O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/05/07

COLCHA DE RETALHOS

Arquivado em: Folheando — trezende @ 07:43

O assunto de hoje é para quem gosta de se sentar na janelinha.
Trata-se do livro “Window Seat: Reading the Landscape from the Air” (“Assento na Janela: Lendo a Paisagem do Ar”), disponível nas versões americana e europeia.
Lançada em 2004, a obra é do jornalista Gregory Dicum, especializado em temas como Gastronomia, Turismo e Meio Ambiente e colaborador de diversas publicações, como o “The New York Times” e o “San Francisco Chronicle”.
Na primeira versão, o autor divide os Estados Unidos e o Canadá em regiões e descreve acidentes geográficos, formações aquáticas e transformações feitas por humanos em áreas nativas. Ele também explica de que maneira as formações geográficas tiveram peso na atividade humana e até como a cultura e a História modificaram a paisagem.
Além disso, Gregory responde a dúvidas comuns, como por que algumas áreas são organizadas em quadrados e outras em círculos, dá dicas sobre como identificar paisagens famosas – como o Grand Canyon e a DisneyWorld – e outras nem tão conhecidas, como prisões, minas e rodovias interestaduais.
As 70 fotografias aéreas foram feitas a partir de 35 mil pés (cerca de 10.500 metros de altura) e mostram as principais rotas aéreas da América do Norte.
No capítulo do Texas, por exemplo, o autor ensina a identificar poços de óleo, a fronteira com o México e as cidades fundadas por alemães.
Mas quem compraria um livro desses? Basicamente pessoas que viajam com frequência, apaixonados ou estudiosos da Geografia. No entanto, a melhor resposta sobre o perfil do leitor está na seção de resenhas do site “Amazon”.
Um deles diz: “Sim, eu sou um daqueles chatos que em voos transcontinentais ouve o seguinte pedido da aeromoça: ‘O senhor pode fechar a persiana?’. Como disse um colega meu, também  louco para se sentar na janelinha, ‘Você tá brincando? A vista do Grand Canyon vale esse tipo de transtorno e o custo do voo”.
Outro escreve que não se trata de um livro técnico e é perfeito para adolescentes inteligentes – “a menos que você saiba identificar blocos e montanhas de gelo, lagos formados por degelos e consiga explicar como 100 mil anos de ação glacial formaram as lindas paisagens que vemos do alto”.
“Já que os salgadinhos, as bebidas grátis e os filmes nos foram retirados, olhar pela janela é a melhor diversão dentro de um avião”, acredita outro leitor.
Os que ficaram desapontados com o livro criticam o fato de que as fotografias de satélite, além de pequenas, não terem semelhança com o que, de fato, é visto da janela.
Há cerca de três anos Gregory Dicum esteve no Brasil para realizar pesquisas para o livro “The Coffee Book”. Num artigo para o “The New York Times” sobre o Rio de Janeiro ele escreveu que os botequins são “instituições de bairro” que funcionam como café, balcão para almoço e bistrô. “O cafezinho é a alma do botequim, e o botequim é uma ligação direta com a era de ouro do Rio”, diz o jornalista, que também cita a Confeitaria Colombo como exemplo desse período dourado.

Quem se interessou pelo livro pode comprá-lo AQUI

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