O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/07/17

MENINO DO RIO

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 11:46

Tatuagem é como roupa. Veste-se.
Assim como é necessária uma dose de bom gosto no momento da escolha da peça – ou do desenho –, é fundamental ter bom senso em dobro para perceber o que combina – ou não – com o seu tipo físico e personalidade.
Há pessoas de quadris largos e baixinhas que simplesmente não podem usar uma saia balonê, assim como há aquelas que não seguram um dragão nas costas ou uma caveira no abdômen.
Um artigo curioso publicado na seção “City Critic” (“Crítica da Cidade”) do “The New York Times” estabelece algumas regras de etiqueta tanto para os usuários quanto para os admiradores das tattoos.
No início, o autor Neil Genzlinger faz uma série de perguntas: se uma pessoa tatuada está na sua frente no corredor do metrô você deve ou não olhar para ela e sua tatuagem? Ou para ambas? Se você tem uma mulher pelada tatuada no bíceps, deve escondê-la se um menor de 17 anos – sem a companhia de um adulto ou responsável – passar por você? Se alguém pede a um tatuador que ele escreva uma frase sucinta, mas com erro, o tatuador deve corrigir a gramática?
Para responder às dúvidas e elaborar um “código de ética” para o uso das tattoos, o autor passou algumas horas no estúdio de Ami James acompanhado de dois conhecidos tatuados: Suzanne O’Connor, uma colega do “The New York Times”, e o ator Gregg Mozgala.
Ami James se tornou conhecido graças ao reality show “Miami Ink”. O programa – que já foi exibido no Brasil pelo “People and Arts” – é um reality show que mostra o processo de trabalho dos tatuadores desde que ouvem a ideia dos clientes até o resultado final.
Ami James – que aprendeu todos os macetes por baixo dos panos, antes de a tatuagem ser legalizada em Nova York em 1997 – “deu algumas opiniões surpreendentes para quem tem o corpo tomado por desenhos e vive disso”, diz o artigo. Segundo James, “nem todo mundo precisa de uma tatuagem”.
James conta ao jornalista que hoje a lista de tattoos que ele não faria em seus clientes seria extensa – “apesar de já tê-las realizado quando era desconhecido e faminto”.
Uma delas é a que ele define como “job stoppers”: qualquer desenho nas mãos ou acima do pescoço que não seja possível de ser escondido numa entrevista de emprego. Ele também não tatua mais menores – mesmo com o consentimento dos pais – e desenhos com conotação negativa como a suástica. “Se você escreve ‘orgulho branco’ em alguém você é parte disso”, conta James.
“Também não espere entrar no estúdio do tatuador pedindo para ele tomar qualquer decisão por você”, continua o artigo. “Algumas pessoas entram e dizem ‘O que devo fazer?’. E eu digo: ‘Nada’”.
Sobre as diferenças entre o tipo de pele dos habitantes de Miami e Nova York, James fala que em Nova York as peles sofrem menos com o Sol, o que torna o trabalho mais fácil.
O jornalista quer saber quem está se tatuando mais hoje em dia. E a resposta de James: “Tenho tatuado mais donas de casa do que qualquer coisa”. Em que parte do corpo? “Nas costelas”.
Sobre as perguntas do início do artigo, James diz que é aceitável olhar discretamente para as tatuagens de estranhos. É aceitável ainda perguntar sobre os desenhos de pessoas que você não conhece – especialmente se você também tem um. “É a nova maneira de se começar uma conversa”, diz o ator Gregg Mozgala.
Segundo ele, três razões fazem que a tatuagem seja melhor começo de conversa do que cães: “não precisam ser levadas para passear, não precisam ser alimentadas e não estragam seus móveis”.
Sobre a etiqueta para os portadores de tattoos, James fala que “já que estabelecemos que é aceitável que estranhos olhem para a sua tattoo, a cortesia requer que você a mostre por inteiro. Se você tem, por exemplo, um rabinho visível na barriga e o restante da criatura localizada mais ao sul, vista-a ou não. Tudo depende da ocasião”.
Essa aí em cima, por exemplo, só se justifica numa aula de Geografia.

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2 Comentários »

  1. Gosto é gosto e respeito isso. Não gosto de tatuagem e, digo mais, dependendo do local em que ela for cravada é até broxante. Tatuagem em pessoas idosos, então, acho ridículo. Mulher com tatuagem no bumbum …. ih – muito feio. Mas, repito, respeito o gosto de cada um. Quando ao questionamento, acho que todos olham para a pessoa e para a tatugem, nem que seja aquela olhadinha rápida. Valeu, abração.

    Comentário por Ródrio — 2011/07/17 @ 13:27

  2. Na foto acima, onde mesmo está localizado o fi-o-fó do mundo? :-)

    Comentário por Ricardo Rezende — 2011/07/17 @ 16:36


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