O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/09/15

ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 08:06

“O problema não é você, sou eu”; “Eu não te mereço” ou “Estou confuso” são as frases clássicas usadas por quem quer sair pela tangente. Criatividade zero.
Mas dá para ser criativo numa hora dramática dessas?
Para os que acham que não, os chineses apresentam a novidade: a terceirização do fora.
O eBay deles, o “Taobao”, traz anúncios de 26 agências especializadas em terminar relacionamentos. A notícia é do jornal “Shenzhen News”.
Além de dar a má notícia – através de telefonemas, mensagens, emails ou pessoalmente –, os agentes providenciam agradinhos para os abandonados. O “presente da liberdade” custa entre 15 e 30 dólares.
Alguns profissionais cobram algumas centenas de yuans pelo pacote do toco. Outros levam em conta o tempo gasto para completar a tarefa, incluem gastos com transporte e outras despesas.
Segundo eles, o presente é necessário para acalmar as mais chorosas. O dinheiro pode ser gasto também com despesas médicas, “no caso de o namorado ser musculoso e partir para cima do mensageiro”, diz a matéria.
Um desses empresários, Tu Weiming, de 25 anos, diz que teve a ideia de abrir uma agência de “desmatrimônio” após assistir a um filme coreano chamado “Sad Movie” (“Filme Triste”).
Tu relembra o caso mais estranho: ele foi contratado pelo namorado para dar a notícia à garota, mas quando a encontrou, ela deu a Tu cerca de 78 dólares e disse: “Sou eu quem quero terminar isso, não ele”.
Tu pegou a grana de ambos e terminou com os dois.
O trabalho de agente é um bico. Na verdade, Tu é vendedor de roupas.
Apesar de mercenários, os agentes têm alguns critérios para rejeitar um caso: se ele envolve calúnia ou comportamento criminoso, se um dos clientes é menor, se um dos envolvidos é muito frágil ou se o casal já está em processo de divórcio e está disputando a custódia de filhos.
Não estranha a picaretagem do serviço. Difícil é acreditar que exista quem esteja disposto a pagar para isso. Com tanta gente na China, basta dizer que vai ali na esquina comprar um cigarro e tomar chá de sumiço.
Depois dessa novidade, as quatro grandes invenções da China antiga – o papel, a impressão, a pólvora e a bússola – encontram uso alternativo: o papel e a impressão para divulgarem a boa nova, a pólvora para explodir de vez o relacionamento e a bússola para ajudar o ex-casal a encontrar o rumo de casa.

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1 Comentário »

  1. E qual o uso alternativo para a invenção mais “Made in China”, que é o comunismo de mercado? :-)

    Comentário por Ricardo Rezende — 2011/09/15 @ 22:59


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