O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/05/21

PARA MALUF, COM CARINHO

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:15

Se o seu filho mente aos 3 anos de idade, fique satisfeito. Se ele mente aos 7, coloque as barbas de molho, mas não o repreenda. No entanto, se entre os 8 e os 9 anos ele continua a faltar com a verdade, leve-o ao psicólogo antes que o comportamento vire uma compulsão difícil de ser tratada futuramente.
A mentira é o que nos torna humanos, diz o livro “Born Liars: Why We Can’t Live Without Deceit” (“Nascidos Mentirosos: Por que Não Podemos Viver Sem Mentir”), de Ian Leslie, que deve ser lançado na próxima semana.
Segundo ele, todo ser humano já nasce mentiroso. Mas mentir é mais complicado do que parece. Petizes que sabem contar boas lorotas serão capazes de reconhecer a verdade mais facilmente.
Entre 2 e 4 anos de idade a mentira é usada para evitar punições e castigos. As crianças muito pequenas não sabem enganar os outros muito bem, mas o cenário começa a mudar a partir dos 4 anos, quando elas adquirem a prática e a habilidade.
Afinal, diz Leslie, a mentira é boa para a imaginação e leva à evolução. Uma lorota inteligente faz entrar em ação a teoria de Darwin: o que conta a melhor sobrevive.
Não são apenas os humanos que omitem a verdade. Até Deus precisou contar mentiras. No Gênesis, ele diz a Adão e Eva que eles morreriam se comessem o fruto proibido. Ninguém morreu. E aqui ficamos os descendentes para contar a história.
Ainda segundo o livro, sem mentiras nós podemos adoecer, entrar em depressão ou enlouquecermos em contato com a realidade. E cita novamente a Bíblia: “Todos os homens são mentirosos” – Salmo 116:11.
Assim como aprender a mentir, identificar um mentiroso não é tarefa fácil. Isso porque o trapaceiro geralmente é atencioso, fluente e não tem problemas em manter contato olho no olho.
A maneira mais simples de identificá-lo é tentar analisar o rosto demoradamente – “como num filme em ‘slow motion’” – e pedir para ele contar o ocorrido nos mínimos detalhes até chegar a um ponto em que ele não possa controlar a história. Ou pedir que ele retome certas partes do relato sem cair em contradição.
A teoria é boa, mas se fosse fácil reconhecer um picareta não existiriam os advogados de defesa, os psicólogos, nunca conheceríamos a história do Pinóquio e Maluf jamais teria virado uma lenda.

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5 Comentários »

  1. Minha querida Tati, a mentira é uma arma poderosa, devemos ter cuidado para não dar um tiro no pé. Já o dr Maluf é um exímio atirador.

    forte abraço do leitor,

    c@urosa

    Comentário por Carlos Augusto Rosa da Conceição — 2011/05/21 @ 09:41

  2. O bom de falar a verdade é que a gente não precisa se lembrar de nada depois. Não mentir simplifica tanto a vida… Simples e sábio.

    Beijocas!

    Comentário por Selma Barcellos — 2011/05/21 @ 17:37

  3. Mentiroso,ardiloso e cara de pau são os pretendentes a legalização da ” maconha “.

    Comentário por Juventino — 2011/05/21 @ 17:56

  4. Se for para a fellicidade geral e não causar nenhum mal digo a todos que minto. rsrs.

    Gostei demais dessa resenha. Vou querer ler esse livro. abraços. Paz e bem.

    Comentário por josé cláudio - Cacá — 2011/05/21 @ 19:11

  5. Gostei do texto e adorei o titulo!! Maluf= mestre rsrrsrs

    Comentário por picida ribeiro — 2011/05/23 @ 15:27


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