O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/11/02

PAINEL DO LEITOR

Filed under: Vox populi — trezende @ 10:21

Ninguém é capaz de rastrear a origem de uma piada ou sabe explicar como nascem as grandes fofocas ou os emails “poéticos” que recebemos em nossas caixas postais.
Mas, o que dizer dos emails mais enviados pelos leitores com o conteúdo de um jornal? É necessário um estudo para descobrir que são os que envolvem sexo, crimes e barracos de celebridades?
O pior é que é. Até porque nem tudo é o que parece ou é tão óbvio assim.
Durante seis meses, dois pesquisadores da Universidade da Pensilvânia analisaram os artigos mais recomendados pelos leitores através da lista de “emails mais enviados” do jornal “The New York Times”.
Entre agosto de 2008 e fevereiro de 2009, Jonah Berger e Katherine Milkman examinaram mais de 7.500 artigos. A cada 15 minutos, diariamente, a popularidade de cada um deles foi controlada por fatores como o horário em que foram publicados, a seção em que apareceram e o quanto foram promovidos na “home page”.
A surpresa: em vez de notícias sobre os temas que imaginávamos, eles descobriram que as pessoas geralmente gostam de passar adiante textos com conteúdos mais positivos do que negativos; artigos longos – e sobre assuntos intelectualmente estimulantes – em vez dos curtos.
Para analisar se as mensagens eram mais positivas ou negativas, os pesquisadores utilizaram um software que era capaz de monitorar a presença de certas palavras.
Cerca de 20% das reportagens mais enviadas tinham chamada na home page do jornal. Esse número chega a 30% quando os assuntos são da editoria de Ciência.
“A Ciência saiu-se melhor do que esperávamos. Nós nos antecipamos achando que as pessoas compartilhariam artigos com informações práticas sobre saúde ou aparelhos eletrônicos. Elas até fazem isso, mas também repassam textos sobre paleontologia e cosmologia. Há artigos que aparecem na lista que são sobre a visão ótica do veado”.
Além do resultado não esperado em termos de conteúdo e da extensão dos artigos, os pesquisadores descobriram que textos que despertam surpresa e inspiração são os mais populares.
“Se eu fosse à aula vestido de pirata seria algo surpreendente, mas não inspirador. Um artigo sobre melancias quadradas causa espanto, mas não traz um sentimento de elevação de que o mundo é gigantesco e eu, tão pequeno”, explica o dr. Berger.
Segundo os pesquisadores, o motivo que leva as pessoas a compartilharem as histórias inspiradoras não é tão óbvio quanto nos outros tipos de artigos. Para eles, pode até ser para demonstrar aos amigos que são bem informadas, mas é mais provável que estejam buscando a “comunhão emocional”.
Será que no Brasil o resultado seria semelhante? Fica a provocação aos cientistas sociais, psicólogos e sociólogos.

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