O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/11/05

RIP OLIVETTI

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 10:19

Nos Estados Unidos são comuns campeonatos de envio de SMS. Além de populares, esses torneios de digitação oferecem um bom prêmio em dinheiro ao mais rápido “maratonista da era digital”. Um polegar bem treinado pode render até R$ 75 mil ao seu proprietário.
Em outras partes do mundo – Brasil inclusive – há gente promovendo o campeonato de arremesso de celulares.
Nem tanto lá, nem tanto cá, os japoneses inventaram outra moda para o telefone móvel: a dos romances escritos inteiramente pelo celular. É o que conta uma reportagem da CNN.
Um dos autores mais famosos é Yume-Hotaru, de 22 anos, que escreveu seu primeiro romance em 2007.
Entre uma aula e outra, dentro do ônibus ou na cama, antes de dormir, ele escrevia os trechos e postava numa rede social disponível no site “Mobage-town”.
Yume-Hotaru – que quer dizer “vaga-lume sonhador”, em japonês – notou que quanto mais postava, mais suas histórias ficavam populares. No fim de 2008, abordado por editores, ele lançou seu primeiro livro, “First Experience” (“Primeira Experiência”), cujo enredo trata de amor e sexo num colégio. Rapidamente o romance ficou em primeiro lugar na lista dos mais vendidos.
Desde que surgiu, há cerca de uma década, as novelas via celular – ou “keitai shosetsu” – passaram de subgênero pouco conhecido a fenômeno literário.
Os sites especializados orgulham-se de seus bilhões de usuários, enquanto que editores enchem os bolsos quando as histórias são transportadas para o papel.
O site mais popular é o “Maho no i-rando” (“Magic Island”), o pioneiro. O site tem milhões de títulos, 3,5 bilhões de visitantes mensais e 6 milhões de usários registrados. Os leitores têm acesso aos capítulos novos pelo celular assim que eles são adicionados no site e podem enviar comentários sobre que rumo eles gostariam que a história tomasse.
Os autores geralmente são jovens na faixa dos 20 anos. A maioria usa pseudônimos e diz que as histórias são parcialmente autobiográficas. Os temas raramente são os discutidos pela sociedade japonesa: drogas, sexo, gravidez, aborto, estupro e doenças.
“Quando escrevem os romances, elas dividem seus segredos, seus problemas pessoais e quando os leitores acompanham as histórias pelo celular podem esconder o que estão lendo”, explica Toshie Takahashi, professor de estudos da mídia da Rikkyo University, em Tóquio.

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