O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/11/19

TUDO AO MESMO TEMPO AGORA

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 09:07

A pergunta do momento é “Afinal, o que querem as mulheres?”. A resposta: tudo, oras.
Queremos casar, comprar uma bicicleta, ter um bom salário, viajar, fazer a unha e arranjar tempo para fazer tudo isso.
A questão não virou tema apenas de série brasileira. Tem preocupado mentes femininas mundo afora.
Nesta semana, a revista “Slate” publicou o relato de uma repórter que está há três meses na Holanda.
Jessica Olien crê que não é bem vista pelas mulheres de lá porque, assim como suas amigas americanas, está sempre pensando em seus objetivos profissionais.
As holandesas, ao contrário, encaram suas carreiras com uma ponta de indiferença: trabalham meio período, se encontram para um cafezinho às duas da tarde e sentem pena das colegas que ficam no escritório o dia todo.
A matéria diz que menos de 10% das holandesas trabalham em período integral – e elas preferem assim. Além disso, nem 4% delas desejam mais horas de trabalho – ou um aumento de responsabilidades – e recusam horas extras mesmo diante da possibilidade de um salário mais rechonchudo.
Algumas citam os altos custos das babás como o fator mais importante para optarem por uma carga horária reduzida. Mas 62% das que trabalham seis horas diárias sequer têm filhos pequenos.
A repórter se pergunta se as americanas estão no caminho errado, fazendo de tudo pela carreira e se esforçando para terem o mesmo salário dos homens. “Talvez esta situação esteja nos levando a um mundo em que ninguém parece estar se divertindo. (…) Toda a discussão em torno da luta pela igualdade no ambiente do trabalho não se justifica sob o argumento de que queremos melhorar nosso bem-estar?”.
Voltando às holandesas, a repórter conta que elas contribuem pouco para a renda familiar: 25% não têm dinheiro suficiente para serem consideradas financeiramente independentes.
A diferença salarial entre homens e mulheres na Holanda é uma das mais altas da Europa – principalmente por elas trabalharem meio período.
Jacob Vossestein, autor de “Dealing With the Dutch” (“Lidando com Holandeses”), diz que lá as pessoas veem a questão da hierarquia profissional com ceticismo e não invejam os que chegam a postos elevados.
Há um outro livro que justifica o comportamento das holandesas. Lançado há muitos anos, “Dutch Women Don´t Get Depressed” (“Mulheres Holandesas Não Entram em Depressão”) é uma paródia de “Mulheres Francesas Não Engordam”. Nele, a autora Ellen de Bruin explica que a chave para a felicidade das holandesas é a noção de liberdade e uma vida equilibrada.
Ainda inconformada, a repórter da “Slate” escreve que é difícil transportar esse cenário para os Estados Unidos: “Penso que um título equivalente poderia ser ‘Mulheres Americanas Nunca Estão Satisfeitas?’”.
E dá-lhe números sobre a vida das americanas: 75% das que estão empregadas trabalham em tempo integral. “Nos anos 80 achávamos interessante o conceito da Mulher Maravilha – que supostamente conseguia fazer tudo. Mas ela ainda é nosso ideal. O nosso problema não é só a quantidade de horas que trabalhamos, mas a ideia de que temos de ser perfeitas em tudo. Programas de TV, anúncios e artigos em revistas femininas criam essa mulher perfeita que é bem-sucedida no trabalho, toma conta da casa, está sempre otimista e impecavelmente vestida”.
No Brasil, a renda das mulheres cresceu, mas continua abaixo da dos homens. Além disso, conforme dados do IBGE divulgados nesta semana, estamos nos casando cada vez mais tarde e com homens mais novos.
Pensando bem, até que as holandesas não são tão espertas assim.

Leiam a matéria completa AQUI

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4 Comentários »

  1. Tenho uma ligeira desconfiança “do que querem as mulheres”: acho que a mulher quer um homem que gosta da mulher do jeito que a mulher gosta de ser gostada. Simples, né não? Agora, como transpor essa teoria para o mundo real eu não faço a menor ideia. Se soubesse, estaria milionário. Ou vivendo num harém…

    Comentário por Joubert — 2010/11/19 @ 12:28

  2. A mulher perfeita está sempre otimista… Não concordo! Se for assim, ela acredita que o marido sempre pode melhorar mais, e esta expectativa é péssima para nós homens. :-)

    Comentário por Ricardo Rezende — 2010/11/19 @ 20:31

  3. Acho que tenho um quê de holandesa…

    Comentário por Vaninha — 2010/11/23 @ 08:32

  4. Putz!
    Como diria o “Bob Cuspe”, com as mãos na cintura: “…e enquanto isso o feijão vai queimando…”
    Sorry!
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 2010/11/25 @ 09:10


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