O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/10/12

TUDO NA VIDA É PASSAGEIRO

Filed under: Cultura inútil — trezende @ 10:22

O tema de hoje pode até parecer infantil. Mas só para quem nunca precisou ter um dia de gado num Corinthians-Itaquera às seis da tarde de uma sexta-feira.
Para milhões de pessoas, ir e voltar do trabalho é uma guerra. Para um homem é: Brendan Nelson.
Em seu site, o inglês se define como “estrategista digital e designer experiente que analisa mais do que o necessário assuntos comuns e cria diagramas sobre eles”.
Tanto que Brendan inventou um guia online para transmitir seus segredos sobre uma missão quase impossível: um assento num metrô na hora do rush.
Após horas e horas de análises, Brendan concluiu que posicionamento e estratégia são a chave na busca pelo assento.
Suas teorias foram tema de uma reportagem do jornal “The Guardian”.
“Alguns dias atrás, na linha Highbury-Kensington, tive uma experiência chocante: falhei. Acreditem, eu era bom nisso. Fiquei longe por apenas algumas semanas e minhas habilidades de aquisição de assento se foram. Então, como forma de terapia, decidi elaborar algumas ‘regras’”, conta ele.
Brendan criou um vocabulário específico para tratar o assunto. Ele se refere ao vagão como “teatro do conflito” e à hora do rush como “situação de combate”.
Quanto aos passageiros, ele fala em três tipos: os “aspirantes” (os que querem sentar), os “civis” (os que não pretendem conseguir lugar) e os “ocupantes” (os que já estão sentados).
Segundo Brendan, ficar no corredor central – longe da parte sem assentos – e desenvolver uma percepção camaleônica de 360º é fundamental para ser bem-sucedido no “jogo da aquisição de assento”.
Ele aconselha que todos os passageiros conheçam seus inimigos no momento do embarque. Outra regra básica é não ficar perto de grávidas ou doentes, “a menos que o subsolo tenha apagado completamente seu senso ético”.
Primeira dica: “Quando você entra no trem, a tendência é olhar ou se dirigir para a parte de separação entre dois vagões. Não! As chances de vitória são remotas. Lá é um pântano. Como Napoleão na Rússia, sua campanha vai chegar à derrota, ao fim prolongado, se você se arriscar por aí”.
Ele aconselha os passageiros a permanecerem no corredor central, o “vale fértil do vagão”, onde está a maior parte dos assentos. No entanto, “é fundamental que os aspirantes ajam como se não quisessem sentar”.
O terceiro passo é escolher um bom lugar para se camuflar sem parecer muito entusiasmado. Nunca é uma boa ideia pairar sobre quem acabou de se sentar, mas sim tentar adivinhar para onde os outros se encaminharão.
Outra dica é manter a sagacidade e não olhar os “ocupantes” fixamente quando eles demonstram sinais de que estão prestes a se levantar. “Não se engane com os que colocam um livro dentro da mochila. Eles não estão saindo, estão apenas te confundindo”.
Desenvolver uma percepção camaleônica de 360º e olhar para as fileiras de trás é mais importante do que se concentrar nas mesmas três ou quatro pessoas que estão à sua frente.
No caso de dois “aspirantes” terem a mesma probabilidade de se tornarem “ocupantes”, o ideal é sempre se mover de maneira “orbital”, aquele tipo de deslocamento que as pessoas fazem em lugares cheios: colocando-se entre o assento e seu inimigo.
“Faça do jeito certo e você vai conseguir, sem esforço, se sentar parecendo uma pessoa educada e prestativa – e não a maquinadora e calculista que no fundo é”.

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1 Comentário »

  1. Neste horário, feliz de vc entrar. Sentar nem pensar.

    Comentário por Juventino — 2011/10/12 @ 17:01


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