O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/08/21

O DONO DO MUNDO

Filed under: Folheando — trezende @ 10:03

Raramente um diretor de Recursos Humanos ou o dono de uma empresa admite que a aparência – principalmente para a mulher – é fundamental na conquista de uma vaga. O Brasil é exceção.
Reza a hipocrisia que boa formação cultural e acadêmica, domínio de idiomas e experiência profissional são os itens que mais pesam no momento da seleção.
Foi preciso aparecer uma socióloga provando por A + B – ou no caso por meio de extensas pesquisas acadêmicas – que um “tchan” a mais faz diferença sim.
Esse “tchan” é o que Catherine Hakim define como “capital erótico” no livro “Honey Money: The Power of Erotic Capital”, que será lançado em setembro na Inglaterra.
Catherine – socióloga da Escola de Economia de Londres – diz que o “capital erótico” não se resume à aparência. Segundo ela, tanto homens quanto mulheres têm essa qualidade (ou possibilidade), que pode ser dividida em seis categorias: beleza; atratividade sexual; “habilidades” sociais como graça, charme e flerte; vivacidade (uma mistura de boa forma física, energia e senso de humor); apresentação social; e a sexualidade em si.
O tema não é novo. O livro é a versão expandida de um artigo que Catherine escreveu no ano passado para a revista “Prospect” e que rendeu bastante assunto para a imprensa.
O escritor Will Self – que publicou uma resenha do livro no jornal “The Guardian” desta semana – conta que o título é uma expressão usada por prostitutas de Jacarta: “No money, no honey”.
Para Catherine, o “capital erótico” está sendo cada vez mais valorizado na sociedade atual – individualista e sexualizada.
Apesar de as mulheres terem mais condições de desenvolvê-lo e explorá-lo, o sexo nunca foi encorajado por causa do patriarcalismo. “Ideologias patriarcais banalizaram sistematicamente o capital erótico feminino a ponto de desencorajá-las – para prejuízo dos homens”, diz Catherine.
Neste ponto ela introduz o conceito de “déficit do sexo masculino”: como os homens são mais entusiasmados para o sexo do que as mulheres, isso as torna controladoras de um “ativo” cada vez mais valioso. Resultado: os homens farão de tudo para conseguí-lo – mesmo que a mulher não invista em seu “capital erótico”.
Mais polêmica ainda é a visão de Catherine em relação aos gordos. “A obesidade não traz nenhum benefício e ainda destroi o capital erótico”, diz ela.
Mas por que essa “moeda” é tão importante? Porque pessoas com maior “capital erótico” são mais persuasivas, quase sempre vistas como mais competentes e o principal: ganham, em média, 15% mais.
É o dinheiro, estúpido!

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1 Comentário »

  1. Qual seria o “capital erótico” da Dilma? Ela pode não ser tão persuasiva (a não ser que ofereça cargos), mas é vista como competente pela maioria (ganhou a eleição) e tem um salário melhor que a média nacional do sexo feminino…

    Comentário por Ricardo Rezende — 2011/08/21 @ 21:12


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