O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/05/19

BURACO NEGRO

Arquivado em: Mentes brilhantes — trezende @ 09:21

A crença de que o céu ou algo além da vida nos espera é história pra boi dormir inventada para pessoas que têm medo da morte.
Estranharíamos se a opinião viesse de um padre, claro. Mas ela pertence a alguém que também dedicou a vida a um único propósito: à Ciência. Trata-se de Stephen Hawking, considerado o mais brilhante cosmonauta e físico desde Albert Einstein.
Segundo Hawking, nada acontece a partir do momento que o cérebro cintila pela última vez.
Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, ele fala sobre suas noções de vida e morte numa entrevista ao jornal “The Guardian” desta semana.
A expectativa dos médicos que identificaram a doença – rara e incurável, que degenera os músculos do corpo – era de que os sintomas progredissem e o levassem à morte em poucos anos. Hoje, aos 69, ele diz que isso o fez curtir a vida ainda mais.
“Vivi com uma perspectiva de uma morte precoce pelos últimos 49 anos. Não tenho medo da morte, mas também não tenho pressa para ir. Tenho tanta coisa para fazer antes…”, diz ele. E completa: “Vejo o cérebro como um computador que para de funcionar quando seus componentes falham. Não há paraíso ou vida após a morte para computadores que dão pau”.
Sua visão sobre o assunto vai além da exposta em seu livro mais recente, “The Grand Design”, no qual ele afirma que não há necessidade de recorrer a um Criador para explicar a existência do universo.
A obra provocou a indignação de vários líderes religiosos, que o acusaram de cometer uma “falácia elementar”.
Depois do best seller de 1988 – “Uma Breve História do Tempo”, que vendeu mais de 9 milhões de exemplares – Hawking chegou ao estrelato e até foi uma das personagens do desenho “The Simpsons”.
Quando perguntado sobre qual a importância de sabermos por que estamos aqui, ele explica: “O universo é governado pela Ciência. Mas a Ciência diz que não podemos resolver as equações no mundo abstrato. Precisamos usar uma teoria tão eficaz como a da seleção natural de Darwin para explicar por que algumas sociedades provavelmente sobreviverão”.
“Estamos aqui”, diz o “The Guardian. “O que devemos fazer?”
E Hawking responde: “Temos de buscar o maior valor para as nossas ações”.

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