O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/03/20

MUITO ALÉM DO AMENDOIM

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:05

Viajar de avião está cada vez mais dramático. Os problemas começam na compra da passagem e só terminam na esteira das bagagens – ou não, no caso de a sua mala ser desviada para a Jamaica.
Mas entre o embarque e a espera pelos pertences sobram fortes emoções dentro da aeronave. Não pelo medo do voo, mas pelo comportamento hostil e pouco educado de nossos colegas.
Estresse, cansaço, pressa, fome, ar viciado e espaço apertado contribuem para que um encare o outro com a faca nos dentes e revele seu lado monstro.
“Quem fica com o descanso de braço?”. Este é o tema de uma reportagem interessante publicada pelo “The Wall Street Journal” que responde a uma série de dúvidas sobre como agir em situações embaraçosas. O antídoto é dado por Anna Post, especialista em Etiqueta Empresarial do “Emily Post Institute”, em Vermont (EUA).
Segundo ela, a tolerância às instrusões varia, mas sempre é possível agir com delicadeza. A mais frequente das batalhas entre passageiros envolve o encosto de braço central.
Segundo Anna, não é necessário brigar por isso. O melhor é eleger um dos dois. Ou o que encontra-se à sua direita (no caso de estar na janela), o que está à esquerda (para quem instalou-se no corredor). O do meio não precisa ser seu a viagem toda.
Outro motivo de discórdia é quando seu companheiro de fileira resolve sentar com as pernas abertas. Nesse caso, o melhor procedimento é demonstrar claramente de algum jeito que você teve de se ajustar à condição dele. Irritar-se ou falar algo não é recomendável. A linguagem corporal pode dizer muito mais.
E quando dá uma vontade de ir ao banheiro, você está na janela e os outros dois passageiros da fileira estão dormindo? Em alguns casos, o simples ato de retirar o cinto de segurança já é o suficiente para acordá-los. Se não, segundo Anna, a dica é bater de leve no ombro, um lugar mais seguro do que a perna ou a mão. Mas levantar-se a cada 20 minutos não é aceitável.
Crianças impacientes, hiperativas ou indisciplinadas também fazem parte desta cena área. Tentar domar crianças alheias não é uma boa ideia, recomenda Anna. Em vez de brigar, o melhor é pedir e não tentar justificar-se. O tom com que isso é feito também conta muito.
Outra saia-justa é quando o colega ao lado traz alguma comida ou guloseima com cheiro muito forte. Não é um comportamento comum – talvez apenas os chineses sejam mestres nesse assunto –, mas muito grosseiro. Novamente não é educado dirigir palavras a ele – a menos que ele esteja produzindo sujeira para cima de você.
Mas o momento de maior tensão durante uma viagem aérea é a hora de reclinar o banco. Segundo Anna, não há nada de errado nisso e não é necessário nem pedir permissão de quem está atrás. O problema está em ser feito de maneira brusca e rápida. Aja cuidadosamente.
Se nenhuma das dicas funcionar, o jeito é dirigir-se à saída de emergência mais próxima.

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3 Comentários »

  1. Se não bastar mais um problema, vc está na última fileira, na janela, atrás de você tem uma divisória e na sua frente a poltrona está reclinada e o cara roncando. O famoso lanche me engana que eu gosto está chegando, a sua bandeja não existe e a gentil aeromoça pergunta vc vai beber o quê?

    Comentário por Juventino — 2011/03/20 @ 12:58

  2. Em relação ao braço da poltrona eu sou da opinião que o infeliz que pegou o assento do meio deve ter direito ao encosto de braço central. Já basta ter que viajar entalado entre os outros dois.
    Nos meus anos de comissária eu tinha o hábito de pedir gentilmente para os passageiros colocarem o encosto da poltrona na vertical quando estava servindo as refeições. Assim todos podiam baixar as mesinhas.
    Quanto às crianças pentelho, que algumas mães achavam que os comissários tinham que acumular a função de babá durante o voo, eu falava muito seriamente: “Olha, é melhor a senhora fazer seu filho sentar. No voo passado um menino assim do tamanho do seu abriu a cabeça ao bater em um braço de poltrona. Nossa, saiu tanto sangue que o comandante teve que solicitar ambulância na chegada do voo!” Funcionava que era uma beleza!
    Beijos.

    Comentário por lucy in the sky — 2011/03/20 @ 17:33

  3. E se nem a saída de emergência funcionar, dirija-se à business class…

    Comentário por Ricardo Rezende — 2011/03/20 @ 18:30


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