O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/10/25

REMINISCÊNCIAS DE UM NEURÔNIO

Arquivado em: Folheando — trezende @ 08:57

A qualquer momento desta semana chega às livrarias “Life”, a biografia de um sobrevivente: Keith Richards.
O guitarrista é o primeiro dos Stones a lançar suas memórias.
“No início minha maior preocupação era se a minha memória seria confiável. Fox teve de fazer um pouco o trabalho de um detetive”, explica o músico.
Fox é James Fox – jornalista e amigo de Keith de longa data –, responsável por unir todo o material após inúmeras entrevistas e pesquisas em cartas antigas e jornais.
O jornal “The New York Times” acaba de publicar uma entrevista com o guitarrista sobre a biografia – que mesmo sem ter chegado às prateleiras já explorou tudo e mais um pouco sobre as intrigas entre Keith Richards e Mick Jagger.
A jornalista Janet Maslin descreve que se encontrou com Keith no escritório dele, uma sala com paredes laranjas cercadas de espelhos, prêmios musicais e discos de platina.
Trajando uma calça esfolada na altura dos joelhos, sapato verde, anel de caveira, bandana e chapéu de palha colorido, o músico – que se atrasou apenas um minuto – não puxou nenhum cigarro durante os cerca de 60 minutos de entrevista. Num canto da sala – e passando quase batido –, um case de guitarra Louis Vuitton.  
A matéria começa dizendo que Keith já passou por muitas fases: “A do escoteiro, a do roqueiro amador, a do louco apaixonado (por Ronnie Spector, esposa do produtor Phil Spector), a do astro do rock, a do viciado em heroína, a do veterano em incontáveis turnês e a do parceiro de Mick Jagger”.
Mas o grande achado, segundo a jornalista, é o que está escrito na orelha do livro: “Acreditem ou não, eu não me esqueci de nada”.
Foram bons meses de trabalho. Depois da coleta de todo o material, James Fox sentou-se com Keith e passou a ler os manuscritos em voz alta para o amigo.
O que surpreendeu o jornalista foi o talento natural de Keith para editor. “Ele cortava de acordo com o ritmo e o andamento – uma verdadeira edição musical”.
O livro começa em 1975 narrando o consumo de drogas em Arkansas e o episódio de um juiz que foi convencido a liberar Keith após confiscar seu facão de caçador e tirar uma foto com o músico.
Há várias outras situações de prisão e também a luta de Keith para deixar seu vício em heroína – que ele diz ter abandonado há 30 anos.
O livro também descreve outros riscos ligados à saúde do astro, como o dia em que ele tomou um choque na cidade de Sacramento.
Keith se recorda de ter recuperado a consciência no hospital com um médico dizendo: “Ele pode acordar ou não”.
Apesar de os tabloides darem ênfase à rixa entre Keith e Mick Jagger, a reportagem conta que o livro é honesto e escrito com sinceridade. As histórias relacionadas a Mick Jagger estão mais do que resolvidas (segundo Keith, Mick soube de antemão tudo o que seria publicado).
As citações a Mick Jagger envolvem alpinismo social, ataques de ego, comportamento antiético, apelidos maldosos e uma identidade sexual incerta.
Keith diz que a obra é a coisa mais difícil que já fez até hoje – “Prefiro gravar dez discos”. Mas reconhece que foi gratificante poder dividir com ele mesmo e com seus leitores experiências muito mais importantes do que ele poderia imaginar.
Estamos esperando ansiosamente.

Acima, a capa do livro

Leiam a matéria completa AQUI

P.S.: Estão lembrados do “Campeonato Nacional de Siesta”, promovido em Madri?
Pois o vencedor foi um equatoriano de 62 anos que dormiu 17 dos 20 minutos a que cada competidor tinha direito. Além de capotar, ele foi o que roncou mais alto: 70 decibeis. O prêmio: cerca de R$ 2,3 mil.

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