O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/04/03

SUNDAY BLOODY SUNDAY

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:22

A ideia de que as mulheres são o sexo frágil vai caindo por terra a cada dia que passa. Agora até os defuntos são assunto de mulherzinha.
Um artigo curiosíssimo do site da revista “Slate” dá conta do surgimento de uma associação funerária só para agentes do sexo feminino e do papel que as mulheres já exerceram na “história mortuária” mundial.
A associação chama-se “Funeral Divas”, está instalada na Filadélfia (EUA) e já conta com 300 associadas entre Canadá, Austrália, África do Sul e até Bermuda.
O site é bem claro ao especificar quem pode fazer parte da agremiação: “Se você não trabalha na indústria funerária você não está qualificada. Por exemplo: se é escritora em tempo integral e ocasionalmente redige obituários para colegas diretores de funerais isso não a credencia como integrante da ‘Funeral Divas’”.
Da seção “Perguntas Frequentes”:
– Sou homem. Posso me juntar à “Funeral Divas”?
R: Não.

Para muitos, associar as funções de agente funerário, coveiro e embalsamador aos homens ainda é comum. Mas o fato é que essas tarefas estão se tornando cada vez menos masculinas. Atualmente 57% das escolas americanas que preparam mão-de-obra especializada para necrotério e afins formam mulheres. Em 1970 este número era de 5%.
Entrevistas com funcionárias de funerárias apontam duas razões para o crescimento da participação feminina neste negócio mórbido.
Primeiro porque é um trabalho estável e bem-remunerado. A renda anual de um diretor de funerária é de mais de 60 mil dólares – sem contar que nunca haverá falta de cadáveres no mercado.
O segundo motivo é que elas acreditam que podem ser mais competentes do que os homens graças ao toque feminino no momento de confortar e ser paciente para ouvir familiares do defunto. “As mulheres são mais capazes de romper as barreiras físicas. As pessoas são mais disponíveis para aceitar abraço de uma mulher do que de um homem”, diz Kim Stacey, fundadora da “Funeral Divas”.
Tudo pode soar bem estranho, mas segundo a “Slate” as mulheres estão apenas retomando uma função que lhes foi retirada no passado.
Antes de 1860 cuidar dos mortos era uma tarefa feminina. Os velórios aconteciam nas casas e a percepção cultural de que as mulheres eram mais intuitivas e emotivas fizeram delas a escolha óbvia. Além disso, elas ajudavam as parteiras e sabiam que a morte era parte do processo de nascimento.
Coloquialmente, elas eram chamadas de “mulheres-mortalha”: recolhiam o corpo, o lavavam com ervas para reduzir o cheiro, o vestiam e o posicionavam para o sepultamento. Os homens se encarregavam apenas da construção do caixão e da cova.
Esse cenário muda durante a Guerra Civil americana. Com milhares de homens mortos, as famílias começaram a pedir que os corpos fossem embalsamados e despachados dos campos de batalha.
A realidade da guerra torna a iniciativa um empreendimento comercial lucrativo e as mulheres são excluídas do processo. Durante todo o século 19 não se permitia que elas participassem de qualquer tipo de comércio.
Hoje, apesar da crescente presença feminina, ainda há muito preconceito. Algumas delas relatam que precisam o tempo todo dar provas de sua capacidade. Geralmente os empregadores não põem em dúvida a capacidade de um homem de lidar com um cadáver de 135 quilos, mas desconfiam da mulher.

Leiam a matéria completa AQUI

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