O Mundo Gira, A Lusitana Roda…

2010/09/20

OSSO DURO DE ROER

Arquivado em: A real do mundo real — trezende @ 09:21

Quem assistiu a “Tropa de Elite” deve se lembrar da cena em que Matias (André Ramiro) chega a uma oficina habitada por viaturas velhas e semiabandonadas. Apesar de capengas, ainda eram utilizadas pelos policiais.
Triste é reconhecer que nem precisávamos da ficção para saber que nossa polícia é desequipada e nossos heróis ultrapassados – tanto que Capitão Nascimento virou um semideus.
Enquanto as “otoridades” da lei brasileiras recauchutam motores e vivem pedindo para sair, as americanas se transformam em heróis de verdade. No caso, em Batman.
Batman – abreviatura para “Battlefield Air Targeting Man-Aided kNowledge” (algo como “Inteligência para Identificação e Apoio de Pessoal no Campo de Batalha”) é o nome do programa militar que tem como objetivo modernizar o equipamento usado pelas Forças Especiais dos Estados Unidos em missões secretas.
A ideia surgiu em 2004 e vem sendo desenvolvida na Base Aérea de Wright Patterson, em Ohio. Algumas novidades já estão em uso, outras são protótipos.
“Um soldado de elite carrega mais de 73 quilos de equipamento durante as missões”, diz Reggie Daniels, engenheiro na base de Wright Patterson.
A tralha inclui aparatos de comunicação como capacetes com display, um “headset” e um computador – além de diversas baterias para manter tudo funcionando. “Em muitos casos, os equipamentos obsoletos deixam os soldados carregados, o que os impede de tomar decisões importantes ou mesmo realizar tarefas manualmente”.
Daniels não entra em detalhes, mas conta que num caso particular, no Afeganistão, uma peça mal-inicializada matou diversos soldados. “O Departamento de Defesa não queria que incidentes do tipo acontecessem novamente. Assim nasceu o Batman”.
A versão militar da “Batcaverna” é o laboratório da Base Aérea de Wright Patterson. É lá que Daniels e seus colegas planejam, testam e integram tecnologia para turbinar as Forças Especiais.
Já o collant do superherói se transformou no que Daniels chama de “Chassis Humano”, que ajudou a reduzir em 25% o peso das baterias. Os soldados também receberam um computador que funciona preso ao peito. Ele propicia informações logísticas e táticas em tempo real e segue as instruções de seu usuários através de um reconhecedor de voz.
Segundo Daniels, o tempo gasto no campo geralmente é limitado pela duração das baterias. Pensando nessa limitação, eles adaptaram o gancho que Batman carrega no cinto. Essa espécie de “Bat Hook” permite que os soldados usem o cabo para conseguir energia na rede elétrica mais próxima. E mais: ele é capaz de converter corrente alternada em contínua.
Esses sim são os verdadeiros “osso duro de roer”.

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