O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/08/17

JUSTA CAUSA

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:47

O título original é “Horrible Bosses” (“Chefes Terríveis”), mas no Brasil foi traduzido para “Quero Matar Meu Chefe”.
Nem era preciso que produtores e distribuidores quebrassem a cabeça em busca de um título-chamariz como esse. Porque, por enquanto, “Quero Matar Meu Chefe” é a maior bilheteria de comédia nos Estados Unidos do ano.
A explicação para o sucesso pode ser desmembrada em pelo menos duas partes. Metade pode ser creditada ao elenco: Jennifer Aniston, Kevin Spacey, Jason Bateman (que trabalhou com Aniston em “Coincidências do Amor”), Jason Sudeikis (ex-“Saturday Night Live”), Charlie Day (de “Amor À Distância”), Collin Farrell (escondido sob uma peruca de careca) e Jamie Foxx (para sempre Ray Charles).
A outra porção é o fato de “Quero Matar Meu Chefe” ter recebido o rótulo “R” de censura (menores de 17 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis), o que sabidamente desperta curiosidade.
Apesar de o filme ter sido bem-recebido tanto pelo público quanto pela crítica, não é nada além de um genérico de “Se Beber Não Case” – enquanto este, com um elenco desconhecido e orçamento limitado, narrava de forma altamente original o day after de uma despedida de solteiro, “Quero Matar Meu Chefe” é um poço de previsibilidade.
Nele, três amigos babacas que sofrem nas mãos de seus respectivos patrões, chegam à conclusão de que o melhor seja assassiná-los.
Em primeiro lugar, em nenhum momento apostamos que o trio será capaz de levar o plano adiante. Também não nos importunam a gritaria e as piadas politicamente incorretas, sujas ou juvenis. O que incomoda em “Quero Matar Meu Chefe” são os artifícios usados pelos roteiristas, que não surpreendem em nada quem tem um mínimo de quilometragem em salas de cinema.
Quando o personagem de Charlie Day pega um pote cheio de cocaína com a ponta dos dedos é impossível não se lembrar da cena das cinzas de “Entrando Numa Fria”. Claro que o pó será derrramado e ele ficará doidão.
Opa, um gravador na jogada? Claro que ele vai registrar cenas-chave.
Mesmo careteiro e de fala afetada, Charlie Day é o responsável pelos poucos melhores momentos do filme.
#Ficaadica

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1 Comentário »

  1. Pois eu me diverti com esse filme. Pode ser genérico de “Se beber não case”, mas é bem melhor do que “Se beber não case 2”, esse sim genérico e bem apelativo e escatológico.
    Fui ver “Vejo você no próximo verão” com Phlip Seymour Hoffman e achei um tédio só. De vez em quando um previsível como “Quero matar meu chefe” é só o que a gente precisa! :-)))

    Comentário por Sandra — 2011/08/20 @ 18:08


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