O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/08/30

CARA-CRACHÁ

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 08:56

Na semana passada vimos que o “capital erótico” faz toda a diferença no mercado de trabalho. A junção de beleza; atratividade sexual; “habilidades” sociais como graça, charme e flerte; vivacidade – uma mistura de boa forma física, energia e senso de humor –; apresentação social; e a sexualidade em si resulta num salário 15% maior.
E quem não é bonito ou tem um pouquinho do tal “capital erótico”, como é que fica?
“Como remediar essa injustiça?” Pergunta-se Daniel S. Hamermesh, professor de Economia da Universidade do Texas, num artigo publicado no jornal “The New York Times”.
“Com todas as benesses da beleza, você deve pensar que mais pessoas estejam recorrendo a cirurgias plásticas ou fazendo transformações para melhorar a aparência. Muitos de nós fazem todas essas coisas, o que implica em pouca diferença. Todos esses gastos talvez nos façam nos sentirmos melhor, mas não nos ajudam a conseguir um emprego melhor ou sermos mais desejáveis pelo parceiro”, diz ele.
Segundo Daniel, uma solução mais radical precisa ser tomada: “por que não oferecer proteção legal aos feios, como fazemos com minorias raciais, étnicas, religiosas, mulheres ou pessoas deficientes?. A feiura poderia ser protegida de uma forma geral nos Estados Unidos – com uma pequena extensão para americanos com invalidez. Às pessoas feias deveria ser permitido buscar ajuda em comissões que lutam contra a discriminação. Poderíamos até ter uma ação afirmativa para feios”.
Daniel explica que a mecânica dessa legislação não seria tão complicada como parece.
“Você pode argumentar que as pessoas não podem ser classificadas de acordo com sua aparência – a beleza está nos olhos de quem vê. Esse aforismo é correto num sentido: se perguntarmos, num grupo, quem é o mais bonito, talvez tenhamos respostas diferentes. Mas se o desafio for diferenciar os mais atraentes, os resultados serão similares. Um que você considerar feio também será visto da mesma forma por mais alguém”.
De acordo com Daniel, podemos facilmente chegar a um acordo no quesito feiura, mas as dificuldades em separar quem está qualificado para receber proteção legal são um pouco maiores.
“A feiura não é uma característica que a pessoa escolhe ter. Os que separarmos para serem protegidos talvez nem a admitam. No entanto, a possibilidade de obter pagamento extra e outros incentivos financeiros serão grandes incentivos”.
Leis antidiscriminatórias são custosas e poucas pessoas que as demandam podem pagá-la, mas alguns advogados podem organizar grupos para dividir os custos, da mesma forma que é feito nos casos de discriminação racial e outras leis.
É bom que Tiriricas e outros nobres deputados brasileiros nunca tenham conhecimento dessa possibilidade. Já pensaram se a moda pega?

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1 Comentário »

  1. Ué??? Em Sampa já temos o dia do orgulho hétero. Por que não uma passeata ou homenagens do tipo “feios, sujos e malvados”? Fat’s free? Leis especiais para proteção a torcedores do Juventus (da Móoca)?

    Esse Daniel devia naturalizar-se brasileiro…

    Bjão,

    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2011/08/30 @ 11:33


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