O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/05/04

O DIA INTEIRO A TRAÇA PASSA

Arquivado em: Folheando — trezende @ 10:02

Dizem que no caso de um desastre nuclear somente as baratas sobreviveriam.
A discussão é tão controversa quanto o poder afrodisíaco que certos insetos teriam. Certeza mesmo é de que as baratas estão na face da Terra há 350 milhões de anos – para nossa sorte, apenas 5% delas têm potencial para interagir conosco. E outro dado importante: sim, elas podem entrar pelos nossos ouvidos.
As informações fazem parte do livro “Wicked Bugs: The Louse That Conquered Napoleon’s Army & Other Diabolical Insects” (“Insetos Terríveis: O Piolho que Dominou o Exército de Napoleão e Outros Insetos Diabólicos”), de Amy Stewart.
Das pulgas dos morcegos até as mosquinhas da banana, a autora detalha os mais infecciosos e terríveis insetos do planeta.
Segundo Amy, na escala humana de catástrofes, um único mosquito foi o responsável pelos maiores horrores da História. “Matou mais gente através da malária do que todos os outros insetos juntos”.
Entre curiosidades bem pontuais – como uma traça que devorou praticamente todo o arquivo de cartas de Albert Einstein na Biblioteca da Universidade Nacional de Israel – Amy traz informações que nos fazem coçar as canelas.
O Japão é o lar do maior inseto do mundo – e o que causa mais dor: a vespa. Com uma envergadura de mais de três polegadas, a vespa asiática pode até ser confundida com um pássaro pequeno. Apesar de aparentemente inocente, sua picada pode ser fatal, já que ela injeta na vítima uma neurotoxina mortal.
No entanto, a vespa é muito mais ameaçadora para os demais insetos do que para o ser humano. Além de aprisionar o louva-a-deus, ela rouba o mel das abelhas.
O mais curioso é como as abelhas se defendem. Elas atraem a vespa para dentro da colmeia e começam a voar ao redor dela em velocidade rápida até elevarem sua temperatura a 116º F (cerca de 46º C) – o suficiente para matar a vespa, mas não as outras abelhas.
Já as pulgas trazidas pelos morcegos – parasitas que são parentes próximos dos percevejos – têm um violento e estranho ritual de acasalamento.
Os machos apunhalam repetidamente o abdômen das fêmeas para tentar depositar seu esperma diretamente na corrente sanguínea delas.
“Obviamente elas não gostam muito. Quando há colônias isoladas dessas pulgas em laboratório elas acabam se matando”, explica Amy.
Para se protegerem, as fêmeas desenvolveram um falso órgão sexual no abdômen e assim evitam as agressões. “Isso funcionou, mas os cientistas descobriram que os machos também procuram outros machos. Então eles também desenvolveram seus falsos órgãos sexuais. Há uma estranha mudança de gênero no mundo das pulgas de morcego. E, pelo visto, ainda não chegou a um fim”, diz Amy.
Já uma outra espécie de vespa – conhecida como “Jewel Wasp” – é um terror na vida das baratas.
Basta uma ferroada para que a barata faça tudo o que sua mestra mandar. Com a picada, a vespa injeta o veneno no cérebro da barata, que fica completamente dócil e parasalizada.
Depois que a vítima está sob controle, a vespa a leva para um lugar mais reservado, onde pode tranquilamente depositar seus ovos dentro da barriga da barata – não sem antes comer todos os seus órgãos internos.

Aviso aos navegantes: a mosca espanhola tem reputação de afrodisíaca, mas a verdade é que se consumida por homens pode causar inflamação urinária e levar ao priapismo – estado de alerta permanente do amigão.

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