O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/09/30

LIE TO ME

Filed under: Mentes brilhantes — trezende @ 09:51

Estamos na reta final das campanhas políticas e chega o momento de escolhermos o menos mentiroso – ou o que mente melhor.
Para nos ajudar nessa missão democrática, um livro que foi alvo de reportagens na revista “Forbes” e no jornal “The Washington Post”: “Liespotting: Proven Techniques to Detect Deception” (“Detecção de Mentiras: Técnicas Comprovadas para Identificar Trapaças”), de Pamela Meyer.
Segundo a autora, algumas pessoas são tão boas quanto um chimpanzé (ou têm os olhos tão abertos quanto o John Lemon acima) para se darem conta de uma lorota. Portanto, podemos nos treinar para melhorar nosso detector de mentiras interno.
Nossas mentiras são de duas categorias: as ofensivas e as defensivas. Dentre as do primeiro tipo, as que contamos para conseguir algo que não está acessível e as que inventamos para passar uma boa impressão. Já as defensivas são criadas para evitar alguma punição, situação embaraçosa ou para proteger alguém.
Além da linguagem corporal, há vários sinais verbais aos quais podemos prestar atenção quando desconfiamos de alguém: 1) Mentirosos se prendem a detalhes irrelevantes da história ou em descrições minuciosas; 2) Repetem a pergunta para ganharem tempo e formularem uma boa resposta; 3) Outra pista, mais sutil, é que eles não contraem as palavras e usam uma linguagem distanciada (por exemplo: em vez de “com Joaquim Roriz” eles preferem “com aquele Joaquim Roriz”).
A ideia de que os homens mentem mais é um mito. Segundo a autora, a diferença está no tipo de mentira que cada um de nós conta.
Enquanto eles inventam histórias em causa própria, as mulheres mentem para proteger alguém.
Outro ponto interessante é que geralmente as pessoas extrovertidas não só contam mais lorotas do que as tímidas como também persistem mais tempo no caô e se sentem confortáveis com isso.
Os bons mentirosos são ótimos observadores de si mesmos. Intuitivamente, sabem como os outros os enxergam. Essa capacidade de saber decifrar o outro faz com que lidem melhor com suas emoções e consigam provocar sua “vítima”.
Segundo Pamela, há sinais não-verbais que são clássicos: tocam ou coçam os olhos; ficam rígidos na parte inferior do corpo; forçam contato visual para tentar acabar com o mito de que o mentiroso não fita o olho da vítima; e remexem objetos que estão em cima da mesa ou em suas bolsas, formando barreiras.
No site da autora há um quizz para testarmos a quantas anda nossa capacidade de identificar uma peça dessas. Façam o teste e usem as últimas horas do horário político como método de treinamento.

Vejam o teste AQUI

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