O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/10/04

AMIZADE COLORIDA

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 10:24

Uma agradável surpresa entre as estreias da semana: “Friends With Benefits” (traduzido como “Amizade Colorida”), com Mila Kunis (“Cisne Negro”) e Justin “teu-passado-te-condena” Timberlake (“Clube do Mickey” e “’N Sync”).
Na história, dois colegas decidem fechar um acordo: serão apenas parceiros sexuais, sem envolvimento emocional. Trato feito, o casal tenta evitar o lugar-comum das comédias românticas, mas acaba “cometendo” o roteiro ao qual já estamos familiarizados.
Se desde o início já sabemos qual o fim da linha, o que faz “Friends With Benefits” valer a pena?
Em primeiro lugar, por saber usar de maneira inteligente – e atual – a fórmula dos filmes do gênero. Os próprios protagonistas brincam com os chavões das comédias que têm Nova York como cenário, assistem a filmes juntos e tentam adivinhar, em determinadas cenas, que fundo musical é o ideal para demonstrar suspense. Comentam também que no encerramento de um filme meia-boca, durante o letreiro, a trilha sonora é sempre escolhida para tentar convencer o espectador de que ele se divertiu.
Enfim, eles não querem se apaixonar, depois não querem admitir, acabam ficando juntos, brigando, sofrendo – pausa para o videoclipe da dor de cotovelo ao som de alguma banda do momento – e terminando felizes para sempre.
Ok, ainda é uma bobagem ironizar o próprio estilo, mas funciona.
“Sexo sem Compromisso”, com Natalie Portman e Ashton Kutcher, segue roteiro bem semelhante, mas não obtém o mesmo resultado.
Além disso, a dupla Timberlake-Kunis mostra uma sintonia que parece ter ultrapassado a ficção e, mesmo trabalhando dentro da previsibilidade, os diálogos “metralhadora giratória” garantem gargalhadas.
“Friends With Benefits” tem ótimas tiradas. A melhor delas é quando os dois decidem jurar, sobre a Bíblia, que serão apenas parceiros sexuais. O juramento não acontece diante do Livro Sagrado tradicional, mas de um aplicativo para iPad – aliás, há outras situações em que o artifício do aplicativo é usado.
Destaque também para Patrícia Clarkson no papel de uma mãe irresponsável da geração “Paz e Amor” que se sai com frases do tipo: “Banana na geladeira? Você é o quê? Porto-riquenha?”. Ou se justificando, após fazer uma trança horrível na filha: “Só queria interagir com você. Era isso ou cheirar cola”.
A direção é do desconhecido Will Gluck.

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2 Comentários »

  1. Tati, você é minha “bonequinha aplaudindo”… Estou curiosa para saber o que achou de “Crazy, Stupid, Love” (esqueci como ficou em português).

    Beijocas!

    Comentário por Selma Barcellos — 2011/10/04 @ 21:27

  2. Vamos conferir!
    Bjs,
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2011/10/05 @ 09:26


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