O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/01/30

O LADO ANIMAL DOS ANIMAIS

Filed under: Diário de bordo — trezende @ 08:47

Enquanto seu lobo não vem – a segunda-feira – hoje é dia de passear no bosque. No caso, pelo Parque Nacional Tierra del Fuego, a 18 km de Ushuaia.
Criado em 1960, protege o ecossistema da região através de 6 km de costa e conta com área para camping, um bom local de apoio ao turista, além de florestas e bosques completamente destruídos pela ação de castores e coelhos.
Os castores são o caso mais sério. Trazidos do Canadá em 1946 – quando a Argentina pretendia desenvolver sua indústria de peles –, hoje são considerados uma praga. Como a reserva não tem predadores naturais – os ursos – eles se multiplicaram descontroladamente e se tornaram um verdadeiro estorvo. Estima-se que existam 60 mil por ali.
Os dentes destes roedores estão em constante crescimento, então eles os usam com vigor. Um castor adulto pode saborear uma árvore de 30 cm de espessura em cerca de 15 minutos.
Os estragos causados pelos castores somados aos dos coelhos (também “importados”) e à fúria dos pica-paus torna a floresta um cenário de guerra.
Há outro mal a assombrar a flora do parque: o “pão de índio”. Trata-se de um parasita que se instala na árvore e cria uma espécie de tumor em seus galhos – resultado da superprodução de células.
Antes de atacar troncos e galhos, o “pão de índio” tem a aparência de um cogumelo e um sabor adocicado. Era consumido cru pelos nativos da Patagônia.
Ainda no quesito flora, destaque para a “lenga” – a mais abundante – e as “nires”. Tão parecidas que só mesmo fueguinos muito preparados conseguem diferenciá-las.
Antes de esta região patagônica ser descoberta por europeus ela era habitada por índios Yamanas, que levavam uma vida tranquila caçando e pescando de frente para o Canal de Beagle, para a baía Ensenada, para a baía Lapataia ou para o Lago Roca.
Sem o conforto de vestimentas, os Yamanas untavam o corpo com gordura animal para se protegerem do frio. Apesar do truque, nos conta o guia turístico, apenas as mulheres nadavam. Os homens? Sei lá, deviam estar ocupados como pinguins-machos em época de gestação.
É da língua dos Yamanas que vem o significado de Ushuaia: “baía que penetra até o poente”.
Às margens da baía Ensenada está o último correio do mundo, onde é possível ter o passaporte carimbado pelo “embaixador” local (10 pesos), comprar selos diferentes ou simplesmente mandar um cartão-postal.
A atração-chamariz do parque é o Trem do Fim do Mundo, uma réplica do que realizava o transporte dos presidiários do Cárcere Militar de Ushuaia até a floresta, a fim de cortarem lenha para o aquecimento da prisão.
O passeio – realizado por uma locomotiva a vapor – dura 1 hora e 40 minutos e percorre cerca de 8 km. Ótimo para a Terceira Idade.

A saga Ushuaia continua manhã

Vejam fotos AQUI

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