O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/10/06

SERVIÇO SECRETO – E SUJO

Filed under: A real do mundo real — trezende @ 10:39

Uma matéria chocante publicada pela “National Geographic” nos mostra que a CIA já foi muito mais do que uma agência de inteligência.
Na época da Guerra Fria, ela foi responsável por algumas táticas um tanto questionáveis envolvendo um grande número de experimentos médicos confidenciais.
Durante essas experiências ilícitas, eles expuseram diversas pessoas a agentes químicos e biológicos, desenvolveram técnicas para controlar a mente e até planejaram assassinatos de líderes de nações em desenvolvimento.
Alguns métodos usados para distribuir esses químicos era através do envenenamento de charutos, pastas de dente e tinta.
O fato é que a CIA embarcou num programa de pesquisas multimilionário cujo objetivo era usar materiais químicos e biológicos – como bactérias de anthrax, da praga e da febre de malta – para infectar o inimigo e facilitar os interrogatórios.
Em 1966, em Nova York, o Exército americano expôs mais de um milhão de pessoas à bactéria “Bacillus Subtilis” (conhecida como “bacilos da grama” ou “bacilos de feno”).
Agentes do “Chemical Corps Special Operations Division” borrifaram a bactéria combinada com carvão através das grades de ventilação das estações de metrô nas horas de maior movimento. As turbulências criadas pela passagem dos vagões demonstraram que esse era um meio perfeito para propagar as bactérias por toda a cidade.
Também durante este período a CIA manipulou uma série de substâncias químicas na tentativa de controlar o comportamento humano – especialmente usando o LSD.
Aos voluntários que testassem os efeitos da substância, a CIA dava como recompensa injeções de heroína. Num dos experimentos, as cobaias tomaram doses de LSD por 77 dias seguidos.
Um dos episódios mais famosos envolvendo CIA e LSD aconteceu em 1951, na cidade de Pont-Saint-Esprit, sul da França.
Durante dez dias a cidade sofreu com um surto de loucura que provocou alucinações, manias de perseguição e ataques de violência em mais de 300 pessoas. Sete acabaram morrendo e 50 foram internadas em clínicas psiquiátricas.
O acontecimento ficou conhecido como o “caso do pão maldito” e se tornou tema de um livro homônimo escrito pelo historiador francês Steven Kaplan.
As verdadeiras causas do surto não estão completamente esclarecidas, mas o escritor americano Hank Albarelli Jr. não tem dúvidas de que a CIA está por trás de tudo. É o que ele conta no livro “A Terrible Mistake” (“Um Terrível Engano”), lançado este ano.
Até hoje os moradores estão convencidos de que duas fornadas da principal padaria da época, a “Briand”, foram fabricadas com uma farinha contaminada por um fungo conhecido como “esporão do centeio”. O fungo se forma nas sementes do centeio e, quando ingerido, provoca alucinações e mal-estar.
O fungo está na origem do próprio LSD – depois de sintetizado e adicionado a outras substâncias.

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