O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/02/05

GOLPE BAIXO

Filed under: Cri-crítica — trezende @ 09:41

Mark Zuckerberg tem 26 anos e é o mais jovem bilionário da história. Sua ideia, o “Facebook”, vale 25 bilhões de dólares.
Essas informações fazem parte do epílogo de “A Rede Social”, que continua causando rebuliço após meses em cartaz e que se tornou um dos favoritos ao Oscar, com oito indicações.
O fato é que se a realidade não fosse absurdamente intrigante o filme poderia ser classificado como monótono.
“A Rede Social” provoca interesse mais por narrar a rápida ascensão de um cara inteligente e empreendedor e menos como obra cinematográfica brilhante.
As contribuições do diretor David Fincher à história do cinema já foram feitas em “Clube da Luta” e em “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Desta vez, ele é quase um documentarista.
A diferença é que em vez de ouvir depoimentos para traçar o perfil de Mark Zuckerberg, David Fincher se baseou no livro “The Accidental Billionaires: The Founding of Facebook, a Tale of Sex, Money, Genius and Betrayal” (“Os Bilionários Acidentais: A Fundação do Facebook, Uma História de Sexo, Dinheiro, Genialidade e Traição), de Ben Mezrich.
Já que a tarefa de decifrar onde começa a ficção e termina a realidade é quase impossível, fiquemos com a versão do filme: um estudante de Harvard tímido, nerd, ignorado pelas garotas e recém-chutado pela amada, inventa com a ajuda de um amigo a rede social que tem hoje mais de 500 milhões de usuários em todo o mundo.
Mas, como alerta o próprio cartaz do filme, “Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos”. É em torno da discussão sobre perder o amigo mas não a piada – neste caso, a bolada – que se desenrola a ação de “A Rede Social”.
Mark Zuckerberg é alvo de vários processos – um deles movido pelo ex-sócio e melhor amigo, o brasileiro Eduardo Saverin.
Se em nenhum momento a perspicácia de Zuckerberg é colocada em questão, o mesmo não se pode dizer sobre sua índole. Quem é, afinal, Mark Zuckerberg? O último romântico – que tira “o” coelho da cartola por causa do fora da namorada – ou o último mercenário?
O Robin Hood – que não dá a mínima para a aparência e para o dinheiro – ou o Coringa?
Além de criar o “Facebook”, o moço tem boa visão de marketing e negócios. Às vésperas da estreia de “A Rede Social”, ele doou 100 milhões de dólares para a melhoria de escolas públicas nos Estados Unidos.
Atitude pensada para limpar a barra ou simplesmente a boa ação do dia?
Somente a namorada – Érica Albright, a causadora e inspiradora de tudo –, o ex-amigo brasileiro e seu conselheiro Sean Parker – criador do Napster – poderiam decifrá-lo.
De genial mesmo, além desse brinquedinho usado por mais de 500 milhões de pessoas, o final do filme.

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1 Comentário »

  1. Vale conferir! Vou assistir.
    Bjão,
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2011/02/08 @ 08:58


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