O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/09/14

A COISA TÁ RUSSA

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:11

O livro “Made In Russia: Unsung Icons of Soviet Design” (“Feito na Rússia: Ícones Não-Reconhecidos do Design Soviético”, ao pé da letra) é uma delícia.
Lançado em abril e não publicado no Brasil, reúne 50 “obras-primas” de design industrial “que pertencem predominantemente a uma fase de ‘socialismo avançado’, quando o povo soviético não estava sendo alvejado por bolcheviques e nazistas e podia relaxar um pouco”, diz o blog “Very Short List”.
As 50 invenções selecionadas vão desde objetos simples, como jogos, rádios, bolsas e máquinas fotográficas – como a LOMO, a nova modinha entre o povo “moderno” –, até personagens como o ursinho Misha – mascote das Olimpíadas de Moscou – as máquinas que disponibilizavam gratuitamente água da torneira com gás, o “vertushka” – um telefone que só recebia chamadas –, o “collapsible communal drinking cup” – aquele copo retrátil –, e o “banki” – ventosa de vidro usada em massagens.
Há até um capítulo dedicado ao satélite “Sputnik”. Nele, o autor cita uma definição da embaixadora americana Claire Booth Luce, que chamou o satélite de “uma framboesa intercontinental do espaço sideral que surge numa década em que a pretensão americana era de que o ‘american way of life’ fosse uma garantia em moldura dourada da superioridade nacional”.
Editado pelo jornalista Michael Idov, os textos que ilustram cada capítulo são contextualizados por quatro jornalistas e artistas russos: Boris Kachka, Vitaly Komar, Gary Shteyngart e Lara Vapnyar. Numa reportagem sobre o livro, o “The Washington Post” descreve o resultado como um pouco caótico, “mas embalado com força emocional”.
Segundo Michael, a ideia era de que a obra fosse um antídoto à nostalgia. Por isso os ensaios têm doses de humor e ironia.
Segundo o blog “Very Short List”, “o design soviético foi influenciado de uma certa forma pelo nascente Construtivismo Soviético, pela corrida espacial, pelo design ocidental e, principalmente, por limitações econômicas. “Era um grande e bem-armado país, mas não rico”.

P.S.: Esse joão-bobo russo aí em cima chama-se “nevalashka” e é tido como um símbolo da perseverança. Ao lado, os “vertushka”

Conheçam alguns dos objetos abordados no livro AQUI

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1 Comentário »

  1. Sou fã da engenharia russa: os caras conseguem fazer equipamentos muito robustos e confiáveis, apesar de pecarem na eficiência e no design (ao menos para padrões ocidentais).
    Particularmente na aviação isto é típico: Ilyushin, MiG, Yakolev e Tupolev são empresas que conseguiram muitas conquistas tecnológicas nas décadas de 60 e 70. Uma pena que ficaram para trás… Mesmo com os Sukhois atuais (ótimas máquinas!), os russos perderam o incentivo para a pesquisa após a queda do comunismo. Hoje boa parte da riqueza vai para a corrupção mesmo… Qualquer semelhança conosco é mera coincidência!

    Comentário por Ricardo Rezende — 2011/09/14 @ 23:23


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