O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/05/01

DE COADJUVANTE À PROTAGONISTA

Filed under: Matutando — trezende @ 09:15

Quase tudo já foi dito sobre o enlace de Kate Middleton e William.
Goste-se ou não da pompa da monarquia britânica, foi impossível fugir da circunstância nestes últimos dias.
Os que sonham com os contos de fada tiveram sua overdose e agora repousam alegremente no aconchego de seus lares.
Já os que creem que sapo nunca vira príncipe e repetem que se casamento fosse bom não precisaria de testemunha, pelo menos puderam brincar de “Onde está Mr. Bean?”.
Antes, durante e depois do evento especialistas e cri-críticos de todas as áreas analisaram o cabelo, a maquiagem, o corpo e o vestido da noiva, a decoração da igreja, cronometraram horários, maldisseram os modelitos de alguns convidados, revelaram curiosidades históricas sobre o cerimonial, criticaram a bitoquinha dos recém-casados, especularam sobre o local da lua de mel e sobre a festa privada no palácio e é possível até que tenham feito um levantamento sobre a vida pregressa do padre ou que tenham descoberto a cor da calcinha da noiva.
Os protagonistas corresponderam à altura às expectativas e tudo correu sem imprevistos. Os aviões que saudariam o casal não se chocaram no ar, Kate não escancarou os braços de forma escandalosa e nem a chuva que era aguardada pelos meteorologistas veio. Tudo saiu nos trinques e de agora em diante os pombinhos serão felizes para sempre.
Mas festa que é festa, por mais perfeita que tenha sido, leva a desdobramentos no dia seguinte. No caso da cerimônia de Kate e William as fofocas e os comentários relacionados aos atores secundários é que merecem ir para o trono.
O príncipe Harry é o exemplo perfeito. De coadjuvante da festa passou a protagonista no coração e na mente de milhares de jovens pelo mundo. Se depender das fãs que conquistou, em breve estreará um filme muito parecido ao do irmão William.
Outra atriz secundária é a garotinha mal-humorada que tampou os ouvidos na sacada do Palácio de Buckingham. Para que comentar o beijo dos noivos se havia um drama legítimo acontecendo diante dos nossos olhos?
E o que dizer de Pippa, a irmã de Kate? Um desavisado à procura do Mr. Bean poderia jurar que se tratava da noiva, tão bem trabalhada no modelito sereia estava Pippa. Não fosse pela ausência de cauda, teria roubado a cena da própria irmã.
Mas o Oscar de atriz coadjuvante vai para Sarah Ferguson, que conseguiu a proeza de virar protagonista sem nem ter sido indicada à cerimônia. O motivo de seu descarte da lista de convidados foi meter o bedelho (o pé, no caso) onde não devia.
Barrada no baile, Sarah esteve personificada não em uma, mas em duas pessoas. No caso, suas filhas, as princesas Eugenie e Beatrix, que trataram de trazer um pouco de alegria à festa solene. As garotas já mostraram que têm futuro. Puxaram a mamãe.
Mesmo quem não assistiu à transmissão do casamento viu as fotos e sabe da travessura dos chapéus. Sem abrir a boca, sentaram-se atrás de vovó, que na perspectiva virou um cervo, tamanha a quantidade de galhos que brotava de suas costas.
Houve quem comparasse à dupla de princesas às irmãs malvadas da Gata Borralheira. Mas na verdade elas interpretaram as bobas-da-corte. Até porque o chapéu elas já tinham.

Acima, membro da Guarda Real Britânica se prepara para o grande dia

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7 Comentários »

  1. Que bobas da corte que nada… As irmãzinhas foram para tocar o terror mesmo, no melhor estilo “quem mandou não convidar a mamãe?”. Conseguiram.

    Sensacional a foto!

    Beijocas dominicais!

    Comentário por Selma Barcellos — 2011/05/01 @ 10:25

  2. Ué, mas essa não é a ideia de todo bobo da corte, causar?
    Beijos!

    Comentário por trezende — 2011/05/01 @ 10:38

  3. Faço minhas as palavras da Selma.

    Comentário por picidaribeiro — 2011/05/01 @ 10:42

  4. Casamento e velório, só vou no meu!
    Bjs,
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2011/05/01 @ 11:46

  5. Bobos da corte iam para divertir a realeza, no sentido de trazer alegria…
    As figuraças foram para dar o troco mesmo, só pode. Não há outra explicação para alguém sair de casa com um encosto almofadado de cadeira antiga na cabeça.
    “Ispissionante”.

    Beijocas na minha Tati!

    Comentário por Selma Barcellos — 2011/05/01 @ 14:35

  6. Achei bonito todo o ritual embora estivesse tudo muito certinho. A coitada da princesa não podia chorar. Faz parte do ritual. O príncipe é muito bonito, parecido com a mãe, e está se despedindo dos fios capilares. Em breve ostentará um belíssimo “aeroporto de mosquito”. A Rainha (com todo respeito) e o padre pareciam duas omeletes. Aquele monte de mulheres, com aqueles chapéus esquisitíssimos, deram um show à parte. Foi, realmente, o espetáculo do ano.

    Comentário por Angela — 2011/05/02 @ 09:47

  7. Tati, estou aqui me acabando de rir desse seu post!! AMEI o humor inteligente e refinado com que tratou os coadjuvantes do casamento! Sou sua fã!!!! Mil beijos e saudades, da prima Vaninha.

    Comentário por Vaninha — 2011/05/02 @ 10:18


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