O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/10/31

HOJE NÃO TEM MARMELADA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 09:23

Certos críticos chamaram o novo filme de Selton Mello de “obra-prima”.
Menos, bem menos.
É certo que a safra 2011 de filmes brasileiros tem produzido resultados até no desempenho dos judocas, mas a melhor explicação é que estamos carentes. Tanto, que basta aparecer uma história bem contada que o ufanismo vem à tona.
Sem dúvida, “O Palhaço” é uma narrativa sensível, bem fotografada e com diálogos com muito humor, mas daí a ser uma obra-prima vai uma perna de pau.
Algumas sinopses reduziram a história à de um palhaço que perdeu a graça. Na verdade, trata-se de um palhaço que perdeu a alegria de viver. Está em depressão.
Neste segundo filme, Selton gira vários pratos: dirigiu, interpretou o protagonista, escreveu o roteiro ao lado de Marcelo Vindicatto e manteve-se fiel ao estilo de seu trabalho de estreia, “Feliz Natal”.
Novamente estão presentes elementos como tristeza, sensação de vazio, pessoas com talento para o fracasso e o realismo – dos personagens, dos cenários e da história. Segundo Selton, reflexos de sua própria experiência de vida. Numa entrevista recente, ele declarou que há 30 anos pensa em desistir.
Com poucas exceções, o elenco é essencialmente mineiro e bastante irregular.
Selton mistura talentos como Paulo José e Jorge Loredo a atores iniciantes ou pouco conhecidos, caso de Renato Macedo e Gisele Motta.
Renato Macedo é Borrachinha, um dos integrantes do “Circo Esperança”. Borrachinha, mas poderia ser Borrachão. O ator, que tem fácil uns 2 metros de altura, nasceu para o papel.
Ele foi convidado para participar da seleção pelo próprio Selton após se conhecerem em Passos. Mas Renato nem precisava ter se submetido aos testes. É muito provável que Selton tenha criado um personagem assim que pôs os olhos nele. Além do tamanho e da magreza, Renato tem cara de bode. Quem assistir ao filme vai entender o resto.
Em “Feliz Natal”, Selton ressuscitou Darlene Glória. Neste, desenferruja figuras do quilate de Jackson Antunes (o eterno Charles Bronson da caatinga), Ferrugem e Moacyr Franco. Este – mesmo numa cena pequena – está tão convincente e inspirado como Delegado Justo que ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Paulínia.
Selton, por sua vez, se sai melhor quando não é Selton. Ou seja, sem carinhas, vozinhas e olhar de cãozinho perdido.
“O Palhaço” acerta em não dizer quando algo não precisa ser dito, mas erra quando a teatralidade, cenas claramente ensaiadas e a caricatura resvalam para além do picadeiro.
Ainda resta esperança.

2011/10/30

99,999%

Arquivado em: Absurdos nossos de cada dia — trezende @ 10:03

Passou da hora de realizarmos o “Occupy Paulista Avenue” ou o “Occupy Sé Square”.
Tudo anda muito errado por aqui. E não é de hoje: Enem dando zica pela terceira vez, ministro colocando a mão na cumbuca pela sexta vez e bagunça generalizada sobre assuntos esportivos.
Nada faz sentido. Como pode escolherem um Ministro do Esporte que só entende de Dia do Saci e estrangeirismos? Ex-presidente da UNE, defende a meia-entrada apenas para o pessoal do “terceiro tempo”. Os estudantes vão ter de ficar chupando o dedo.
Dizem que a relação de Aldo Rebelo com o esporte se resume a torcer pelo Palmeiras. Inexperiente por inexperiente, sou mais a cotada Nádia Campeão – esta pelo menos tinha nome de vencedora –, mas ela ficou no banco.
A “Folha” fez as contas: em média, Dilma perdeu um ministro a cada 50 dias. Se continuar assim, talvez a “campeã” entre no segundo tempo.
Só uma coincidência faz sentido: Aldo tomar posse bem no Halloween.
Esse país tem jeito? Como esperar comportamento ético e honesto de ministros e parlamentares se até uma prova para avaliar a performance de alunos do Ensino Médio é fraudada? Como confiar nas dezenas sorteadas da Megasena acumulada saindo para um único apostador do sertão do Piauí? Como acreditar que não existe tapetão nos vestibulares públicos? Como botar fé na inviolabilidade da urna eletrônica? Como se convencer de que Lula não sabia das maracutaias que aconteciam na época do Mensalão?
No Brasil somos 99,999%.
Quem pretende enriquecer da noite para o dia tem algumas opções: entrar para o governo – qualquer que seja ele –, abrir uma ONG fantasma, fundar uma igreja ou, os mais sortudos, achar uma maleta de dinheiro na rua.
Por ora, quem tinha em mente ter uma ONG e fazer negócios com o governo pode considerar as demais alternativas. Aldo Rebelo já cancelou convênios com inúmeras entidades “sem fins lucrativos”. Mas, quem acredita? Eu só acredito em fantasmas. E sacis.

2011/10/29

QUANDO DEUS DÁ ASAS AO BICHO-GRILO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:49

Tudo o que ele queria era conseguir grana para passar as férias com a namorada na Bahia. Sem saber fazer nada na cozinha além de brigadeiro e miojo, Hare Rafa teve a ideia de matar a fome de seus colegas praianos.
Pediu R$ 50 emprestados para a avó, comprou os ingredientes e começou a confeccionar hambúrgueres vegetarianos na cozinha da casa da mãe. Nada foi premeditado: “Os primeiros eu fazia com o maior cuidado, pensando no hambúrguer que eu gostaria de comer. Queria que fosse o melhor da galáxia”.
Assim nasceu o “Hareburguer”: hambúrguer vegetariano feito com carne de soja, molho galáctico, cheddar alucinante, tomate orgânico psicodélico e psicotrônico, alfaces ondulantes e ressonâncias esotéricas e sinestésicas.
Hare Rafa é Rafael Krás, ex-estudante de Jornalismo que viu seu negócio com o “Hareburguer” sair do posto 9, em Ipanema, e se expandir por toda a galáxia.
Munido de seu isopor carregado de hambúrgueres, chapéu e chinelos, Rafa começou a vender seus sandubas na praia de Ipanema e não só conseguiu juntar dinheiro para ir para a Bahia com a “Hare Girl”, como virou empresário.
Além de continuar vendendo o “Hareburguer” – e outros sete sabores de sanduíches vegetarianos – Hare Rafa abriu uma loja.
Rafa é um vendedor nato. Mas não só isso. Foi esperto o suficiente para saber que precisava inventar algo para se destacar nas areias. “Tinha que criar uma história em torno disso”.
Além do tradicional – vendido por sete “harins” – há outras opções no cardápio, como o Shiva Shiitake (hambúguer de soja, tomate seco, shiitake refogado no molho shoyo e mostarda de mel) e o Yin Yang Saturniano (hambúrguer de soja, tomates verdes fritos e abacaxi giratório).
Hare Rafa diz que apesar das dificuldades, nunca pensou em desistir – nem quando levava cano dos clientes. “Mas logo deixei de ser bonzinho”.
No início, a “Hare mãe” ficava desesperada com a bagunça e com as labaredas que de vez em quando subiam por sua cozinha.
Hoje – ainda ao lado da “Hare Girl”, que fica no caixa da loja – Hare Rafa conta com o “Harephone” e com o “Harecard”, o cartão fidelidade. A cada dez “Hareburguer” o cliente ganha uma viagem a Júpiter.

2011/10/28

MINI ME

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:08

Para celebrar o aniversário de dois anos, o canal Multishow HD lançou uma propaganda bem fofa. Nela, crianças aparecem vestidas como os artistas que fazem parte da programação especial do mês comemorativo, como Lenny Kravitz, Ozzy Osbourne, Michael Jackson, Madonna e Beyonce.
O ineditismo é praticamente inexistente, mas o artifício sempre chama a nossa atenção.
A foto acima, da fotógrafa americana Tricia Messeroux, segue o mesmo princípio. No projeto “Toddlewood” ela substitui celebridades por modelos com idades entre 3 e 6 anos.
Além de personagens como Billie Holiday, Charlie Chaplin, Madonna, Barack Obama, Audrey Hepburn e o quarteto de “Sex and the City”, a fotógrafa recria cenas de filmes – como “Matrix”, “Legalmente Loira” e “I Love Lucy” – e momentos marcantes da TV.
Entre as cenas televisivas, Tricia escolheu o dia em que, durante uma entrevista a Oprah Winfrey, Tom Cruise deu pulos no sofá ao declarar seu amor pela então namorada Katie Holmes.
Outros momentos recriados pela fotógrafa são o debate presidencial entre Obama e Hillary e o casamento gay da atriz e apresentadora Ellen DeGeneres. “Nunca coloco as crianças numa posição que eu não gostaria que a minha filha estivesse”, explica Tricia.
Antes de se dedicar à fotografia, Tricia era uma bem-sucedida (e infeliz) executiva da área de marketing. Em 2008, após o nascimento da filha Skylar ela resolveu mudar de vida.
“Quando a Skylar fez 3 anos, comecei a fotografá-la e a pensar num projeto que pudesse incluí-la. Numa visita ao museu Madame Tussaud, olhando aquelas celebridades feitas de cera, veio a ideia: ‘Vou fazer celebridades de crianças!’”.
Tricia reuniu alguns amigos – também insatisfeitos em seus respectivos trabalhos – e formou uma equipe. A primeira personagem foi uma mini Marylin Monroe. Hoje já são mais de 50 personagens.
“Desde então tenho feito inúmeras exposições. As pessoas podem conhecer meu trabalho e saber do que se trata o ‘Toddlewood’. Tenho duas meninas e sempre digo a elas: ‘Se você tem um sonho, tem que correr atrás. Afinal, não posso dizer isso a elas se eu mesma não corri atrás do meu”.
Sua filha mais nova, Sunday, ainda é muito pequena para posar para as fotos, mas Skylar, hoje com 6 anos, já serviu de modelo para várias imagens, como Diana Ross e uma das três dançarinas do clipe “Single Ladies”, de Beyonce.

Visitem o site AQUI

2011/10/27

FEIA FICAVA A SUA AVÓ

Arquivado em: Vox populi — trezende @ 08:47

Somos capazes de tudo em nome da beleza. Há quem fique sem sentar ou dormir de costas por meses só por um bumbum novo.
Um estudo realizado na Inglaterra descobriu certos segredos e truques de beleza altamente originais. E nem foi preciso pesquisar muito: foram ouvidas duas mil mulheres.
A pesquisa – encomendada pela “Modern Milk”, uma marca irlandesa que tem uma linha de leites aromatizados – revelou que apesar dos inúmeros tratamentos caros oferecidos pelos salões e clínicas, a maioria das mulheres ainda recorre aos rituais da vovó.
E mais: ao lado de rituais tradicionais, muitas usam técnicas caseiras mais elaboradas na privacidade de seus banheiros.
Segundo os pesquisadores, 4 entre 10 recorrem a algum utensílio ou ingrediente da cozinha para parecerem mais bonitas.
No topo da lista, as rodelas de pepino sobre os olhos para acalmar a pele e limão para clarear unhas e cabelos. Morangos também foram citados para o clareamento de dentes. Outras substituem o pepino por saquinhos de chá gelados.
O porta-voz da empresa diz: “Queríamos descobrir que tipos de tratamentos alternativos elas utilizam e se usam ingredientes do armário da cozinha”.
Tomem nota:

- Creme de combate a hemorróidas para evitar olheiras
- Ovos batidos para deixar os cabelos brilhantes
- Pasta de dente clareadora para se livrar de manchas decorrentes do bronzeamento artificial
- Fixador de cabelo para fixar a maquiagem
- Pasta de dente em manchas vermelhas da pele
- Dormir de barriga para cima para evitar rugas
- Suco de limão para clarear as unhas
- Rodelas de pepino sobre os olhos para diminuir o inchaço
- Raspar as pernas com condicionador para amaciar os pelos
- Dormir com a meia lotada de hidratante para ficar com os pés macios
- Colocar talco no cabelo para remover a oleosidade
- Beliscar as bochechas para que elas fiquem naturalmente coradas
- Guardar o esmalte na geladeira para mantê-lo fresco
- Batom nas bochechas no caso da falta de blush
- Pasta de dente em picadas de insetos
- Suco de limão para clarear os cabelos
- Colocar perfume no laquê
- Aquecer o aplicador de cílios antes do uso
- Colocar colher de chá chelada sobre os olhos para reduzir o inchaço
- Misturar soro fisiológico à base para deixar a pele brilhante
- Vaselina para domar cabelos rebeldes

Algo que tenha ficado fora da lista?

2011/10/26

MUITO ALÉM DOS MUROS DO PALÁCIO

Arquivado em: Folheando — trezende @ 10:35

Nunca saberemos se o príncipe Harry é mesmo filho do professor de equitação de Diana ou se a Rainha realmente odeia Camilla Parker-Bowles, mas um livro que está para ser publicado vai revelar alguns segredinhos mais amenos da família real britânica.
Trata-se de “Not In Front Of The Corgis”, de Brian Hoey.
O jornalista – autor de mais de 20 livros sobre o clã e que cobre os assuntos da realeza outras tantas décadas –, conta curiosidades do tipo “Por que a Rainha não tem carteira de motorista?”, “Que músicas ela gosta de dançar?” ou “Quem é o integrante mais popular da realeza?”.
Segundo Brian, ninguém sabe mais sobre a família real do que seus 1.200 funcionários.
Esses mais de mil empregados dividem-se em postos de trabalho pelas cinco residências de que é composto o palácio de Buckingham. Cerca de 339 deles trabalham em período integral, mas apenas alguns têm contato regular com a Rainha.
Um deles tem uma tarefa bem peculiar: remover, diariamente, a lâmina do mata-borrão da Rainha. Assim ninguém pode examinar a caligrafia dela ao analisar cuidadosamente a almofadinha.
Apesar de não o salário não ser tão alto – o mais bem remunerado ganha 180 mil libras por ano –, eles têm algumas regalias. Podem praticar sete modalidades esportivas e usar a piscina do palácio. No entanto, se estiverem nadando e algum integrante da família aparecer, devem se retirar – a menos que sejam convidados para ficar. Além disso, o cinema do palácio conta com filmes que ainda nem estrearam.
Quanto aos soldadinhos mal-humorados que ficam na frente do palácio, eles têm de ser magros e ter pelo menos 1m72 – até para caberem no traje já existente. Novos uniformes custariam em torno de 2 mil libras cada.
Outra curiosidade é que os membros da família são avaliados segundo uma tabela elaborada pelos funcionários que vai do mais popular ao mais antipático. A Rainha não faz parte da lista.
No topo da relação, o príncipe Philip, considerado o mais leal à equipe. Quando seu motorista morreu, no início do ano, ele quebrou a tradição e, em vez de mandar um representante, compareceu ele mesmo ao funeral.
Em segundo lugar vem a falecida princesa Margaret, que costumava levar seus funcionários mais chegados para uma refeição natalina num caríssimo restaurante inglês. Ela chegou, inclusive, a pagar uma cirurgia plástica para a esposa de um de seus cozinheiros.
Já a princesa Anne – filha de Elizabeth II e Philip – é conhecida por sua falta de noção e temperamento forte.
Abaixo dela, apenas Charles – muito detalhista – Camilla, e o duque de York, André.
O príncipe Edward é tido como o mais pomposo. Insiste sempre na mais absoluta formalidade.
Outra fofoca sobre o príncipe Charles é que nunca escolheu ou tirou as próprias roupas. Ele tem três camareiros só para a função. Se tem três visitas num dia, por exemplo, os funcionários deixam diversas gravatas no carro para que ele as troque durante o trajeto.
O príncipe geralmente gosta de usar a gravata da organização ou do estabelecimento militar que vai visitar. Outra função dos camareiros é passar a ferro os cadarços dos sapatos de Charles.
Segundo Brian Hoey, a realeza odeia quando um convidado abusa da hospitalidade. Para tanto, desenvolveu uma técnica para apressar a saída de hóspedes do tipo.
Eles chamam um mordomo e perguntam se o carro do convidado já chegou. O funcionário sai e reaparece alguns momentos depois anunciando que sim, o carro já estava à espera.
Quer chatear algum integrante da família real? Basta convidá-lo para abrir um negócio.

2011/10/25

SE EU FOSSE VOCÊ…

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 08:42

Os espectadores muito ufanistas ou desavisados vão acusar o diretor David Dobkin de plágio. É que história de “Eu Queria Ter a Sua Vida” é uma xerox de “Se Eu Fosse Você”.
No filme de Daniel Filho, uma conjunção de astros promove a troca de corpos. Em “Eu Queria Ter a Sua Vida” é o simples ato de fazer xixi na fonte de uma pracinha. A diferença é que a inversão de vidas se dá não entre um casal, mas entre os amigos Dave (Jason Bateman) e Mitch (Ryan Reynolds).
Dave é um advogado mauricinho bem-sucedido, casado, workaholic e pai de três filhos. Mitch é o oposto de tudo isso. Enfim, algo tão déjà vu quanto o velho recurso da máquina do tempo.
Mas não é somente a história pouco original que incomoda. “Eu Queria Ter a Sua Vida” repete a fórmula de “Quero Matar Meu Chefe” e daquele que deu cria a esses filhotes: “Se Beber Não Case”. (Muita) escatologia, piadas sobre sexo, bebida e cenas bizarras possíveis graças ao uso de computação gráfica.
Não há problema algum quanto a abordar um tema já explorado. Uma história bem contada pode até repetir fórmulas que será sempre uma boa pedida – “Amizade Colorida” é um ótimo exemplo disso.
Não é o caso de “Eu Queria Ter a Sua Vida”, absolutamente previsível. Previsível até para o elenco. É o segundo filme, em dois anos, que a atriz Leslie Mann interpreta a esposa de um cara que troca de corpo com alguém. Assim, Leslie passa a ser “a melhor da melhor do mundo em mulher de marido alheio”.
Jason Bateman – que inclusive fez parte do elenco de “Quero Matar Meu Chefe” – e Ryan Reynolds – bonito, mas não exatamente expressivo – não conseguem nem imitar feições ou usar expressões um do outro. Restringem-se em viver a vida alheia.
Para completar, ninguém do convívio de ambos enxerga a mudança. Claro.

2011/10/24

BOLSO COM ÍMÃ

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:29

Roubar um xampuzinho no mercado não é algo restrito a brasileiros. O problema atinge até a Inglaterra, e muitas vezes os alvos são itens que ninguém imagina. Como um naco de queijo, por exemplo.
De acordo com o “Centre for Retail Research” (Centro para a Pesquisa de Varejo), o furto em lojas e o crime organizado no varejo custaram à Inglaterra 4,9 milhões de libras nos últimos 12 meses. Um aumento de 6,2% ao ano em relação a julho do ano passado.
Quem rouba dá preferência a produtos de marca.
Emmanuel Hembert, analista de varejo, diz: “Isso aconteceu com extrema frequência no verão e alguns dos varejistas de rua talvez não aguentem. Nos últimos seis meses eles foram afetados por más notícias – desaquecimento da economia, cortes do governo e agora o aumento do furto”.
Além disso, muitos proprietários de loja precisam ficar de olho em sua própria equipe. O relatório apontou que o roubo entre funcionários representa 36% do total.
A curiosidade é que o furto de queijo na Inglaterra é três vezes maior do que a média global: 3,9%.
Do site do “Centre for Retail Research”: “Algumas pessoas roubam para revender (então, se o produto não é popular, nem levam), outras pegam para seu próprio uso e outras furtam o extraluxo”. A lista é longa:

1) Álcool, principalmente marcas conhecidas de uísque e vodca. As bebidas à base de rum têm se tornado importantes à medida que vão ficando populares. Cerveja e sidra também são furtadas

2) Cosméticos como perfume, maquiagem, produtos de tratamento para cabelo, xampus, cremes faciais e loções bronzeadoras

3) Barbeadores e/ou giletes. Esses dois itens estiveram no topo da lista durante muitos anos, mas agora perderam espaço graças aos novos sistemas de segurança e limitação na exposição do produto

4) Acessórios como bolsas, itens de couro, brincos e echarpes – pequenos e muito desejáveis

5) Café (em outros países, café e chá)

6) Carne e queijo. O interesse tem sido crescente por queijos caros, como o parmesão

7) Produtos e acessórios elétricos, como fones de ouvido, mouses, barbeadores e escovas de dente elétricas, baterias de todos os tipos, jogos eletrônicos

8) Smartphones, iPhones

9) Jeans de marcas famosas e roupas esportivas em geral

10) Vitaminas, medicamentos e produtos diet

11) Relógios e jóias

2011/10/23

A PÃO (ÁZIMO) E ÁGUA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:41

E eu que pensei que Ariel Sharon já estivesse morto.
Na verdade, o ex-primeiro-ministro israelense está em coma profundo há mais de cinco anos. Entre 2005 e 2006 ele sofreu dois derrames. O segundo o deixou em estado vegetativo.
Além da surpresa diante da presença de Sharon no mundo dos vivos, acabo de descobrir que o ex-primeiro-ministro era gordo. Mais: que parte de seus problemas de saúde podem ser creditados à obesidade e ao seu colesterol alto.
Quem nos conta sobre os hábitos alimentares de Ariel Sharon é Matt Rees, correspondente internacional que mora em Jerusalém e durante mais de uma década cobriu o Oriente Médio para as revistas “Newsweek” e “Time”. Além do trabalho jornalístico, Matt é um premiado autor de romances policiais.
Segundo o jornalista, Ariel Sharon tinha vergonha de seu peso. Na maioria das vezes ele comia distante dos olhos do público. “Deixe-o comer bolo. Ou muffins. O que ele quiser. Na verdade, empanturrando-se ele fica calmo. Essa era a fórmula de Netanyahu”, diz o artigo, publicado no site “Salon”.
“A primeira vez que o vi foi quando ele ocupava um ministério no primeiro governo de Benjamin Netanyahu. Em 1998, ele já tinha 70 anos de idade”.
O primeiro encontro aconteceu na fazenda de Sharon, ao sul de Israel, poucos meses antes de ele se tornar primeiro-ministro em fevereiro de 2001.
Sharon não estava de terno. “Sua forma gigantesca foi revelada. De jeans e camiseta ele parecia o Homer Simpson. Sua corpulência era tamanha que pareciam faltar-lhe as características físicas. Eu seria capaz de desenhá-lo como uma elipse única da testa ao dedo do pé”.
Sharon não queria que o povo lesse artigos que o descrevessem comendo uma salada de batatas ou devorando um frango inteiro. Ele não queria pessoas dizendo ‘Veja, é o velho Sharon, o mesmo monstro com nenhum autocontrole. Ele não consegue parar de comer e não consegue parar de mandar tanques aqui e lá. Ele não tem fronteiras, não tem limites’”.
Em 2000, após a morte da esposa Lily, seu problema com a comida se agravou. Além dela ser a única capaz de controlá-lo, ele preenchia a ausência da esposa comendo.
“Sharon tinha uma queda por testículos de peru assados em espeto de churrasco, algo que depois eu descobri que é meio chicletento – parecido com cérebro – e que tem um leve sabor de vieiras”.
Um ex-assistente contou ao repórter que “Arik” – como os israelenses se referiam a Sharon – costumava mandar um motorista particular buscar frango assado num restaurante em Beit Jala, uma vila nos arredores de Belém, e também trazer potes de um purê de alho especial feito pelo proprietário, um palestino-cristão.
Numa entrevista em sua casa, em Jerusalém, pouco antes do segundo derrame, Sharon mostrou-se mais consciente a respeito de seu físico. Quando o fotógrafo que estava com Matt quis fazer um registro, Sharon preferiu posar atrás da mesa.
Eles encaminharam-se a uma sala e, no centro de uma mesa havia um prato cheio de “halva” – um doce feito à base de sementes de gergelim, pistache e açúcar que geralmente é servido com café.
Quando o café chegou, Sharon puxou o prato para perto dele e enquanto conversava com Matt, comeu tudo. “Já passava das nove da noite. Uma quantidade considerável de açúcar”, escreve o repórter.
“Mas todo político tem seus segredos – o primeiro-ministro sucessor de Sharon, Ehud Olmert, penteia o cabelo para o lado sobre sua óbvia careca. Esse era o de Sharon. Ele queria que as pessoas pensassem que ele não era gordo. Talvez ilusão seja parte do sucesso político”.
Mesmo tendo acompanhado tudo isso de perto, Matt diz que nunca falou sobre os hábitos alimentares de Sharon – “não no tipo de revista para a qual eu costumava escrever”.
“Desde 2006, quando os médicos concluíram que ele não se recuperaria do coma, Sharon está numa unidade de terapia intensiva de um hospital em Tel Aviv. A piada macabra entre os correspondentes políticos israelenses é que ninguém é capaz de reconhecê-lo porque os médicos não estão dando muita comida através do tubo. Há quem diga que ele esteja pesando 50 quilos”.
Ai, meu colesterol.

2011/10/22

A GRAMÁTICA DA INSANIDADE

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 11:59

Quem é mais louco: Kadhafi ou Saddam Hussein? Bin Laden ou Bush?
Para responder a esta questão, seria necessário conversar com cada um deles e prestar atenção nas palavras e expressões que eles usam para se referir a seus crimes.
Segundo mostra uma reportagem da “ABC News”, condições psiquiátricas podem ser reveladas através das palavras.
A descoberta é do estudo “Hungry like the Wolf: A Word-Pattern Analysis of the Language of Psychopaths” (“Faminto Como um Lobo: Uma Análise do Padrão da Linguagem dos Psicopatas”) conduzido pelo psicólogo Jeffrey Hancock, da “Cornell University”.
O estudo, pioneiro, foi realizado com 52 assassinos em presídios de segurança máxima, no Canadá. Por meio dele, os pesquisadores encontraram características que distinguem psicopatas de assassinos comuns através da análise da linguagem que eles usaram para conversar com o psicólogo Michael Woodworth, da “University of British Columbia”, em Okanagan.
Um levantamento anterior já havia auferido que 14 desses 52 eram psicopatas, o que proporcionou determinar as diferenças entre os dois grupos.
Os psicopatas são geralmente incapazes de sentirem empatia ou remorso. São egocêntricos e ofendem as pessoas, mas podem aparentar não ter nenhum tipo de problema porque são capazes de fingir emoções.
Durante o estudo, os psicopatas disseram que executaram os crimes por causa de necessidades pessoais – como dinheiro ou comida – e descreviam seus atos sempre no passado, sugerindo que havia acontecido há muito tempo. Como o esperado, eles pareciam emocionalmente separados do crime que haviam cometido e não tinham remorso. Descreviam-se como vítimas de circunstâncias que não eram capazes de controlar. Além disso, eram obcecados com detalhes, relembrando, inclusive, o que haviam comido na manhã do crime.
Segundo os pesquisadores, “os psicopatas operam num nível primitivo, mas racional”.
Já os 38 restantes, que não apresentavam doenças psiquiátricas, narravam suas ações por meio de termos que refletiam necessidades sociais, como família, religião e espiritualidade.
Todos os assassinos foram capazes de falar por cerca de meia hora sobre os crimes que destruíram suas vidas – em alguns casos, demonstrando ansidedade em lidar com o passado.
Acredita-se que o estudo seja uma nova forma de analisar o comportamento de psicopatas – apesar de já existir muitas pesquisas sobre o tema.
Outros estudos já haviam concluído que psicopatas têm elevada autoestima, são geralmente homens e não têm nada de estúpidos.
A linguagem é uma peça-chave, já que através dela eles criam fantasias, mentem e convencem os outros.

2011/10/21

MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 11:09

Tá lá o corpo estendido no chão, arrastado como um saco de batatas, como um porco abatido e com a mesma feição do Curinga, do Batman. Pele branca, boca vermelha. Só faltaram os cabelos verdes. Mas isso é uma questão de tempo. Até ser enterrado, Kadhafi vai adquirir os musgos necessários. Sorria. Não porque quisesse – como o personagem – mas porque suas inúmeras cirurgias o obrigavam a isso.
Não pudemos celebrar a morte de Bin Laden. Tivemos de embarcar na fantasia de que ele repousa com os peixinhos do fundo do mar.
Agora não. Graças à competência dos líbios, temos tudo documentado e exibido praticamente ao vivo. Colocamos pra fora o grito que estava entalado na garganta. Comemoramos a morte do ditador líbio e a cura da nossa síndrome do membro fantasma contraída desde o desaparecimento de Bin Laden.
A ONU está preocupada em esclarecer a morte do ditador, mas se há algo a ser especulado é com que modelito Kadhafi será enterrado. Se vai abotoar o uniforme militar ou trajar algo mais confortável e apropriado ao caixão, como uma túnica branca.
Não há nada de obscuro na morte do ditador. A ONU só pode estar de brincadeira. Esclarecer a morte de Kadhafi é tão inútil quanto a fixação da “Folha de S. Paulo” em debater a grafia do nome do ditador.
Até as discussões sobre a localização do tiro são infrutíferas. Primeiro foi na perna. Depois na barriga. A versão mais recente é de que teria sido na cabeça. Quem se importa? O que nos interessa é que Kadhafi virou uma peneira, “uma táuba de tiro ao álvaro”.
Tão surpreendente quanto o deixa-disso da ONU é a afirmação de Dilma, que declarou que “não se pode comemorar a morte de qualquer líder”. Discurso político tem limite.
Pena Kadhafi não poder se encontrar com sua sósia, Aracy de Almeida, que numa hora dessas deve estar no céu.
De nada adiantou a ostentação e o exagero em vida. O ditador líbio terminou vítima de sua própria ordem: “Capturem os ratos!”.
O povo líbio fez a lição de casa direitinho. Missão dada é missão cumprida, parceiro.

2011/10/20

666, O NÚMERO DA BESTA

Arquivado em: Cri-crítica — trezende @ 10:33

“Qual Seu Número?” é baseado no livro “20 Times a Lady”, de Karyn Bosnak.
Dirigido por Mark Mylod – com extensa produção televisiva mas com apenas um ou dois filmes no currículo – conta a história de Ally (Anna Faris), que entra em crise após ler uma reportagem da revista “Marie Claire”. Segundo o artigo, a americana média tem cerca de 10,5 parceiros durante a vida. Ally faz as contas e descobre que já está no 19º – e solteira.
Com a ajuda do supervizinho (Chris Evans) e disposta a não chegar à casa dos 20, ela tenta encontrar seus ex para, quem sabe, se casar.
Com esses fatores, a equação é simples: Mulher solteira procura + o pecado mora ao lado = problema resolvido.
Se a história é absolutamente previsível e insossa, “Qual Seu Número?” nos liberta de uma cruz que carregamos desde a década de 90. Descobrir que os americanos também têm Cigano Igor: Chris Evans. Inodoro, insípido e incolor.
Chris convenceu em “Capitão América” porque não teve tempo para falar – passava boa parte do tempo se contorcendo numa roupa apertadinha e correndo de máscara e escudo. Em “Quarteto Fantástico” também teve desempenho favorável como “Tocha Humana” – pelos mesmos “motivos físicos”.
Mas em “Qual Seu Número?” a máscara cai. Literalmente.
Já Anna Faris é uma boneca inflável. Faz biquinho mesmo de boca fechada.
Seguindo a tendência das comédias românticas recentes, como “Sexo sem Compromisso” e “Amizade Colorida”, o filme tem um desfile de bundas. Para quem se chocava com o seio de Janet Jackson, até que os americanos estão bem saidinhos.
Aliás, “Qual Seu Número?” encaixa-se no gênero comédia romântica só por força de classificação, porque a reação do público é nula. Ninguém no cinema emite uma risada, um muxoxo sequer.
A única boa cena do filme é quando Ally, bêbada, tenta imitar um sotaque inglês para conquistar um ex (inglês). Segundo ela própria, seu sotaque ficou parecendo o de Borat.
Quem for de comédia romântica no final de semana já sabe: a dica é “Amizade Colorida”.

2011/10/19

EX-VOTOS

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 10:38

Todos os caminhos levam à culpa do ministro Orlando Silva. O desejo de que apareça uma gravação mostrando o ministro embolsando maços de dinheiro numa garagem é imenso, mas a experiência nos ensina que tirar conclusões precipitadas é algo perigoso: pode desde balançar uma reputação ou destruir uma vida.
Enquanto aguardamos os rumos do caso, fiquemos com um belo exemplo de conclusão precipitada: a do professor Sam Shuster, da Universidade Upon Tyne de Newcastle.
Num artigo para a revista “Annals of Improbable Research”, ele escreve: “Se você gosta de escultura clássica ou simplesmente já passou por alguma durante uma visita a museus e jardins, deve ter notado que muitas delas têm partes quebradas. Você deve ter percebido também que se você excluir os dedos, a falta de pênis lidera a lista de perdas”.
Segundo Sam, a ausência peniana nas esculturas clássicas sempre o intrigou.
A primeira explicação dele é “simplista”: a de que os pênis eram removidos de propósito por causa da aversão de se mostrar o privado em público.
Mas, e no Vaticano? A probabilidade de as esculturas sofrerem com a ação de vândalos seria menor.
No ano passado, durante uma viagem turística a Roma, ele pode finalmente estudar o problema – disposto a provar que as estátuas sofriam da chamada “patologia peniana”.
“Primeiro explorei os jardins do Vaticano. Enquanto minha mulher se admirava soltando ‘oohs’ e ‘ahhs’ frente a inúmeras belezas, eu ‘oohed’ e ‘ahhed’ diante da ausência escultural. A resposta chocante ao meu questionamento era de que as estátuas do Vaticano eram afetadas da mesma forma que em todos os outros lugares”.
Após um passeio, ele notou que 80% das estátuas haviam perdido sua “terminação sexual”.
Ainda mais intrigado, Sam pensou que se essa peça protuberante estava em falta, outras protuberâncias também deviam estar prejudicadas, como os narizes.
Ele voltou ao início de seu percurso analisando apenas os narizes. E descobriu que só 20% estavam quebrados.
Numa terceira volta nos jardins do Papa ele ficou atento para outras opções de membros ausentes – “não mais com a neutralidade científica” – e notou que os narizes que pareciam intactos tinham uma cor levemente diferente do restante da estátua.
“A explicação era óbvia: eles haviam sido reconstruídos. Para cada nariz que faltava, um novo havia sido feito e afixado”.
Enquanto analisava as esculturas, Sam se deu conta de que estava sendo observado por alguns funcionários do Vaticano, mas mesmo assim continuou a pesquisa. Com um olhar ainda mais clínico, percebeu que a média de narizes quebrados era bem semelhante ao de pênis: 70%.
“Então assumi que minha teoria sobre a patologia peniana era falsa. Minhas descobertas mostraram que as extremidades que se projetam quebram-se com mais facilidade do que nacos do corpo. Claro, protuberâncias podem ser quebradas acidentalmente”.
Tão óbvia quanto a conclusão de Sam, é o motivo pelo qual os pênis não foram reconstruídos. Ora, padres jamais colocariam a mão em partes alheias. Ou colocariam?
Talvez. A Igreja já até absolveu Galileu.

Moral da história: é mais fácil um Papa reconstruir um pênis do que um ministro ser expulso do reino dos céus.

2011/10/18

É GRAVE, DOUTORA?

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 10:34

Na semana passada, uma holandesa de 42 anos foi detida porque ligou 65 mil vezes para o ex-namorado durante um ano – o que dá cerca de 178 ligações por dia ou umas 7 por hora. Além de continuar sem o amado, a descontrolada está sendo processada.
Se algum dia essa vontade passar pela cabeça de alguma leitora deste blog, um conselho: em vez de pegar o telefone, dê preferência a um livro: “Don’t Call That Man!” (“Não Ligue Para Aquele Cara!”), da psicoterapeuta Rhonda Findling.
Como uma palestrante dos “Alcoólicos Anônimos”, Rhonda ensina como conter os sentimentos de desespero e acabar com o círculo vicioso de telefonemas.
Rhonda fala sobre como lidar com homens ambivalentes e indisponíveis, como se proteger num relacionamento e até como superar uma recaída. No penúltimo capítulo, a autora elabora um programa de dez passos para ajudar as leitoras a domarem a compulsão de atormentar o ex.
Entre as sugestões, Rhonda recomenda que quando a vontade de ligar se tornar praticamente incontrolável, a dica é aguardar as duas primeiras horas. Esse é o tempo de passar o impulso. Mas em tempos de Twitter, Facebook, email, mensagens de texto, FourSquare e check-in isso funciona? Justamente. A desesperada pode monitorar o ex de outras 15 formas sem dar um único telefonema.
Escrever também é algo útil. Se for boa o bastante, pode até publicar um livro.
Outra dica de Rhonda vai na contramão do resultado do estudo sobre o qual falamos ontem, que relaciona casamento feliz e idealização. Segundo a autora, é fundamental parar de atribuir “qualidades mágicas” ao ex.
“Don’t Call That Man!” foi lançado há quase 15 anos, traduzido para oito idiomas e é um sucesso de vendas. Portanto, tão inacreditável quanto ligar 65 mil vezes para um ex é pensar que alguém possa comprar um livro com este nível de autoajuda.
Mas o desespero pode mudar o mundo – para o bem e para o mal. Há muito mais gente descontrolada por aí do que imagina nossa filosofia de botequim.
O mais curioso é que o descontrole emocional não vê idade, classe social ou sexo. Ele simplesmente existe.

2011/10/17

SOIS REI!

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 08:49

Tarcísio e Glória, Nicette Bruno e Paulo Goulart e Batman e Robin são duplas dinâmicas que estão juntas há mais de meio século. Invariavelmente são personagens de matérias sobre amor, Dia dos Namorados e felicidade conjugal.
Mas qual o segredo para um casamento feliz? Eles têm o discurso-padrão: dizem que é o amor, a tolerância, o respeito mútuo, blá blá blá.
Segundo a Ciência, é idealizar o outro. É realmente acreditar que você está casado com a última Coca-Cola do deserto.
Uma matéria do jornal “Los Angeles Times” revelou o resultado de uma pesquisa sobre o assunto.
Aliás, a reportagem começa sugerindo algo muito criativo ao cupido. Se ele quiser melhorar a performance, deve, depois de encaminhar sua flecha ao casal, entregar óculos com lentes rosas e as seguintes instruções: ‘Para ser usado para enxergar seu relacionamento, a personalidade e o corpo do seu parceiro. Para um melhor resultado, comece a usá-lo logo depois do ‘Eu aceito’. Retire cuidadosamente por seu próprio risco’”.
O estudo – publicado em maio pelo jornal “Psychological Science” – acompanhou de perto, por três anos, 222 casais recém-casados.
“Os que eram mais idealistas em relação ao seu parceiro no início não demonstraram mudanças depois de três anos de casamento”, diz Sandra Murray, psicóloga da “Universidade do Estado de Nova York”, em Buffalo. “Se o seu parceiro te idealiza, não importa no que você acredite, você acaba ficando mais feliz”.
A pesquisa mostrou que a miopia pode ser boa não apenas para deixar os (as) amigos (as) solteiros (as) loucos (as), mas é ótima para manter a saúde de uma longa relação.
Além disso, os pesquisadores notaram que as “ilusões positivas” em relação ao outro funcionam entre casais hetero ou homossexuais, entre homens e mulheres, jovens e idosos e entre recém-casados e casais que estão juntos há muito tempo.
“Os mecanismos de como isso funciona ainda não estão totalmente esclarecidos”, diz Sandra, “mas é provável que acreditar que o seu parceiro é o tal te transforme numa pessoa mais comprometida e com intenções de construir algo com ele”.
Faz sentido. Desde que você saiba que está tapando o Sol com a peneira e consiga fazer cara de paisagem durante a tempestade.

2011/10/16

O FRIO NOS FAZ BEM

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:31

 O melhor lugar para ser mulher no mundo é na Islândia.
É o que indica o “Relatório do Progresso Global das Mulheres” realizado pela revista “Newsweek”, que analisou 165 países para descobrir os melhores e os piores lugares do planeta para ser mulher.
Apesar de o Brasil ter ficado em 84º lugar, Dilma é quem estampa a capa, cuja edição é dedicada ao tema.
O título: “Where Women Are Winning” (“Onde as Mulheres Estão Ganhando”), seguido de uma foto de Dilma de pé, em desfile em carro aberto durante sua posse.
Para medir a condição do progresso feminino, a “Newsweek” analisou cinco áreas: tratamento perante a lei, participação na força de trabalho, poder político, acesso à educação e à saúde.
Os dados foram conseguidos junto à Organização das Nações Unidas e ao Fórum Econômico Mundial, entre outros, e foram consultados especialistas e acadêmicos, que levaram em consideração 28 fatores para elaborar o ranking.
Em primeiro lugar está a Islândia. A Suécia vem em segundo e o Canadá em terceiro. Em quarto lugar está a Dinamarca, seguida de Finlândia, Suíça e Noruega. Os Estados Unidos ficaram em 8º lugar, já a Austrália e a Holanda não estão entre os “top ten”.
Coincidentemente todos os melhores colocados são países frios.
“Há já mais de uma década no século 21, o progresso feminino pode ser visto – e celebrado – em diferentes áreas. Elas exercem as mais altas posições políticas da Tailândia ao Brasil, da Costa Rica à Austrália. Uma mulher ocupa um alto posto no Fundo Monetário Internacional; outra ganhou o Prêmio Nobel de Economia. Bilionárias por conta própria em Pequim, inovadoras da tecnologia no Vale do Silício, pioneiras na magistratura em Gana – nessas e em outras incontáveis áreas as mulheres estão deixando sua marca”.
Em inúmeros lugares não há motivo para comemoração. Na Arábia Saudita as mulheres ainda não podem dirigir. No Paquistão, milhares morrem assassinadas todos os anos. Na Somália, 95% delas são submetidas à mutilação genital. Até nos Estados Unidos a taxa de pobreza subiu de 14,5% no ano passado, a maior em 17 anos.
Os países que obtiveram a maior pontuação localizam-se, de uma forma geral, no oeste, lugares onde a discriminação de gêneros é contra a lei e os direitos iguais são constitucionalmente garantidos. Mas houve surpresas.
O Canadá, por exemplo, ficou em terceiro lugar, mas em 26º no quesito “poder”, atrás de países como Cuba e Burundi.
“Determinar a quantidade ou medir o impacto feminino na política é difícil porque em poucos países há mulheres nessa área para fazerem a diferença”, explica Anne-Marie Goetz, conselheira da ONU.
Nenhum índice pode dar conta de tudo. “Como fazer comparações em culturas que são diferentes? Quem é mais oprimida: uma garota de minissaia ou uma que usa hijab?”, pergunta-se a revista.
Por outro lado, há conclusões que são claras, como definiu Hillary Clinton no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico em San Francisco, há algumas semanas: “Quando liberamos o potencial econômico feminino, nós elevamos a performance econômica nas comunidades, nações e no mundo. Um efeito estimulante vem à tona quando elas têm acesso ao trabalho e à vida econômica: maior estabilidade política. Menos conflitos militares. Mais comida. Mais oportunidades educacionais para as crianças. Promovendo o potencial econômico de todas as mulheres, melhora-se a oportunidade para todas as pessoas”.
De fato, é o que acontece nos 20 países mais bem classificados.
Além do ranking, a “Newsweek” traz um perfil de diversas mulheres. No capítulo dedicado à nossa presidenta – cujo título é “Não mexa com a Dilma” –, a revista conta parte de sua trajetória como militante de esquerda e lembra que ela foi presa e torturada.
Segundo a revista, Dilma é uma política durona que consegue governar o Brasil – “um país de machos” –, com pulso firme e um estilo “quase taciturno”.
Personalidades como Eike Batista, Nizan Guanaes e Delfim Netto foram ouvidos pela “Newsweek” e fazem elogios a Dilma. 

A condição do Brasil:
Nota geral: 68,5
Justiça: 80,7
Saúde: 61,7
Educação: 88
Economia: 71,7
Política: 48,5

Vejam a lista completa AQUI

2011/10/15

BASTA ESTAR TENTANDO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 12:10

Há situações que realmente sugam nossa energia e bom humor. Reclamar por um serviço contratado e não realizado é uma delas.
Muitas vezes o desprendimento de energia é tão grande que chegamos a nos perguntar se vale a pena a dor de cabeça. No entanto, há situações em que esse questionamento é inócuo porque a queixa se refere a um gênero de primeira necessidade – aí só recitando mantras e fazendo figas.
Para poucos eleitos o ato de reclamar é um hobby.
O inglês Clive Zietman tem 52 anos, é advogado, e em 20 anos já escreveu mais de 5 mil cartas botando a boca no trombone em todo tipo de malfeito.
Suas reclamações já lhe renderam férias gratuitas, inúmeras refeições na faixa, ingressos para teatro e milhares de barras de chocolate.
Sua carreira de “reclamante” começou na década de 80 quando ele estava no aeroporto de Dublin com alguns amigos e o voo no qual iriam embarcar estava atrasado. Clive percebeu que um grupo de turistas americanos foi ao balcão da companhia aérea e pediu almoço de graça.
A partir do momento em que Clive notou que era mais simples do que imaginava, passou a reclamar de tudo: voos cancelados, trens atrasados, comida de avião fajuta, chocolate quebrado, buracos na pista, o roteiro de certos dramas da BBC e até do papa – um dos poucos dos quais não obteve resposta.
Reclamar é um hobby para Clive porque ele passa o dia num escritório de advocacia resolvendo inúmeros processos litigiosos. “Eu lido com negligência profissional de alto nível elaborando reclamações de milhões de pessoas contra bancos, contadores e fiscais”.
Clive já escreveu três livros sobre a “arte da reclamação” sob o pseudônimo de Jasper Griegson. Segundo ele, a regra de ouro é ter em mente que “gritar é uma completa perda de tempo e geralmente é algo direcionado à pessoa que menos tem a ver com o problema”.
Confiram as dicas de Clive:

Mantenha a calma
Nunca grite ou fale palavrões – não vai dar em nada. Não estrague sua refeição ou férias entrando numa discussão acalorada com um garçom ou um atendente de call-center – por mais bravo que esteja. Guarde tudo na cabeça, organize seus pensamentos e escreva uma carta depois.

Junte evidências
Tire uma foto das baratas andando no boxe do banheiro. Não mande as próprias pelo correio para o gerente – por mais tentador que isso seja. Além disso, pode ser uma ofensa aos funcionários dos Correios.

Escreva uma carta
Uma correspondência real, de papel, colocada num envelope com selo. Não se aborreça com emails – muito efêmeros – ou com formulários de reclamação fornecidos pela empresa. Eles nunca vão além da bandeja de formulários. Além disso, a carta deve ser curta, direta ao ponto e tem de caber numa folha de sulfite. Digite-a – decifrar a caligrafia alheia é algo trabalhoso.

Conheça seu destinatário
Caro sr./sra. é algo muito preguiçoso. Gaste um tempo procurando o nome e a posição da pessoa à qual você deve se dirigir e se refira a ela pelo primeiro nome. “Caro Bob” personaliza a carta e mostra que você quer ter uma discussão adequada com um ser humano.

Seja criativo
Poemas, hieróglifos, cartas escritas em forma de chantagem. Vale tudo para chamar a atenção do destinatário.
Clive, por exemplo, já enviou um envelope rosa com os dizeres “Privado e Confidencial” e também um pacote em forma de míssil.

Seja persistente
Se não receber retorno de um destinatário, tente outros – citando a ausência de resposta. Outra tática recomendada é mandar diversas cartas para diferentes pessoas ao mesmo tempo.

Dirija-se ao ombudsman
Quando esse personagem existir, sempre se dirija a ele. Bancos odeiam quando as reclamações são direcionadas ao ombudsman porque é algo demorado e caro para eles.

Ameace
Se a queixa é séria o bastante, deixe claro que você não exitará em trocar o serviço. Companhias inteligentes sabem como converter raiva em satisfação e ainda transformá-lo num cliente leal.

Tenha a mente aberta
Não seja específico sobre o que você espera como compensação. Deixe isso a cargo da empresa – o resultado pode ir além de suas expectativas. O importante é deixar claro que não vai se deixar enganar.

Seja lisonjeiro
Use pilhas de frases elogiosas. Insultos e agressões não funcionam.

Use humor
O humor é a melhor arma à disposição.

2011/10/14

O CARNAVAL DO SÉCULO

Arquivado em: Matutando — trezende @ 11:03

Palmas para quem botou o bloco na rua neste feriado e participou da “Marcha Contra a Corrupção” que aconteceu em diversas cidades do país.
Se vocês, como eu, não puderam se juntar aos protestos mas pensam que a manifestação é o único meio de pressão efetivo, preparem-se para o Carnaval 2012.
Gostaria de convidá-los para desfilarem em nossa escola, a “Acadêmicos do Mundo Gira”, que virá com muita animação, repique de tamborins, componentes com a letra do enredo na ponta da língua e, claro, muito samba no pé.
Levantaremos a Sapucaí com o enredo “O que é bom a gente fatura, o que é ruim, esconde-se – do santo do pau oco ao cheirinho de pizza, a história da corrupção no Brasil”.
Atenção: as alas não seguirão uma ordem cronólogica dos escândalos do país. A carnavalesca acomodou personagens e fatos históricos ao seu bel-prazer.
O grande abre-alas da nossa escola será um imenso santo do pau oco – onde praticamente tudo começou.
O carro, articulado, terá o mesmo mecanismo daqueles padres de madeira que encontramos em paradas de ônibus de rodovias brasileiras. Quem conhece, sabe que o “documento” do padre se manifesta sempre que a cordinha na parte de trás da batina é puxada.
No caso do abre-alas – que inovará vindo de costas – duas portas na altura dos pulmões do santo farão as vezes de batina. De tempos em tempos ela se abrirá e revelará o ouro. Para facilitar a visualização do público na arquibancada, em vez de ouro em pó, mostraremos barras de ouro – que além de tudo valem mais do que dinheiro.
A comissão de frente será formada por oito profetas “aleijadinhos” carregando cruzes nas costas. Além de ser fundamental ter um semblante barroco, os bailarinos deverão demonstrar coordenação motora o suficiente para seguir a elaborada coreografia sem bater as cruzes.
Divididos em duas fileiras, enquanto quatro andam, sambam e esbugalham os olhos para a esquerda, os outros vão na direção oposta.
O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira representará Rosane e Fernando Collor. A dupla estará vestida de Barbie e Ken “modelo presidente”.
O segundo carro alegórico será quase surrealista. Apenas um duo careca-bigode, uma homenagem ao finado PC Farias. No chão, a ala dos “Caçadores de Marajás”. Os integrantes – de terno, gravata e gel no cabelo – portarão apenas espingardas e uma faixa presidencial.
Maluf merecerá um carro alegórico exclusivo, que puxará uma ala dedicada a personagens. Um sósia do deputado virá em cima de miniMinhocão no qual os carros estarão presos a um congestionamento.
Logo a seguir vem a ala mista dos personagens folclóricos. Representando Cacciola, integrantes com fantasias de papelão no formato de lambreta e capacetes pretos farão o público lembrar da Formiga Atômica. Outras dezenas de Francenildos portarão peneiras plásticas cata-folha de piscina. Já os Lalaus desfilarão com camisas-de-força e os Dirceus com gazes na cara – simbolizando as inúmeras cirurgias estéticas para mudança de rosto.
Um dos carros alegóricos contará com efeitos especiais: o do cuecão. Na tentativa de reproduzir a ousadia dos deputados, compressores de ar vão garantir uma chuva de dólares na Sapucaí.
Como contraponto, a fantasia dos componentes da ala “Dólar na Cueca” será simples: cueca e meia. As mulheres, de calcinha, encarnarão Roseana Sarney.
A “Acadêmicos do Mundo Gira” também terá um espaço dedicado às crianças.
Relembrando o escândalo dos Anões do Orçamento, uma ala só com anõezinhos (de verdade). Já podemos contar sete só com os do “Circo Pindorama”.
Puxando a ala, mais um casal de mestre-sala e porta-bandeira: ela de Branca de Neve, ele de Dunga evoluindo com muita magia.
Atrás dos anões, a ala dos patronos Rosinha e Garotinho, interpretados por casais com roupas de normalistas e merendeiras. Durante o desfile, eles distribuirão rosquinhas “Mabel” para o público.
Fechando a ala infantil, o maior carro alegórico da escola: um castelo mágico com oito torres, 275 janelas, piscina com cascata, lago artificial e capela. Enfim, uma reles maquete da casa de Edmar Moreira.
O penúltimo carro será uma fornalha. Ao redor dela, diversos pizzaiolos fazendo a dancinha de Ângela Guadagnin. No chão, a ala dos motoboys entregadores de pizza.
O carro que encerra o desfile da escola lembrará Joãosinho Trinta e trará 190 milhões de mendigos com muito samba no pé. Afinal, a festa não tem hora pra acabar.
Já temos quase tudo pronto. Só precisamos de uma letra para o nosso enredo. Alguém se habilita?

2011/10/13

RUIM DA CABEÇA

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:56

Foi o título que chamou a atenção: “Nunca se case com um homem que é capaz de mexer o dedinho”. Se o objetivo era convidar à leitura, mais uma que mordeu a isca.
A matéria do “The Daily Mail” fala sobre a leitura dos pés. Picaretagem ou não, essa é uma prática comum na China e na Índia há mais de 5 mil anos e tem origem na crença de que o pé é o espelho do corpo. Eles creem que mente e corpo estão absolutamente ligados, então qualquer doença ou desconforto físico pode ser produto da personalidade.
Caroço, calo ou dor nos pés indicam desordem em algum lugar. O arco, por exemplo, é ligado à coluna. Portanto, um arco do pé muito baixo é sinal de problema nas costas. Mas não só isso. Arco pouco proeminente é sinal de pessoa sociável e extrovertida.
Jane Sheehan – reflexologista e autora de três livros sobre o assunto – é leitora de pés há mais de uma década e está convencida de que eles mostram tudo sobre nós – do funcionamento do sistema digestivo à situação de seu relacionamento.
É ela quem dá o mapa da mina:

Dedão
Se seu dedão é muito maior do que os outros você é inteligente, criativo, resolve problemas de forma inventiva, nunca se confunde com uma resposta e é capaz de ver as coisas de ângulos diferentes. Por outro lado, talvez tenha problemas de concentração e às vezes não vê seus projetos andarem.
Se o dedão é menor em relação aos outros é sinal de que você é um ótimo multitarefas e sabe delegar funções efetivamente. Além disso, usa o charme para persuadir pessoas a aprovar suas ideias.

Segundo dedo
Quanto mais longo seu segundo dedo, mais qualidades de liderança você tem. Você é dinâmico e engenhoso, mas seu desejo de ver as coisas resolvidas “do meu jeito” pode acabar em autoritarismo.
Um folclore indiano diz que certas mães proíbem seus filhos de se casarem com mulheres que tenham esse dedo longo.
O segundo dedo menor indica que você gosta de aguardar sua vez. Valoriza a harmonia e não força sua opinião diante de uma situação.

Terceiro dedo
Os chineses associam energia, dinamismo e força de vontade a esse dedo. Se ele é comparativamente maior, significa que você é muito ativo – especialmente no trabalho. Além disso, é perfeccionista e pode conseguir muito com sua determinação. A desvantagem é que a tendência em se dedicar muito ao trabalho pode deixar de lado a diversão e a família.
Se o terceiro dedo é pequeno, você gosta dos prazeres da vida e muitas vezes é chamado de preguiçoso.

Quarto dedo
Um dedo reto e longo indica que a família é realmente importante em sua vida. É um ótimo ouvinte, protetor, afeta-se profundamente se há infelicidade na família e acha difícil ficar distante de problemas alheios.
Os chineses dizem que você tem alma bondosa e se machuca facilmente. Se o quarto dedo inclina-se para baixo (tipo pata) você precisa aprender a relaxar e a não levar as coisas tão a sério.

Dedinho
Pessoas com dedinho pequeno têm um certo quê de travessura, não chamam a responsabilidade para elas, são sociáveis, se aborrecem com facilidade e estão em constante busca por diversão – o que pode trazer problemas.
Se você é capaz de mexer o dedinho sem mover o quarto dedo é sinal de que você é impulsivo e aventureiro nos assuntos amorosos.
Se é incapaz de realizar a manobra, você valoriza a rotina e a lealdade.

Se seus dedos são sempre um pouco maiores do que o imediatamente anterior – criando uma linha organizada e harmônica – isso é sinal de que você é metódico, extremamente prático e sempre termina o que começou.
Pés chatos indicam pessoa inquieta e que só se torna feliz quando está ocupada. A especialista recomenda pausa para reflexão. Os chineses dizem que pé chato indica pessoa que está plantada firmemente no chão.
Pés longos e estreitos são sinal de senso estético. Pessoas com pés desse tipo gostam de ser mimadas e precisam de beleza ao seu redor. Segundo os chineses, são os “pés de princesa” – mal tocam o chão – e são pessoas que nasceram para serem esperadas.
Já as que têm arcos altos são independentes, autossuficientes e precisam de algum tempo para provarem que não são antissociais.
O contrário – ou com arcos na média – indica pessoa que valoriza a companhia dos outros, é sociável e extrovertida.

2011/10/12

TUDO NA VIDA É PASSAGEIRO

Arquivado em: Cultura inútil — trezende @ 10:22

O tema de hoje pode até parecer infantil. Mas só para quem nunca precisou ter um dia de gado num Corinthians-Itaquera às seis da tarde de uma sexta-feira.
Para milhões de pessoas, ir e voltar do trabalho é uma guerra. Para um homem é: Brendan Nelson.
Em seu site, o inglês se define como “estrategista digital e designer experiente que analisa mais do que o necessário assuntos comuns e cria diagramas sobre eles”.
Tanto que Brendan inventou um guia online para transmitir seus segredos sobre uma missão quase impossível: um assento num metrô na hora do rush.
Após horas e horas de análises, Brendan concluiu que posicionamento e estratégia são a chave na busca pelo assento.
Suas teorias foram tema de uma reportagem do jornal “The Guardian”.
“Alguns dias atrás, na linha Highbury-Kensington, tive uma experiência chocante: falhei. Acreditem, eu era bom nisso. Fiquei longe por apenas algumas semanas e minhas habilidades de aquisição de assento se foram. Então, como forma de terapia, decidi elaborar algumas ‘regras’”, conta ele.
Brendan criou um vocabulário específico para tratar o assunto. Ele se refere ao vagão como “teatro do conflito” e à hora do rush como “situação de combate”.
Quanto aos passageiros, ele fala em três tipos: os “aspirantes” (os que querem sentar), os “civis” (os que não pretendem conseguir lugar) e os “ocupantes” (os que já estão sentados).
Segundo Brendan, ficar no corredor central – longe da parte sem assentos – e desenvolver uma percepção camaleônica de 360º é fundamental para ser bem-sucedido no “jogo da aquisição de assento”.
Ele aconselha que todos os passageiros conheçam seus inimigos no momento do embarque. Outra regra básica é não ficar perto de grávidas ou doentes, “a menos que o subsolo tenha apagado completamente seu senso ético”.
Primeira dica: “Quando você entra no trem, a tendência é olhar ou se dirigir para a parte de separação entre dois vagões. Não! As chances de vitória são remotas. Lá é um pântano. Como Napoleão na Rússia, sua campanha vai chegar à derrota, ao fim prolongado, se você se arriscar por aí”.
Ele aconselha os passageiros a permanecerem no corredor central, o “vale fértil do vagão”, onde está a maior parte dos assentos. No entanto, “é fundamental que os aspirantes ajam como se não quisessem sentar”.
O terceiro passo é escolher um bom lugar para se camuflar sem parecer muito entusiasmado. Nunca é uma boa ideia pairar sobre quem acabou de se sentar, mas sim tentar adivinhar para onde os outros se encaminharão.
Outra dica é manter a sagacidade e não olhar os “ocupantes” fixamente quando eles demonstram sinais de que estão prestes a se levantar. “Não se engane com os que colocam um livro dentro da mochila. Eles não estão saindo, estão apenas te confundindo”.
Desenvolver uma percepção camaleônica de 360º e olhar para as fileiras de trás é mais importante do que se concentrar nas mesmas três ou quatro pessoas que estão à sua frente.
No caso de dois “aspirantes” terem a mesma probabilidade de se tornarem “ocupantes”, o ideal é sempre se mover de maneira “orbital”, aquele tipo de deslocamento que as pessoas fazem em lugares cheios: colocando-se entre o assento e seu inimigo.
“Faça do jeito certo e você vai conseguir, sem esforço, se sentar parecendo uma pessoa educada e prestativa – e não a maquinadora e calculista que no fundo é”.

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