya – que lembra muito a primeira opção do cineasta para viver a protagonista, Penélope Cruz.
Contar a história? Jamais. Qualquer informação soaria como “spoiler”. Mas é possível dizer que a princípio tem-se a impressão de que ele seguirá um caminho que fará a alegria da indústria de cosméticos – probabilidade descartada no nascedouro. Almodóvar não seria tão “perfumaria”.
Além da contemporaneidade dos temas, o diretor inova ao revelar um talento para criar uma atmosfera de suspense. No entanto, ao contrário da maioria de seus trabalhos, o rumo da história é previsível.
Mas o que vale aqui é a experiência, como sempre, inesquecível.
Habitem essa pele.

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1 Comentário »

  1. Habitá-la-ei, cinéfila Tati. Too soon.

    Beijocas.

    Comentário por Selma Barcellos — 2011/11/11 @ 12:32


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