O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/06/05

ABRINDO AS CORTINAS

Filed under: Diário de bordo — trezende @ 10:36

Duas dicas preciosas para fugir do roteiro turístico tradicional de Buenos Aires é a livraria “El Ateneo” e o Museu Evita.
Na contramão do ambiente “high tech” da Fnac, da “Apple Store” ou de outras lojas do gênero, a “El Ateneo” chama a atenção porque dá ao visitante a oportunidade de revisitar o passado.
Basta dar uma pausa na movimentada avenida Santa Fé para admirar um local que já serviu de palco para outros tipos de artistas – além dos escritores que hoje repousam nas prateleiras dali. É como entrar num túnel do tempo.
Isso porque o lugar foi inaugurado em 1919 como “Teatro Gran Splendid”. Em 2000 o teatro foi comprado, reformado e transformado em livraria pelo Grupo Ilhsa – que tem mais de 40 lojas em Buenos Aires.
As estruturas do palco e dos balcões foram completamente mantidas, mas no lugar das poltronas dos espectadores, prateleiras lotadas de livros. O palco virou um charmoso café que de vez em quando abriga a apresentação de um pianista. No subsolo, a seção infantil. Os afrescos no teto são de artistas italianos.
A “El Ateneo” é a livraria mais conhecida e bonita da cidade. Em 2008, o jornal britânico “The Guardian” a colocou na lista das 10 melhores do mundo. Linda mesmo.
Já o Museu Evita conta um pouco da relação de amor entre os argentinos e sua matriarca, Eva Perón.
Na primeira sala, um filmete sobre o velório de Evita – que durou 14 dias – desperta ainda mais a curiosidade de conhecer esse fenômeno e incita questionamentos. Será que se a primeira-dama não tivesse morrido tão jovem – aos 33 anos – seria tão venerada? Até que ponto seu talento como atriz foi importante para entender a linguagem do povão?
Evita nasceu em Los Toldos, província de Buenos Aires. Após a morte do pai, ela se muda com a mãe e os quatro irmãos para a capital e durante quase dez anos – de 1934 e 1945 – se dedica à carreira artística trabalhando em rádio, cinema e TV.
O museu é bem “oficialesco”. Louva as realizações de Evita na área social, expõe alguns de objetos pessoais e nada fala sobre a relacionamento entre ela e Domingos Perón. Como se conheceram? Como se apaixonaram? Fofoca zero. Nossa porção Nelson Rubens sai meio frustrada.
O prédio – instalado atrás do Jardim Botânico – funcionou desde 1948 como sede “Fundação de Ajuda Social María Eva Duarte de Perón”. Em 2002 virou museu.
Talvez o melhor do local seja mesmo o restaurante. Agradabilíssimo.

E assim terminamos a nossa saga argentina. Até o próximo diário de bordo!

Vejam algumas fotos AQUI

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2 Comentários »

  1. Valeu pelo tour, muito bonito.

    Comentário por Juventino — 2011/06/05 @ 18:01

  2. Oi, Tati! Há quase um mês estive em Buenos Aires, mas a trabalho. então não tive muito tempo de passear e aproveitar a cidade. Mas tive uma sorte danada: fiquei hospedada num hotel na Av. Callao com Santa Fé e tive o prazer de visitar a e conhecer a livraria “El Atheneo”. Fiquei encantada e no dia em que fiz uma gostosa refeição no Café do palco, não tinha piano, tinha uma “sanfoninha” daquelas de tango. Achei lindo, um clima único, em meio aos livros e um ambiente requintado e totalmente artístico. ADOREI suas impressões. E minha óbvia constatação: preciso voltar ao ambiente portenho de férias! Bjão.

    Comentário por Vaninha — 2011/06/07 @ 11:03


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