O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2011/01/26

DESCE UM PICOLÉ

Filed under: Diário de bordo — trezende @ 08:46

Somente a visita à El Calafate vale toda a viagem à Patagônia.
O local – um vilarejo simpático com cerca de 7 mil habitantes localizado na província de Santa Cruz – recebeu o nome graças ao Calafate, um arbusto verde e espinhoso cujos frutinhos se parecem com a uva – porém bem menores – e são utilizados na preparação de doces.
Enquanto o avião faz sua aproximação em meio a uma paisagem desértica, a belíssima visão do Lago Argentino, o maior do país, com suas águas azuis-acinzentadas.
O aeroporto, também pequenino, é aconchegante e lembra muito uma estação de esqui. Tem carpete e toda sua estrutura é feita com a principal madeira local, a “Lenga”.
O caminho até a cidade é estonteante. Nada e nem ninguém, planícies que se estendem por quilômetros e montanhas imensas e geométricas. Um cenário idêntico aos desenhos do Papa-Léguas – o que torna difícil acreditar que a principal atração de El Calafate são os glaciares.
Durante o trajeto, além da paisagem, observamos bandeirinhas vermelhas sinalizando pequenos relicários à beira da pista. O guia turístico explica que são os santuários para Gauchito Gil, típico nas estradas argentinas. Apesar de não ser reconhecido pela Igreja, Gauchito é um santo muito popular no país. Executado pela polícia em 1878, para muitos ele é o “Robin Hood” da Argentina.
É costume dar ao “santo” bandeiras vermelhas, cigarros, chocolates, velas e até bilhetes de loteria para pedir ou agradecer por um milagre. É praxe ainda dar uma buzinadinha para Gauchito.
De volta aos glaciares, o mais famoso e visitado deles é o Perito Moreno, localizado dentro do Parque Nacional los Glaciares. Criado em 1937 e reconhecido em 1981 como Patrimônio Mundial da Humanidade, o parque abriga o chamado “Campo de Gelo Patagônico”, o terceiro maior manto de gelo do mundo – perde para a Antártica e para a Groenlândia.
Há várias maneiras de se chegar perto do Perito – título que é uma homenagem ao explorador argentino que o descobriu. A primeira é observá-lo a partir de um catamarã que realiza passeios pelos principais glaciares do parque. A outra é por cima de passarelas que proporcionam uma fantástica visão panorâmica. Mas a melhor delas é caminhar sobre o glaciar num passeio de duas horas conhecido como “mini trekking”.

Amanhã, no terceiro capítulo, detalhes sobre o passeio aos glaciares.

Vejam algumas fotos AQUI

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1 Comentário »

  1. Prezada Tati;
    Deliciosa a crônica “dias de suricata”; e essa viagem, hein? De tirar o fôlego, se é que dá pra respirar por lá… Valeu!
    Bjão, bem vinda,
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2011/01/29 @ 10:32


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