O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/10/05

QUE COMAM BRIOCHES

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:09

Um passatempo comum na infância é fitar as nuvens e tentar encontrar algum objeto correspondente no mundo real. Crescemos mais um pouquinho e transferimos a maluquice para os automóveis – o Fusca tem cara de animado, já o Opala é meio mal-encarado – ou para as tomadas e muros.
Mas há quem, invejavelmente, continue com tempo para o ócio criativo, como é o caso da designer novaiorquina Susan Hochbaum.
Para ela, “Em Paris, tudo parece sobremesa”. Esse é o subtítulo do livro que tem lançamento previsto para 11 de outubro: “Pastry Paris”, resultado do projeto homônimo no qual a designer faz comparações entre doces, arquitetura, paisagens, personagens históricos e até a moda parisiense.  
Conforme conta numa entrevista à editoria de Gastronomia do site “The Huffington Post”, em 2009, ela e o namorado se viram numa posição confortável. “O trabalho dele era portátil e eu, após tempos escrevendo, presenteei-me com um ano sabático. Aluguei minha casa, juntei nossas economias e nos mudamos para a esquina da Rue de l’Esperance com a Rue de la Providence”.
Quando chegou a Paris estava determinada a viver com o mínimo de sentimento de culpa e autorecriminação que pudesse. O governo francês não permitia que ela trabalhasse enquanto estivesse lá e ela não tinha ideia de como poderia preencher seus dias.
Antes de partirem dos Estados Unidos, uma amiga deu a ela um livro chamado “As Confeitarias de Paris”, o que lhe pareceu uma maneira ótima para conhecer a cidade. Todas as manhãs Susan escolhia uma das confeitarias para uma visita e explorava a vizinhança.
A compulsão começou no dia em que, enquanto saboreava um doce no “Place des Vosges”, Susan olhou fixamente para uma árvore em forma de cone. Daquele momento em diante ela começou a enxergar sobremesas onde quer que olhasse: no domo do Palácio dos Inválidos, no Louvre, nos barquinhos do rio Sena e até em maçanetas e tampas de bueiro.
“Para mim, os doces eram tão lindos quanto as esculturas que eu via nos museus, verdadeiras obras de arte que eu conseguia comer! Então eu comprava um ou dois todos os dias. Virou uma obsessão”.
Ela conta que inicialmente usava uma câmera de bolso para registrar as sobremesas que experimentava. Procurar, fotografar e comer virou sua rotina.
O “The Huffington Post” quis saber se diante de tantas opções Susan tem algum doce favorito. “Sempre gostei de tudo que leva chantilly. Seria capaz de comer um sapato velho se estivesse coberto de creme. Então uma dos meus favoritos é o St. Honoré”.
O santo é o padroeiro dos padeiros e confeiteiros na França e a sobremesa é uma espécie de bolo que leva massa folhada e é coberto com creme russo, caramelo, chantilly e enfeitado com carolinas.
No fim do livro há um guia com o endereço de todas as “patisseries” citadas pela a autora.

Confiram as fotos (lindas) AQUI

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2 Comentários »

  1. Oeee!
    Muito original, mas meio forçado… O que vale mesmo é que as fotos acabam dando água na boca…
    Abç,
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2011/10/05 @ 09:24

  2. Gostei da postagem e da pequena resenha. Como sou um apaixonado pelas coisas francesas, gostei mais ainda. Realmente os franceses têm o dom da cozinha. Deixo um abraço!

    Comentário por Expedito (Profex) — 2011/10/05 @ 10:55


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